domingo, 21 de outubro de 2012

DOMINGO DE GRAÇA. MELHOR, DE GRAÇAS

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Um domingo de graça. Ou de graças, diria melhor. Convidado pela amigona Tereza Cristina, professora do 7 de Setembro, ambientei-me no conforto de seu lar e desfrutei do carinho dela e de pessoas como dona Lurdes Albuquerque, (viúva do político Mário Albuquerque), sogra do jonalista Waldemar Menezes. Aos 90 anos, uma lúcida memória de quem ajudou a esconder políticos cassados pela ditadura de 64. Com ela, a mãe do humorista Luiz Antonio e a mãe da Tereza. Depois veio a vizinha Excelsa, qualificar ainda mais o encontro. 

Dona Lurdes, 90 anos, Tereza Cristina e eu numa homenagem à boa Vida
Mas, curioso, o que mais dominou os papos foram conversas de além vida. Dona Lurdes contou os fenômenos espirituais que ocorriam ao seu redor. De avisos de amigos que deixavam a vida física e chegavam em desdobramento a noticiar a passagem. Do seu velho esposo, ateu, que ao fim da vida andava por dentro de casa de mãos postas e ela surpresa a indagar-lhe se havia mudado. Ele dizia que não, mas que a Política mudara na sua vida. 

A mãe da Tereza contou uma história incrível. De um sonho com um amiga que desencarnara e deixara com ela a incumbência de criar um dos filhos órfãos. Ela aparece em sonhos, pede para que ela acompanhe até um sítio no Eusébio e lá retorna dizendo não haver mais ninguém ali. Contara que os outros filhos estavam bem, mas que Felipe dera para beber demais. 

Acordada, ela perguntou à família se sua mãe tinha alguém no Eusébio. A filha responde que lá tinha o pessoal da família, mas que ela já havia se mudado do antigo sítio. E confirmara que Felipe, o filho mais velho, dera para beber demasiadamente. Depois que ela contou o sonho, ele teria deixado de beber e se corrigira.  

Aproveitei para falar do mundo invisível - do jeito que aprendi a conhecê-lo e com o qual convivo quando, à noite, saio do meu corpo e volito por aí em busca das amizades que me antecederam na viagem. Uma coisa ficou patente no encontro deste domingo: a vida não se limita às paredes do nosso mundinho. Expande-se, além da cortina que o físico nos separa da dimensão da Luz.