quarta-feira, 15 de março de 2017

ESCRITOS MEUS

Escritos Meus
para os que ficam depois que eu tiver ido
de Nonato Albuquerque

O corpo que agora baixa à essa sepultura
Não sou eu - diria o morto se fosse ouvido.
É apenas o invólucro temporário que a essa altura
Estende-se ao chão e da vida é agradecido.

A alma que eu sou e mostra desenvoltura,
Permanece de pé, com todo seu sentido.
Eu permaneço ativo, vivo ainda a aventura
Que a vida me propôs e a tenho defendido.


Ah! crença vã dos que pensam dessa maneira
Que ao último suspiro, a vida entrega os pontos!
Como gostaria eu de provar a todos quantos



assim mourejam na Terra essa fé sem eira, 
Que somos eternos e ambientamos contos
Que em outros planos se renovam em cantos