sábado, 4 de janeiro de 2014

A arte de matar o Tempo enquanto é tempo

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Ainda há tempo de contar o tempo
que se debruça sobre a cordilheira
dos anos que eu já cruzei na Terra,
ambicionando chegar a um destino.

Por ele passaram mitos que se foram,
Anônimos muitos que se renderam
à solidão de suas existências vazias,
como se uns pudessem e outros não.

Quem dera que eu fosse um caminho
E não o caminhante que, insistente,
circunavegou, tão só, pelo mundo afora.

Por isso, valor ao tempo que me resta
Eu dou, na esperança de que, ao cruzar
A linha final, eu não mate apenas o Tempo.