domingo, 18 de dezembro de 2011

SILÊNCIO, NASCEU O MENINO


Silêncio. Não façam barulho
para não acordar o menino
que nasceu.

Ele vem de páramos celestes
Morada divina onde se divisa
o bem.


Não são as buzinas, nem fogos
De artifício que inquietam
Seu sono.


São os atos transitórios da dor,
A injustiça e a miséria moral  
Dos homens; 

A dor de cada malsinado gesto
O fruto da árvore da violência,
O desamor.

Por isso, não quebrem o silêncio,
Não façam barulho, não gritem.
Silêncio.


Para que o sono do menino
Que veio iluminar o mundo
Não se extravie.


De presente, sirvamo-lo 
Nosso amor na taça de nossos
Corações.


Calo-me para que o silêncio
seja poema de luz, tal e qual
o menino.