sábado, 27 de fevereiro de 2016

O SONHO DO TEATRO ORIENTAL

Atinar não sei
em qual dimensão se esconde um grupo de orientais
que, esta noite, enquanto dormia o sono dos justos, 
frequentei. 
Um deles, 
veio até a mim e depositou um quimono multicores,
e gesticulou com a direita para que eu alcançasse 
o fim da sala. 
Num local 
que se assemelhava a um palco, luzes são acesas
e um sonoro canto intermedia o que seria
uma encenação.
Uma cantora 
em frêmita rapidez adentra o local e canta algo 
que minha percepção auditiva não consegue 
assimilar. 
Em meio ao canto,
ela some do palco e a próxima visão que eu tenho 
é a de um monge orientando uma função religiosa
a que acompanho. 
Junto a mim, 
uma voz pede que eu me ajoelhe e agradeça tudo 
o que eu havia alcançado até aquele instante 
em meio ao sonho. 
Acordo 
ouvindo arpejos no interior do quarto onde durmo 
e vozes entrecortadas, como se sussurrassem 
o meu nome.