quinta-feira, 21 de maio de 2015

Quem foi Macarrão?


Um sonho. Ou teria sido um desdobramento? Qualquer que tenha sido a ação, ela foi de extrema importância para quem, como eu, avalia estudos espirituais fora do corpo. Estava em um local íngreme e, de repente, mergulhava no que parecia ser um grande rio. Ia até o que presumia ser o fundo. Ali, alguém estava desacordado e fui sem muito esforço, orientando-o a ir à tona. O nome que eu falava (dentro da água) era ''Macarrão".

"Sobe Macarrão! Tá na hora. Sobe!"

E ao atingir a superfície, depois de uma longa respiração para recompor-se, ele abre os olhos, fixa o alto e depara-se com o que eu considero fosse um crucifixo. Apenas o final do objeto aparecia envolto numa espessa névoa - como uma nuvem. Nele, os pés do Cristo.

- O que é isso? indagou-me aquele que eu chamava de Macarrão.

"É o teu 'Deus" que vem salvar a todos.

Acordei do sonho e, durante um bom tempo, fiquei imaginando essa 'aventura'.

Mais tarde, por volta do meio dia e meia, contei a experiência aos amigos do estúdio de tv, onde atuo. E resolvi consultar o Google. Escrevei: 'Macarrão afogado'. O resultado é impressionante. 

sábado, 16 de maio de 2015

POETAR, ANTES QUE EU MORRA


Ouvi estórias de pescadores,
Cantei odes a poetas vivos,
Lutei contra heróis de DC comics,
E dancei feito besta fera
ao ouvir estrelas de Bilac.

Eu sou quem sou de fato,
Não tenho rima, nem métrica,
Minha veia é só poética
De onde não jorra mais sangue.

Ouvi cantares de mudos,
Fui guia de tantos cegos,
Que hoje todos apegos
Que eu tenho, desapego.

Andei po cantos, parado,
Viajei à Lua, lunático,
Fui hóspede de Chopin.
Quando George era sã.

Militei com Brancaleone,
Mas ele apagou meu nome.
Sou alvo, sou quem atira;
Sou tira, prisioneiro.

Do alto desse penhasco
Eu não avisto mais nada.
Por isso, vou dormir o sono
Dos anjos já esquecidos.