segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O caleidoscópio celeste durante o meu vôo noturno


Voar, ouve-se dizer, é com os pássaros. Mas o homem também voa. Em sonhos, no entendimento da maioria das pessoas. Eu, porém, lhes digo que voamos sim, quando largamos o casulo de nossa prisão temporária, o corpo, e volitamos por dimensões não imagináveis.

Esta noite, eu volitei num céu de uma fulgurante beleza. Voava de papo pra cima. E, enquanto cantava e ouvia dulcíssima melodia, notava que o céu era formado à semelhança de um caleidoscópio.

Imagens coloridas flutuavam ao meu redor. Um som inebriante de paz acondicionava os meus ouvidos. E uma estranha e magnífica sensação de prazer dominava todo o meu ser.

Eu parecia ver com todo o meu corpo. Ouvir com todo meu corpo. Sentir com todo ele. Foi a viva impressão de um sonho como nunca jamais tinha acontecido.