sábado, 27 de fevereiro de 2016

O SONHO DO TEATRO ORIENTAL

Atinar não sei
em qual dimensão se esconde um grupo de orientais
que, esta noite, enquanto dormia o sono dos justos, 
frequentei. 
Um deles, 
veio até a mim e depositou um quimono multicores,
e gesticulou com a direita para que eu alcançasse 
o fim da sala. 
Num local 
que se assemelhava a um palco, luzes são acesas
e um sonoro canto intermedia o que seria
uma encenação.
Uma cantora 
em frêmita rapidez adentra o local e canta algo 
que minha percepção auditiva não consegue 
assimilar. 
Em meio ao canto,
ela some do palco e a próxima visão que eu tenho 
é a de um monge orientando uma função religiosa
a que acompanho. 
Junto a mim, 
uma voz pede que eu me ajoelhe e agradeça tudo 
o que eu havia alcançado até aquele instante 
em meio ao sonho. 
Acordo 
ouvindo arpejos no interior do quarto onde durmo 
e vozes entrecortadas, como se sussurrassem 
o meu nome. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A mulher que me visita em sonhos na madrugada

Há um bom tempo não vinha aqui. Volto, hoje, com um registro emocionante que cravei no MSN durante a madrugada para não esquecer. Lembrar que, durante o sono, nosso eu interno sai do corpo e tem vida própria. Vamos ao relato:

Estava em casa. Visitou-me o espírito de uma senhora, na companhia de sua filha. Ela veio e eu me mostrava intrigado, por ser alta hora da noite. Ela se desculpou por isso, mas tinha um pedido a me fazer. Em resposta lhe digo que não tem de quê, "a gente não tem hora para servir" .

As duas sentaram-se na beira da cama, enquanto eu ficava de costas para o computador e ouvi o seu relato. 

Ela fala de um problema. E eu, rapidamente, já penso que se trata de algo ligado a droga com filho. E lhe adianto isso, ao que ela me faz uma cara de quem 'você já sabia?'. Conto que, desacordado, temos a capacidade de ler os pensamentos das pessoas, enquanto estamos gravitando na dimensão do espírito. 

E começo a relatar que ela não deve nunca desacreditar na força do Bem. É ele que nos coloca de volta ao equilíbrio. 

"Quando a senhora sente uma dor de cabeça..." falo deixando no ar uma reticência, que ela completa: tomo um remédio. 

"Se tem um problema mais grave, o que faz?". Ela admite buscar a ajuda de um médico. "Pois se a senhora acredita na medicação que o médico receita, então acredite que para tudo tem solução. Basta ter fé. A primeira recomendação é de que ame seu filho". 

Ela começa chorar e sua filha alisa suavemente o ombro, tentando acalmá-la. 

Um parêntese importante: antes de me ater a esse desdobramento, estava tentando anotar um recado para alguém de nome Duda, em Iguatu e dizer que um amigo vai passar por lá. 

Fecha o parêntese. 

Então, termino a conversa com a mulher lembrando-lhe que se ela acredita no que o médico lhe receita em momentos de sofrimento e dor, acredite que para o espírito existe um médico capaz de superar qualquer problema: ele é Jesus. Acredite que ele pode alterar os caminhos do seu filho. E ele irá fazer isso, mas necessário é que a vida da família possa ser pautada pela honra, dignidade, afeição, carinho e, principalmente, amor entre seus membros. 

Vou acordando do desdobramento e pareço ainda ouvir ela me agradecendo dentro do quarto...