sábado, 27 de dezembro de 2014

Estudo analisa veracidade de cartas psicografadas por Chico Xavier

Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte
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    O médium Chico Xavier, falecido em 2002
    O médium Chico Xavier, falecido em 2002
Pesquisa cientifica realizada por núcleo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) concluiu que informações contidas em lote de cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier, morto em 2002, eram verídicas.
Ao todo, foram analisadas treze cartas atribuídas a Jair Presente, morto por afogamento em 1974, na cidade de Americana (SP). As correspondências começaram a ser psicografadas pelo médium ainda no ano da morte de Presente e prosseguiram até 1979.
Conforme o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES-UFJF), o estudo teve início em 2011 e foi feito em parceria com o Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), a partir do pós-doutorado dos pesquisadores Denise Paraná e Alexandre Rocha.
O resultado, de acordo com o pesquisador, foi publicado em setembro deste ano pela revista científica Explore, editada na Holanda.
O interesse para desenvolver a pesquisa, explica Almeida, foi a relevância dada no país às cartas psicografadas.
"A motivação foi a importância que as chamadas cartas psicografadas têm no Brasil e a falta de estudos acadêmicos a respeito delas. Sabe-se que pessoas enlutadas podem aceitar, como sendo reais e precisas, cartas que contêm apenas informações genéricas", afirmou o pesquisador.
Segundo ele, o estudo comprovou que os dados colhidos nas cartas atribuídas a Presente eram críveis.
"As informações comunicadas nas cartas eram precisas (nomes, datas e descrições de fatos acontecidos na vida da família) e verídicas (nenhuma informação comunicada nas cartas estava incorreta ou era falsa)", afirmou Almeida em entrevista ao UOL por e-mail.
O pesquisador informou que a análise foi feita nas cartas originais, das quais foram extraídas 99 informações objetivas e passíveis de verificação.
"Familiares e amigos de Jair Presente foram entrevistados, documentos como jornais de época foram checados, além de escritos do Jair Presente e registros em cartórios", disse.
Conforme Moreira, o intuito era comprovar se Chico Xavier poderia ter tido acesso a essas informações por meios convencionais e se as cartas continham dados verídicos e específicos em relação ao falecido.
"A probabilidade de Chico Xavier ter tido acesso a grande parte destas informações por vias convencionais era extremamente remota. Em vários casos, eram informações muito privativas da família e, em algumas delas, até desconhecidas dos familiares que visitaram Chico Xavier para obter as cartas psicografadas", afirmou.
O pesquisador citou como exemplo o falecimento da madrinha da mãe de Presente, "fato que ainda não era do conhecimento da família", descreveu Almeida.

Médiuns em atividade

O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida informou que o resultado de outro lote de cartas psicografadas por Chico Xavier, também investigado por Denise Paraná e Alexandre Rocha, será publicado em breve. Ele adiantou que o núcleo dará início a pesquisas com médiuns em atividade.
"Assim teremos maior possibilidade de um controle experimental do vazamento das informações para o médium. Seu desenho metodológico nos permitirá investigar um número bastante significativo de médiuns em atividade", disse.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Chico Xavier é assunto na revista científica Explore


Esse é um texto compilado da revista Explore sobre uma pesquisa efetuada por cientistas com relação às cartas de Jair Presente, psicografadas pelo médium Chico Xavier. 



Investigando a precisão da alegada escrita mediúnica: Um Estudo de Caso das cartas de Chico Xavier

Alexandre Caroli Rocha, PhDemail, Denise Paraná, PhD, Elizabeth Schmitt Freire, PhD, Francisco Lotufo Neto, MD, PhD, Alexander Moreira-Almeida, MD, PhD


Contexto
O estudo da mediunidade é importante porque se capacidades mediúnicas forem reais, eles fornecem apoio empírico para as teorias não-reducionistas da mente, tendo assim grandes implicações para o nosso entendimento da relação mente-cérebro. Este estudo investigou a alegada mediunidade de Chico Xavier, um médium muito prolífico e influente no Brasil.

Objetivo
Para investigar a veracidade das informações transmitidas nas cartas "psicografados" de Xavier (ou seja, cartas supostamente de autoria de uma personalidade falecida) e para explorar as explicações possíveis para isso.

Método
Depois de uma busca sistemática de cartas psicografadas de Xavier, foi selecionado um conjunto de 13 cartas supostamente escritas por um mesmo autor espiritual (JP). As cartas foram inicialmente testadas para a identificação de elementos de informação que foram objetivamente verificável. A precisão da informação veiculada por esses itens e a probabilidade estimada de acesso do Xavier à informação através de meios ordinários foram classificados por meio de escalas Fit e vazamentos com base em documentos e entrevistas realizadas com a irmã e os amigos de JP

Resultados
Foram identificados 99 itens de informações verificáveis veiculada nesssas 13 cartas; 98% desses itens foram classificados como "Fit clara e precisa" e nenhum item foi classificado como "não Fit." Concluímos que as explicações comuns para a exatidão da informação (ou seja, a fraude, o acaso, o vazamento de informações, e leitura a frio) foram apenas remotamente plausível. Estes resultados parecem fornecer suporte empírico para as teorias não-reducionistas de consciência.

http://www.explorejournal.com/article/S1550-8307(14)00108-6/fulltext

O Jornal O GLOBO citou o fato:

RIO — O domingo de 3 de fevereiro de 1974 prometia muitas alegrias para o estudante de Engenharia Jair Presente. Ele havia saído de casa, onde morava com os pais e a irmã, para um animado fim de semana com os amigos. Mas, o passeio terminaria em tragédia: Jair morreria afogado na Praia Azul, em Americana, a 37 quilômetros de Campinas. A história do rapaz, porém, não acabaria ali. Ele teria escrito 13 cartas após a morte, reproduzidas em psicografias do médium Chico Xavier. Quarenta anos depois, uma pesquisa científica investigou o conteúdo das mensagens e comprovou a autenticidade das informações.
O resultado do trabalho foi publicado pela revista científica “Explore”, da Editora Elservier, sediada em Amsterdã, na Holanda.
– Estas cartas produzem informações verificáveis. Não são informações genéricas. Trazem nomes de pessoas, situações que aconteceram, e estas informações eram, de modo geral, verídicas – observa o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, o diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes), da Universidade Federal de Juiz de Fora, o orientador da pesquisa.
O estudo das cartas atribuídas a Jair Presente é o primeiro de uma série realizada pelos pesquisadores Alexandre Caroli Rocha e Denise Paraná, resultado do trabalho de pós-doutorado, parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
– A grande discussão que existe no meio acadêmico é se estas cartas, efetivamente, proporcionam evidências, informações verídicas, sobre a pessoa falecida, e se o médium não teria tido acesso por meios normais. Esta é a grande pergunta – atesta Almeida, também coordenador das seções de Espiritualidade e Psiquiatria da Associação Mundial de Psiquiatria.
O médium Chico Xavier, que morreu em 2002, chegou a ser acusado de infiltrar seguidores entre o público durante as seções espíritas, justamente para conseguir informações essenciais e inseri-las nas cartas. A acusação sempre foi refutada por admiradores do médium.
– A grande limitação do estudo – reconhece Almeida – é que estamos analisando fatos que aconteceram 20, 30 anos atrás. É difícil ter certeza do grau de informações passadas para Chico Xavier.
A metodologia da pesquisa incluiu entrevistas em profundidade com familiares e pessoas que tiveram acesso aos fatos, além da checagem de recortes de jornal e de outros documentos.
– Houve casos, por exemplo, nos quais nem as pessoas que foram obter a carta com Chico Xavier tinham aquela informação que estava na mensagem – observa Almeida –. Apenas posteriormente foi feita uma investigação pelos próprios familiares para descobrir que aquelas informações eram também verídicas.
A pesquisa, porém, não é a comprovação de que as cartas foram mesmo escritas por alguém já morto, mas que as informações ali contidas são verdadeiras. Os pesquisadores se preparam para concluir as avaliações de conjuntos de mensagens de mais três casos psicografados por Chico Xavier. O médium passou pelo primeiro teste.

sábado, 1 de novembro de 2014

O PRINCÍPIO, O FIM E O MEIO


O PRINCÍPIO, O FIM E O MEIO
Nonato Albuquerque

O PRINCÍPIO, O FIM E O MEIO

O mundo começou em mim, arremata Moisés
depois de antologizar toda a gênese humana.
Tinha ele, pois, o D´us único, bem ali, aos pés.
E discorreu com palavras toda essência do prana

O mundo terminará em mim, prega o evangelista
João, a quem coube na Terra ver o apocalipse
Esotérica leitura pela qual o homem avista
A mudança do planeta após o grande eclipse.

No meio deles, tu e eu, interligados estamos
Enquanto lá fora o mundo destrambelhado,
Confuso, rola como se fosse desabar no abismo.

Será que vai dar tempo vender o que compramos?
Ou será possível ficar, assim, ensimesmado,
Sabendo que amanhã finda todo esse esnobismo?

domingo, 26 de outubro de 2014

POESIA. Trecho do poema 'Urânia' de autoria do sr de Porry


A alma, essa viva força que domina os sentidos,
Aos seus menores desejos súbito obediente, -
Que, como um fogo cativo num vaso de argila,
Consome em seus transportes sua veste frágil; -
A alma, que do passado guarda lembrança
E sabe ler por vezes no obscuro futuro,
Não tem do fogo vital a efêmera centelha
Tu mesmo tu o sentes, tua alma é imortal.
Nos campos do espaço e da eternidade,
Conservando sua permanência e sua identidade,

Não, a alma não morre, mas muda o seu domínio,
E de asilo em asilo sempre passeia Nossa alma,
se isolando do mundo exterior,
Por vezes pode conquistar um sentido superior;
E, no arrebatamento do sono magnético,
Se armar de um novo olho ou do dom profético:
Libertada um instante dos terrestres laços,
Sem obstáculo percorre os campos aéreos;
E, com um ágil pulo, no infinito lançada,
Vê através dos corpos e lê no pensamento.



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Votar é preciso



Quando foi que o País viveu tão intensamente uma campanha eleitoral como essa, onde o confronto entre os candidatos transferiu-se, via redes sociais, aos eleitores através de uma dilacerante carga de energia, manipulada tanto de um lado quanto do outro em disputa.

Os dois contendores, a todo custo, tentaram medir forças, não pelos caminhos compreensíveis do jogo democrático, mas utilizando as armas do denuncismo e dos ataques pessoais.

Esse mesmo sentimento perpassou aos seguidores de cada um, rivalizando-se com a mesma carga de ódio e de agressividade, a ponto de muitas amizades terem sido interrompidas pelo tom inconsequente da campanha.

Votar vai muito além desse embate intempestivo de quem se agarra a uma oportunidade, custe o que custar, haja o que houver. 

Desde que, na velha Grécia, implantaram-se as bases do sistema democrático, o ato de votar tem-se inserido entre os mais importantes exercícios de cidadania. Através dele é que se afirmam os desígnios de cada indivíduo, ao eleger aquele que há de lhe conferir os rumos de sua própria existência. E que não venham dizer que o voto seu não interfere no conjunto, pois isso é indiscutível.

Pelo voto, transferimos aos eleitos, o poder de criar novas leis. De modificar as que se acham em desacordo com a realidade. Com elas, poderemos nos vincular às etapas do progresso ou conduzirmo-nos ao estágio equivocado dos que se utilizam do ‘poder emanado do povo e para o povo’, para locupletar-se e aos seus asseclas.

A nossa Rachel de Queiroz, em crônica escrita lá pelos idos de 1947, na antiga revista O Cruzeiro, lembrava que “votar representa o ato de FAZER O GOVERNO”.

É o voto que permite eleger quem vai interferir na vida de todos. No nosso bolso, principalmente. Seja criando impostos ou subtraindo a já pesada carga tributária. Definindo os índices da inflação e até quanto o trabalhador assalariado vai ganhar a cada reajuste.


É o meu, o seu e o nosso voto, que conduzirão ao Poder os que detenham valores éticos e responsáveis, capazes de transformar a vida do País e de sua gente. E não somente a dos que enxergam o Poder, como instrumento de benefício pessoal e partidário. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A primeira-dama


Eu sempre achei estranho o fato de sonhar com gente famosa e que já mudou de dimensão, mas que nunca foi de meu relacionamento. Aconteceu esta semana.
Fora destacado para a cobertura de um evento que aconteceria em Aquiraz. A exemplo do que faço no dia-a-dia, era uma pauta jornalística. Havia uma recomendação para que eu não aparecesse na matéria gravada.
No local destinado, a praça da matriz da primeira capital cearense, dezenas de pessoas aguardavam, todas em traje social, alguém importante que deveria chegar. Lamento não ter me aprontado à carater.
Nisso, surge a figura de uma senhora, ao lado do que ela dizia ser a filha predileta. Embora mais remoçada e mais magra, reconheço ser a figura que, na Terra, era conhecida Luiza Távora. Sim, a primeira-dama dos tempos do coronel Virgílio, governador do Ceará.
Ao me aproximar, peço desculpas por trajar-me de forma simples (tenis, jeans) para a ocasião, mas ela diz: “Não se preocupe. Aqui o simples é reverenciado; o pomposo é discutível e alvo até de críticas”.

Fiquei impressionado e acordei, mesmo não tendo captado a razão daquela concentração na praça. E da presença dela ser o principal foco de todos. 

sábado, 20 de setembro de 2014

A lenda do santo demônio

A lenda do santo demonio 
Nonato Albuquerque
  

Já disseram que aquilo de bêbado num tem dono, mas nem por isso os papudinhos largam a garrafa. Nem com a gota da mulesta eles param de beber. Largar do vicio, ih, é difícil! Quando isso acontece, dizem os mais encalacrados, ex-pinguço deixa de BB e se matricula no AA. "Puro retrocesso escolar", argumentam com uma ponta de sarcasmo.

Pouca gente, porém, conhece a origem do alcoolismo entre as pessoas e o pacto firmado pelo diabo com o bicho-homem ainda nos tempos da criação do mundo.


Conta-se que Deus queria saber como andava sua obra. E anunciou uma festa no céu para todos os seres vivos. Todos os bichos podiam entrar, menos o anjo Lúcifer que andara aprontando das suas e fora banido do condomínio celestial. Quando soube dessa proibição, o diabo ficou com o cão nos couros. Jurou que iria à festa de qualquer maneira e se vingaria de Deus atraindo para as suas hostes, a melhor das suas criaturas. Pegou o "cãolendário´, informou-se sobre o dia, hora e lugar e, deu uma infernal gargalhada, ao saber que se tratava de uma festa à fantasia.


- Festa à fantasia! Uau!" Tá como o diabo gosta.


Sem que precisasse esquentar muito os miolos, teve uma idéia... como díriamos? Diabólica! Pensou: qual é a maneira mais fácil e sensata de se entrar no céu? É o individuo se tornar um santo. Dito e feito. Lúcifer vestiu uma mortalha branca, botou uma auréola de arame na cabeça, calçou uns ´cãochutes´ novos, encenou um ar de santidade e se mandou.


Passou direitinho por São Pedro, que estava no maior ronco na portaria e nem notou a entrada do demônio.


É bom dizer que das profundezas, o cão - ou melhor, o santo - conduzia um frasco com um pouco de "água ardente" e uma tocha acêsa na ponta com uma brasa retirada dos infernos.


Lá, ele ofereceu isso a todos os convivas. Nenhum bicho aceitou. O passarinho, previdente, se negou a beber daquela água. A caipora também desculpou-se, embora tivesse adorado tragar a essência da chama acêsa. Interessado em proclamar sua vingança, o diabo deu de cara com o bicho-homem, que na festa se vangloriava ser a mais inteligente das criaturas, e que aceitou beber todo aquele vaporoso líquido. Bebeu e bebeu e bebeu até cair de quatro, enquanto Lúcifer aproveitava-se para firmar com ele um pacto demoniaco.

Dali em diante, toda vez que alguém da sua linha de sucessão provasse da água ardente trazida por ele dos quintos, bastava evocá-lo com um pequeno e simples gesto que ele, prontamente, atenderia a qualquer convocação. 

Dizem que é por isso que, até hoje, em qualquer botequim de beira de rua, tem sempre alguém derramando no pé do balcão a primeira dose dirigida ao santo. Que na verdade apenas se passara por ele.
 
 

domingo, 7 de setembro de 2014

Tomas Edison e a máquina para se comunicar com os mortos


"Eu tenho trabalhado para construir um dispositivo para ver se é possível que as pessoas que deixaram este mundo possam se comunicar conosco novamente.

Essas são as palavras do grande inventor Thomas Edison, em uma entrevista em outubro de 1920, na revista 'The American Magazine'. Naqueles dias, quando Edison falava, as pessoas ouviam. Thomas Edison era um astro em seu tempo, um brilhante inventor, durante o auge da Revolução industrial, o Steve Jobs de seu tempo. Apelidado de "o Mago de Menlo Park" (que hoje tem o nome de Edison, New Jersey), foi um dos inventores mais prolíficos da história, com 1.093 patentes nos Estados Unidos. Ele e sua oficina foram responsáveis ​​pela criação ou desenvolvimento de muitos dispositivos que mudou como as pessoas viviam, incluindo a lâmpada elétrica, câmera de cinema, o projetor e o fonógrafo.


Mas Edison tinha inventado uma máquina para falar com os mortos? Por um longo tempo, tem havido especulação em círculos paranormais se Edison, de fato, acho que um dispositivo como este, e se isso se perdeu. Não há desenhos ou protótipos encontrados.

Então, o que é construído ou não? Outra entrevista com Edison, publicado no mesmo ano, desta vez pela Scientific American, cita-o dizendo: "Eu tenho pensado há algum tempo para criar uma máquina ou dispositivo que pode ser utilizado pelas personalidades que passaram para uma outra existência ou esfera. "Assim, em duas entrevistas, ao mesmo tempo, temos dois encontros muito semelhantes, em que ele diz que tem trabalhado para" construir "o dispositivo, eo outro que diz que só é" pensar "para respeito. Um tanto contraditoriamente, o artigo da Scientific American diz que, apesar de a citação de Edison que "ele foi informado de que a construção do dispositivo ainda é experimental ...", como se ele tivesse um protótipo.

No entanto, como não temos nenhuma evidência de um dispositivo deste tipo que foi construído ou mesmo concebido por Edison, temos de concluir que era uma idéia que nunca se materializou.
Agora, é claro que o interesse de Thomas Edison entrar em contato com os mortos vieram de longe, a cerca de 20 anos antes de suas declarações anteriores

Usando muito do conhecimento obtido a partir de outros inventores, utilizando a frequência de ressonância, a transmissão de rádio telefone, energia elétrica e luz, criou o Ouija elétrica e Psico-Phone, especialmente esta parecia ser a combinação de várias tecnologias que, quando dispositivos poderosos utilizados transmissão iria abrir um portal no éter que falar os mortos para a vida seria.

A Edison Electric Ouija foi patenteada em 7 de setembro de 1897, era como uma máquina de comunicação espiritual, publicidade apareceu no Saturday Evening Post descreve-o como um dispositivo maravilhoso com o qual você pode se comunicar com os mortos.
Em 1920, os americanos ainda não repostos a terrível praga que havia produzido Guerra Mundial, muitos lares americanos usavam luto por um ente querido. Como o espiritismo, tábuas Ouija e uso possível para se comunicar com a família querida de além de capturar o interesse geral. Todos convergiram em Edison, quando ele disse à revista americana que estava trabalhando em um dispositivo conhecido como "telefone espírito", ou um telefone que lhe permitiria falar com os mortos.

O resultado foi uma mania nacional, a maioria dos principais jornais e revistas saltou para cobrir esta "maravilhosa invenção", o jornal que publicou o artigo recebeu 600 cartas dirigidas às principais pessoas obcecadas com o aparelho de Edison. Estas cartas tinham problemas diferentes com muitas ofertas de ajuda com o projeto, dizendo que as reclamações que esta máquina já existiam eram aqueles que buscavam informações para chamar suas famílias para esta máquina como eu esperava morrer em breve.

É claro que, por esta altura, há muito que Edison tinha inventado o fonógrafo, que era uma invenção com a qual você pode ouvir as vozes gravadas de pessoas mortas e essas vozes também poderia ser tocada no rádio para o gozo de suas vozes para os vivos. O próximo passo lógico era entrar em contato com os mortos usando várias das idéias que ele patenteou. Agora, com os computadores que você pode jogar com as vozes de pessoas mortas, esse conceito é um dado adquirido. Mas na década de 1920 as pessoas pudessem ouvir a voz de pessoas mortas dentro de uma caixa com tubos e fios foi fenomenal.

Finalmente Edison Por que o cientista estar interessado em tal coisa? Médiuns e videntes estavam na moda, fazendo sessões espíritas e vômitos mais rápido do que Harry Houdini poderia desacreditar ectoplasma. No entanto, era cada vez mais comum a pensar que seria possível se comunicar com os mortos. E, se possível, Edison pensou que poderia ser alcançado através de meios científicos a criação de um dispositivo que pode fazer o trabalho que a mídia publica.

"Não tenho a pretensão de que nossas personalidades passar uma outra existência ou esfera", contou ele à revista Scientific American. "Não tenho a pretensão nada, porque eu não sei nada sobre isso. Além disso, ninguém sabe. Mas eu acho que é possível construir um aparelho que vai ser tão delicada que, se existem personalidades em outra existência ou esfera que desejam obter nós nesta existência ou esfera, vai dar uma melhor chance de se expressar. nada por causa da inclinação e raps e Ouija placas e médiuns e os outros métodos que estão agora supostamente o único meio de comunicação tabelas ".

Edison teve uma abordagem científica: Se houvesse uma necessidade ou um desejo popular, uma invenção deve ser capaz de preenchê-lo. "Acredito que, se quisermos fazer qualquer progresso real na pesquisa psíquica", disse ele, "tem a ver com os instrumentos científicos e de uma maneira científica, como fazemos na medicina, eletricidade, química e outros campos."

Quanto à sua Telefone Psicose, teve seus entusiastas e detratores, e, finalmente, entre a Grande Depressão de 1929 eo trabalho da II Guerra Mundial Edison nesta área foi esquecido. Ela não teria sobrevivido a morte. No entanto, parece que Edison poderia ter de alguma forma conversamos seus colegas depois que ele morreu.




De acordo com Paul Blosser, Edison tinha sido apelidado de "o Velho" por seus assistentes e uma vez que ele havia gravado "The Grandfather Clock" canção popular com as palavras: "... Mas parou, nunca ando de novo, quando a velho morreu ". Edison morreu no dia 19 de outubro de 1931 em 3:24 a.m .. Três de seus assistentes relataram que seus relógios pararam precisamente 03:24 Três minutos depois, o relógio do avô no laboratório de Edison também parou e jamais poderia fazê-lo funcionar.

Ainda mais notável é a comunicação que levou Edison onde ele "falou" com dois de seus companheiros de equipe durante uma sessão espírita em 1941 na comunicação recebida, deu os nomes de três pessoas que poderiam levar aos planos da sua comunicação de máquina com espíritos.
O resto da história, está perdido em lenda.

Texto original http://www.taringa.net/posts/paranormal/18109371/Edison-y-la-Maquina-para-comunicarse-con-los-Muertos.html

sábado, 6 de setembro de 2014

A CEIFADORA



A Morte foi incumbida de conduzir alguém
Cuja saúde do corpo, já andava à sua beira.
Deram-lhe o endereço. Bateu à porta, sem
Que ninguém abrisse, ficou ali de esgueira.

Como o tempo passasse, resolveu então
Pedir informações na casa da vizinha.
Uma idosa veio atendê-la e diante da visão
Da mulher com a ceifa, caiu ali durinha.

A morte, cumpridora do dever, agradeceu
Aquela ajuda, embora não fosse sua hora
Recomendada, não viajaria assim a esmo.

Disse-lhe: “Não eras tu, mas um vizinho teu;
como ele não abriu a porta, vai a senhora.
Comigo é assim: se não tem tu, vai tu mesmo”.



Pobre sonhador

Se eu fosse rico, dizia o cidadão de meia idade,
Eu saberia exatamente o que fazer da riqueza.
Daria metade para ajudar toda pobreza
E a outra metade me bastaria à felicidade.

Se eu fosse rico, falava ainda com mais alarde,
Não deixaria mesmo ninguém morrer de fome
daria abrigo e pão aos sem teto e aos sem nome
faria felizes a todos, antes que fosse tarde.

Nisso, no meio da conversa, chega o carteiro,
entrega-lhe uma carta, que ele lê por inteiro.
E era carta de cobrança; dívida medonha.

O amigo que lhe ouvia atentamente a tudo
Diz-lhe, "compadre, seja pobre, mas contudo,
vá pagar primeiro suas contas, depois ‘cê’ sonha".

(Nonato Albuquerque)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O planeta que nos cerca


Quem diria que, diante da fotografia, 
que revela a Natureza em esplêndida magia, 
alguém fosse indagar: que planeta é esse? 
É a Terra, sim senhor. 
É que nosso olhar perdeu o encanto 
de ver na paisagem, lá fora, 
o quanto é bonito o visual que nos cerca. 
Perdemos muito tempo, 
olhando a nossa cara nos espelhos, 
como se buscássemos nosso eu; 
mesmo sabendo que o externo é aparência. 
O imortal que somos, esse sim é essência 
a não nos limitar no tempo e nem no espaço.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

NATAL NO PLANETA



A acrisolada partitura do cântico se renova.
Eleva-se das paragens terrenas um meigo afeto
Ao menino virtude que do céu se fez e objeto
É de desejo para seguirmos os passos seus na prova.



Entoam-se hinos de louvores e de cada alcova
Onde dormitam sonhos em meio ao rude concreto,
Ressurgem esperanças de albergar sob esse teto
A força da paz substituindo a dor que se reprova.



Sublime lembrança nossa desse espírito modelo,
Põe-nos outra vez na mira de tua preferência;
Inunda-nos de amor para que a vida não seja apenas isto:




Um mar de provas, onde muitas vezes nosso apelo
É para que encontremos bálsamos na luz da ciência
Quando a medicação já temos e ela se chama Cristo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Encanto de sonho ou desprendimento encantador



Madrugada desta segunda feira, acordei do sonho maravilhoso que tive. Era algo tão real que, ao despertar, lamentei ter sido apenas um sonho.
Estava viajando em uma espécie de veículo espacial que sobrevoava uma região, jamais vista em qualquer país do planeta Terra. Era como se estivesse em um trem, mas volitando num espaço imensamente belo.
A geografia completamente diversa da nossa. Campos de luminescência impressionante atraíam meu olhar, exatasiado diante de inconfundível beleza.
Ao atingir o que suponho ser um povoamento, descubro cidade permeada por uma arquitetura bastante diferenciada da nossa. Ruas pavimentadas em multicores que chamavam atenção e onde incrustavam-se o que eu chamaria de totens ou imagens em espiraladas formas que subiam aos ares.
Encantado com tudo o que via, lembro-me de ter ouvido no interior do veículo no qual eu viajava vozes falando que estávamos circunavegando dimensões ainda não exploradas pela capacidade humana e que estão há anos-luz de distância.

Acordei-me embevecido com a viagem. Já vivencei experiências de desdobramentos interessantes, mas nada comparável ao desta segunda feira.  

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Um ponto de macumba era o carro chefe de cantora cearense


Durante muito tempo ouvia a cantora cearense Ayla Maria cantar 'Babalu' e, como eu era muito pequeno, não tinha a menor ideia de que era, na verdade, uma invocação a uma entidade. A música, que aqui é cantada por Yma Sumac é um ponto de macumba para solicitar uma ajuda a Babalu (um pai-de-santo) para que ele faça um trabalho. 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Construtores da Nação


Eu tenho a cara nordestina de todo sertanejo
que admira o seu chão e fortalece a sua raça;
que dorme com esperança e acorda um só desejo,
De ver a sua gente respeitada em toda praça.

Eu tenho a fortaleza de entes que são um pejo
de orgulho - cuja ação, homem nenhum rechaça.
Padim Ciço, o Dragão do Mar que fez o despejo
Dos que na escravidão, lucravam com a desgraça.

O Brasil, onde eu passei habitar nessa existência,
Tem lutas de superação e histórias de grandeza
Que merecem, de cada um de nós, celebração.

Nordestinos no mundo, temos em nós a ciência
De sermos raça sofredora mas, que com certeza,

Tem a alma gentil dos que constroem a nação.

(Nonato Albuquerque)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pastor de cabras, pastor de almas




Um velho pastor de cabras
Cuidava da vida - e delas
E não se importava com nada
Nem mesmo que o mundo acabasse
Bastava somente viver
E viver simplesmente.

O velho pastor falava  
Que os céus lhe pediram um dia
Que cuidasse bem dessas cabras
E que, no final, em semente
Ele fosse plantado no chão
pra nascer novamente

Queria o pastor de cabras
Na vida nova que houvesse
Ser apenas um pastor de almas

Pra cuidar bem de todas elas 
(bis)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Sem pontos e sem vírgulas


Quem bate à porta, meia noite adentro 
em meu sono de descanso 

Eu viajo em outros rumos
auxilio o andamento das coisas 
como se desperto
e moro na simplicidade dos sonhos 

Lidero uma multidão de rostos informes

que viajam num trem de destino incerto

Por onde passa 

mais gente se aboleta
e chega até à praça da Misericordiosa Prece

Quem é esse indivíduo que me recepciona

quem sou eu, afinal de contas nesse jogo
que termina quando começa
e onde apenas eu sou atacante e defensor 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Poema que abençoa os homens e aviva os mortos

Nonato Albuquerque


O poeta diz, citando outro poeta,

Que o dia mais feliz de sua vida

Foi quando descobriu que fazia poemas

Sem saber que também era poeta...


Thiago de Mello ao lembrar Bandeira,

Me faz viajar nas asas da imaginação

E procurar no fundo da memória

O dia em que me descobri poemando.


Eu não era nada, além do que eu sabia,

De poeta que escreve versos sem rima

E prosa nas conversas, um pouco poesia

Mas era tudo, falando comigo mesmo 
das coisas que descobri serem poemas

Que abençoam homens e avivam mortos.