quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O PRESENTE AO DEUS MENINO

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O coral de crianças havia acabado de (en)cantar a platéia
entoando louvores ao deus-menino, anunciado a três por quatro, 
nesse dezembro misterioso e mágico.
Quando, então, sou chamado a falar sobre essa festa
e minha mente viaja na imagem e nas vozes infantis 
mostrando a todos como há lucidez nessa magia. 

Pego o microfone e peço licença a que o público viaje comigo
numa reflexão que, sei muito bem, tem a ver com o espírito 
da festa e preciso ser breve ali no palco. 
Lembro que a humanidade assemelha-se muito a um coral,
onde todos os integrantes são peças importantes, ainda que 
diferenciados sejam num universo do canto. 

Os naipes diferem, embora se busque harmonia em todas.
Há os que escalam altíssimos agudos; há os que baixo e grave
reverberam no ambiente luz e emoção. 
Aqui e ali, uma voz pode até destoar do grupo, mas é aí 
que a função mestra do regente, se faz importante pelas nuances
com que ele pode colocar tudo em ordem.

O Natal é festa para lembrar, exatamente, esse sentido.
É uma parada no trem da estação da vida, para que ela se 
acomode melhor nessa voragem de sua velocidade. 
Cristo é o maestro de todas as individualidades que, descuidadas, 
esquecem o celebrado e absorvam a imagem do consumismo,
sem avaliar o que pode o aniversariante imaginar. 

Cristo é tão incrível que ele não se importa em não ser 
o protagonista desse enlêvo, quando as pessoas nutrem um ideal 
de bonança e de bem querença que a todos influencia. 
Que a gente possa dar a ele, nesse dia de festa, o presente 
de que, no ano novo, administraremos as nossas falhas
e as evitaremos por amor a Ele que tanto nos ama.
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