sábado, 17 de dezembro de 2011

Quem é esse homem chamado JESUS



Desde seu advento à Terra, o menino chamado Jesus atraiu para si a condição de resgatar as dívidas do mundo. Ser imantado de divina consciência, ainda pequeno neutralizava os presságios da dor que se abateriam ao seu redor, mesmo que sua presença no planeta houvesse sido inspirada do Alto por forças angelicais. Havia, no entanto, idéias contrárias à sua presença em nosso orbe, por ser ela significado da chegada da Luz em meio às sombras que se alojavam adedre entre os humanos.

O pequeno Emanuel é acolhido com inusitada esperança pelos que auguram um tempo novo para a Terra. Saúdam-no, principalmente, os simples do campo, enquanto vozes benditas dos páramos de Deus bendizem em preces a harmoniosa presença. Pastores da região e senhores vindos de longe encantam-se com a luminosa atmosfera da noite santa e os ares onde situado está o local do nascimento, transparecem de intensa magia. Mas nem tudo conspira em favor do menino-deus. 

Tão logo permuta o ventre santíssimo da mãe pela manjedoura alvejada de etéreos brilhos, decorando na humilde pousada onde se fez carne, as forças do mal estendem seu manto de maldades e crescem a inveja e a fúria dos dominadores desejosos de conhecer o seu primeiro endereço para lhe tributar o que não corresponderia em homenagem.

É o signatário de Roma na Judéia que, diante da busca dos magos ataviados por bons propósitos, deseja cumprir as ordens emanadas das trevas para evitar que o Bem se estabeleça e promova nos corações dos ‘homens de boa vontade’, a disciplina do Amor. Em Herodes, refugia-se o apelo íntimo da discórdia a querer dar contas das metas traçadas nas abismais profundezas, evitando que os objetivos do menino prevaleçam. Mas da fonte inspiradora do Universo, entidades celestiais comungam um enorme esforço para que o Mal não se consubstancie e plenifique o desiderato do Bem.

É José que, sob o mecanismo fenomênico do sonho, é alertado para fugir para o antigo Egito, levando com Maria o precioso tesouro que a Terra acabara de ganhar. Enquanto a vida do menino é preservada para nobres propósitos, as hordas do mal fazem acentuar o rio de sangue pelas vielas de Belém, onde almas de longínquos domicílios da dor, resgatam pela Lei de Causa e Efeito dívidas de outras vivências puerís, alcançando o direito de não mais dependerem da ceifa da Morte no mundo material.

Em terras do antigo Egito, a família consignada para domiciliar o pequeno ser na Terra, recebe orientações da dimensão espiritual. Acercam-se dela, auxiliares angélicos a transmitirem, por mediúnica via, os sinais de quando o casal poderá regressar a sua região.  Tanto Maria quanto José são medianeiros do alto e, através da vidência e audiência interelacionam as mensagens da outra dimensão.

Não é outra senão a explicação dada ao encontro do ‘enviado de Deus’ (Gabriel), que vem lhes trazer a mensagem do advento do ‘divino menino’. A José impõe-lhe a regra do silêncio, não por obra de pressão para calar algum tipo de desconfiança sobre a atitude de Maria, mas para neutralizar forças estranhas que possam interpor-se na área no caminho da sagrada família, induzindo-a a erros.  (continua...)