domingo, 11 de setembro de 2016

O alienígena

Areia, areia, areia
Deserto de pó, esse mundo
Não sei porque vim dar com os costados
No oco desse tempo vazio.
Sou de planetas distantes
Meu ego, minha metade
Trouxeram a esse plano
Em busca de socorrê-lo.
Chegando aqui, nada
Só terra, terra, terra...
Que nome terá esse canto?
Não vejo ninguém por perto
Alma viva, sou do mundo
Quem busca achar-se, se perde
De tanto andar sem um rumo.
De areia, areia, areia
Meus olhos estão cobertos
A minha boca espuma um vento
De eras comuns já passadas
Eu sou quem fui e quem resta
Do que serei quando deixar de ser.
Areia, areia, areia

Se eu sou pó, quando retornarei a ele?