Arquivo do blog

domingo, 31 de maio de 2020

MOSAICOS ALEXANDRINOS

Sonhei hoje entrevistado dois nomes famosos das letras no Ceará. Permitam-me não revelar as identidades para preservaro que, imagino, tenha sido fruto desse encontro onírico. Ao acordar, o primeiro pensamento foi para um deles que, insistentemente, tomava meus pensamentos. E, depois do café da manhã, sentei-me aqui no computador e rabisquei esses versos que, inspirados, imagino sejam alexandrinos, 


MOSAICOS ALEXANDRINOS 

A lira do poeta antigo, abandonada fora
Por conta de arroubos que não vem ao caso
Motivos singulares que eu já vivi outrora
Mas que ao destino meu só a mim embaso

Quem apenas se ocupa com o aqui e agora
Não vive as razões dos doutos do parnaso
De comparar fazer versos como quem labora
Um ofício qualquer, sem litígio a dar aso.

Foi preciso a morte, mostrar essa clareza,
a quem se acha senhor de si nessa filáucia,
a realidade do ser é o que a vida ensina

os ouropéis da fama, não contam com certeza
a verdade mostra ao ser que toda audácia
de orgulho, basta a morte vir e ela termina.