domingo, 24 de março de 2013

O DESIDERATO DA LEI


Diante do cavaleiro audaz que, intrépido, avança 
As armas contrárias da defesa logo se desfazem.
Sob os cascos dos corcéis corpos muitos jazem,
Nos caminhos do mundo, por onde a dor se lança.

Rastros de ódio enxameiam o solo, onde fazem
A cruzada maldita do medo, sem dar esperança
A que ninguém sobreviva; a nada se comprazem.
Selam um pacto de ódio, no reino dessa vingança

Os anos voam, os corpos mudam e, nesse limiar
De eras novas, vêem-se os loucos transmutados
Em outros seres, tomados por pútridas feridas.

É que as bênçãos dos céus vêm a todos cobrar
A dívida contraída a outros em dias já passados
Para que se cumpra o destino da lei em outras vidas. 

Inspirado em Jésus Gonçalves