domingo, 18 de março de 2012

PARA ONDE VAMOS DEPOIS DA VIDA

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Muita gente ainda se preocupa com o futuro depois da vida terrena. Para onde se vai? Céu ou Inferno? E muitas pessoas, infelizmente, ainda buscam as religiões mais com receio de se infelicitarem na escolha do caminho, indo desembocar num lugar de eternas penas - o que não combina com a misericórdia e a bondade de um criador - ou se alimentarão a esperança de viver em um local pleno de paz, onde não haja "dor e ranger de dentes". 

A expressão do iluminado Cristo de que "haverá choro e ranger de dentes" é uma referência à destinação das almas que, depois de uma experiência na matéria e não encontraram o ponto de sublimação, terão que retornar a um planeta para conviver desde o choro (nascimento) até o ranger de dentes (maturidade do corpo). 

Não há céu e nem inferno, da maneira vociferada pelas doutrinas conservadoras. Depois de uma vida física, recolheremos os frutos de nossa semeadura. Se vivemos na tranquilidade, em obediência às regras da evolução, chegaremos a nos unir em espaços da espiritualidade para onde procedem todos os seres que irão se harmonizar na paz e no bem. Não é o céu onde almas vivam sem esforço nenhum, numa existência onde não haja atividades. Seremos o que fomos. Ninguém vira santo entre o instante do desencarne e que ressurge no outro lado. 

Infelizmente, devido a ignorância e a imperfeição da maioria das almas, há os que continuam integrados a ações delituosas e equívocos cometidos contra o próximo. Muitos deixam o corpo envolvidos numa força de energia pesada e convergem para locais onde espíritos sofredores se assemelham. Mas não se trata de um lugar onde viverão eternamente no 'fogo eterno". 

Tudo isso é construção humana, quando na Idade Média a reforma protestante retirou do redil católico aquelas ovelhas que já não acreditavam em promessas vãs, sem nenhum vínculo à raconalidade. Comprava-se o lugar no céu, de acordo com as posses daqueles conseguiam adquirir as indulgências. 

O caminho para o futuro da alma, quando deixar a vida corporal, vai depender das escolhas que fizermos hoje. Se levarmos uma vida simples, pacata e de bondade, aplicando a lei do amor e da caridade, haveremos de alçar vôo para os planos onde vicejam espíritos com esses mesmos sentimentos afins.