segunda-feira, 20 de agosto de 2012

SUICÍDIO, O PRIMITIVO ERRO

E se eu lhe dissesse que, na última noite, minha alma desprendida da prisão que é o corpo, saiu-se muito bem num encontro entre pessoas que, nessa encarnação, as conheço só de nome. Uma delas, dizia em inglês ter conhecimento de minha terra, o Brasil, origem de sua esposa atual em outra vida. Ele, que chegou a notório cargo público, preocupa-se com o instinto selvagem que a alma humana da atualidade convive. 

Interessante percepção eu tive durante o desdobramento, porque em meio a plateia para a qual sua fala se destinava, estavam vivos de outros tempos e que conheci nessa atual jornada. Cada um, como sintonizado numa aura de luz do ambiente, parecia desprender de seus 'corpos' uma pequena radiação vaporosa que circundava todo o ambiente. 

A.S., a figura central da conversa, dizia que todos os humanos, mesmo na carne, nunca se desprendem dos seus laços com a família espiritual. Por isso embarcamos, uma vez ou outra, em visitas aos grupos de nosssa sociabilidade. 

Falou em seguida do temor que deve cercar cada criatura na Terra, em relação a questão do suicídio. "Erro primitivo de eras que já não convencem a consciência humana", ouvi dizer bem claro. Eu assistia a tudo convencido de que, ali, se falava a verdade. E acordei, vindo tomar conhecimento de que o diretor de cinema Tony Scott (Top Gun) havia tirado a vida, lançando-se de uma ponte.