domingo, 21 de junho de 2009

Do amor e dessas coisas singulares


O amor tem formas. Só o coração entende.
Nutre-se de luz -
'lumina essência,
Bondade fecundada que nos embriaga de prazer.

De seu cálice dourado,o nutriente do amor
derrama o néctar
supremo da Vida
- suave perfume que se esparge entre amantes.

O amor é um sonho - como adoçam os poetas.
Alegra-se na dor
- adormescência
e reflete sobejamente na alegria de sê-lo...

De cada gesto do qual o amor se inspire,
hálito divino
que entre nós
rescende, como nunca soube-se traduzi-lo...

O amor é benção - e, nele, nos fortalecemos.
Augúrio de paz e
Ciência - paciência!
Motivo único para o existir da humana idade.

Desse amor que transmuta tempo e espaço,
que vai do corpo a alma
- espiritualidade!
a divina presença se corporifica e se nos revela...
Saudades

tão longe, tão perto...

Estive sem postar no 'Bangalô'. Durante esse tempo acompanhava a doença do meu pai. 'Seu Mário' (Bezerra) se foi. Nos deixa em meio a uma enorme gratidão pela Vida (física) que Deus lhe deu por 84 anos para nos guiar nesse caminho que ora fazemos pelo Planeta Terra.

Obrigado amigo! Pela força, pelos ensinos, pelos conselhos - até pelos erros, que nos ensinaram também a forma de correção do rumo -, pela alegria que sempre demonstrou ao longo dessa jornada. Uma jornada dificil onde um câncer acabou lhe vencendo. Ou melhor, santa doença que o fez purgar algumas das mazelas morais que elas sempre acabam difundindo. Mesmo no pântano, o lírio brota e o raio de sol consegue penetrar sem se manchar.

Estamos aqui ainda atordoados, muito embora já aguardassenis essa nudança. Ninguém fica pra semente, ouvi dizer muito. Agora foi a vez de plantarmos (o corpo de) meu pai para que o Jardineiro-mor de todo o Universo (re)colha como presente que lhe ofertamos.

Um dia iremos nos encontrar. Não no juízo final de que interpretam os fundamentalistas. Mas a doutrina esclarecedora dos Espíritos Superiores - o Espiritismo, codificado por Allan Kardec - nos sustenta a racionalidade de que "a vida continua", em planos e dimensões que a nossa consciência aceita e acredita. Pois foi de lá que viemos. Para lá voltaremos.

Abençoe-nos pai Mário! E que os amigos de lá, te recebam com festas - como quando viestes à Terra e para os teus que hoje choramos tua saudade.
Novo dia amanhece,
nova vida, nova flor
Jardineiro dessa messe
cuide dela com amor...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Por um momento novo da vida de todos nós na Terra


Genrosa presença, essa na Terra. Revela-nos a bondade divina em auxiliar o nosso crescimento espiritual. E é ela, a escola provadora de nossas aptidões, onde exercitamos os lados de nossa individualidade e edificamos as virtudes da alma.

Enquanto por aqui estivermos, oportunidades muitas são celebradas em favor de cada um. Mas é o coletivo que melhor define o aprimoramento de cada indivíduo. O nosso alvo é o outro. A nossa conquista não é o mundo, mas o nosso próprio eu. Vitoriar-se na Terra, arrastando atrás de si quaisquer registros de conquista, não alimenta nenhum avanço na lista de grandes conquistas.

Só o amor é capaz de edificar o mais empedernido dos seres e elevá-lo aos píncaros da glória. E todos os homens estão marcados por um selo de desenvolvimento, ainda que demore em alguns essa tarefa. As vidas sucessivas, os mundos habitados, as mentes desprendidas, o eu dinamitado de todo orgulho e egoísmo, fazem com que as serenas bem-aventuranças do Cristo, sinonimem a vitória de todos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Quem é Maria Vangelis?


Na madrugada desta segunda feira, dia 8 de junho, estive em locais da outra dimensão que jamais saberei avaliá-los de forma precisa. Apenas sei que era um lugar onde pessoas (des)conhecidas - cujas identidades não as lembro, embora me fossem familiares no desprendimento - me ensinavam a conviver em paz comigo mesmo.

Uma senhora de meia idade, de aspecto sereno, me dizia como fazer para acabar com o nervosismo. E me ensinava uma pequena regra para os momentos de raiva: bastava encher a boca com um pouco dágua e ficar com o líquido até amainar a situação. Em caso de ser dificil encontrar o líquido, salivar até que se consiga sentir a boca cheia.

O nome da pessoa era Maria Vangelis. Ou seria Maria Evangelista e eu apenas ouvia esse nome meio grego. Mas afinal quem é Maria Vangelis?


Ao acessar no Google 'Maria Vangelis' acabei descobrindo referências acerca do tema escrito por Vangelis para o filme sobre a descoberta da América.



Aprendizado da própria razão de ser


E eis que nada é por acaso. Acabo de acordar de um descanso pós-almoço, durante o qual sonhei - ou estive desprendido - circulando por uma região onde as pessoas têm uma enorme crença no poder da fé.

Salto da cama e vou até o quarto onde meu pai está sendo cuidado pela enfermeira Apoliana (é esse mesmo o nome dela, muito embora eu a chame Apolônia). Tento contatar com ele que tem dificuldades de fala. A doença o pôs há dois meses em cima de uma cama. São as mãos de ajuda das enfermeiras e de minha irmã Vera que o auxiliam a sobreviver. Aguarda o tempo de ser, costumo dizer a mim mesmo.

Pergunto-lhe se tudo está bem. Ele confirma com a cabeça. Se tem alguma dor. Ele nega. Digo para ter paciência, enquanto transmito-lhe uma efusão de energia que a minha fé diz ser auxílio importante. A enfermeira me olha com certa estranheza. Pergunto a ele se tem rezado nesse meio tempo. E o conduzo na oração que ele repete silenciosamente.

Tenho uma enorme crença de que essa troca de energia é benéfica. Hoje, no estúdio da televisão, enquanto fazia o programa e a auxiliar de estúdio Juliana revelava-se cansada, abatida e eu lhe dei um passe, ela me disse logo depois ter melhorado e me agradeceu.

Felicito à Vida por ter me dado essas noções que eu sei e descubro a cada dia da existência, como forma de aprendizado da própria razão de ser.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um avião cai e nos deixa ainda mais interpelativos do que somos


Não há como conter a emoção diante da confirmação de que os destroços encontrados pela FAB são do avião da Air France, vitimado por uma tragédia na rota Rio-Paris.

A informação só reforça a certeza de que a esperança - nesse como em outros casos semelhantes - conseguiu passar a perna no velho refrão. De que é a última que morre. E morreu, quando não se pensava.

Esperança de se achar as respostas positivas nas quais parentes e amigos dos passageiros e tripulantes ainda se firmavam. O céu das hipóteses não deixou chover nesse terreno. E da espera, o desespero.

Nem o resultado das orações significadas por milhares de pessoas no mundo inteiro, foram suficiente para sustentar o sonho de que tudo isso não se configurasse emj pesadelo.

Ao mesmo tempo em que no Brasil, pilotos que trabalham na operação de busca, trocavam informação de que os destroços pertenciam ao avião sinistrado – informação captada por um radioamador de Fernando de Noronha e transmitida a uma emissora de TV paulista -, lá na França, os políticos em assembléia faziam um minuto de silêncio pelos mortos do desastre.

Nessas ocasiões, tento saltar o despenhadeiro de minhas interpelações transcendentais e encontrar o eco das respostas que, provavelmente, nunca saberei. Minha pergunta agora é: a quem pertencia a essência de cada um daqueles seres para se unirem a esse destino fatal?

Tolice, dirão alguns, indagar o além quando não se há respostas. Porém, deixem que eu (in)tranquilize comigo mesmo, interpelando ao Deus de minha crença sobre essas questões que, vez por outra, surgem em nosso caminho e que nos deixam ainda mais interrrogativos do que somos.