Depois de anos lendo livros de auto-ajuda, participando de cursos de aperfeiçoamento e sendo motivado pelo ensino moral das religiões sérias, a gente se indaga se tudo isso mudou alguma coisa em nós. Mudou, certamente que sim. Afinal são motivadoras as palestras em torno de temas edificantes. Válidas são as boas leituras que buscam nossa evolução. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já dizia Fernando Pessoa. Negativistas de plantão vão nos contrariar, dizendo que isso favoreceu mais à chamada indústria do autoaperfeiçoamento que lucrou rios de dinheiro. Mas o oceano de luz que palavras, conselhos, e ações em favor do bem nos deram, modelaram para melhor a nossa alma ainda brutalizada pela ignorância. Mudamos. Somos muito melhores hoje, do que fomos ontem. É a destinação nossa de futuro. PENSE NISSO.
Quando através do sono nos libertamos temporariamente do escafandro corporal, volitamos por entre a dimensão do eu mais puro e visualizamos cenas que, geralmente, só os sonhos conseguem externar. É do substrato desses sonhos - e da criação poética - que se constitui este diário, revelando a incrível magia da dimensão da espiritualidade.
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terça-feira, 29 de novembro de 2022
AUTO AJUDA
quinta-feira, 24 de novembro de 2022
SONETO À SANTA TERESA D´AVILA de Nonato Albuquerque

Ó iluminado Senhor,
de todos os astros,
a quem ouso falar com
tal intimidade,
não esqueçais de
prover nossa humanidade
com o sinal de vossos
luminosos rastros.
Acesa está em nós,
essa santa verdade;
vossa flama içada em
nossos tantos mastros
merece ser lembrada
em cada um dos claustros
onde em orações
tecemos a espiritualidade.
Mas se, porventura,
de vós nos ausentarmos
não morra nunca em
nós, essa bendita crença.
Preciso é pois se
ater a tão sagrada obra.
Para no amor com todos reencontrarmos,
a
ciência da paz, paciência, na presença
de
Pai, que amor nos dá e só amor nos cobra
quarta-feira, 16 de novembro de 2022
A MALDIÇÃO DO ÁLCOOL
sexta-feira, 11 de novembro de 2022
OS CURRAIS DA MORTE
ESCRITOS MEUS
Currais da morte (A Francisco Carvalho, in memoriam)
o canto de minha poesia, reside hoje em diana tradução mais legítima do presente.tampouco versa nas rimas dos aboios.Adulta, ela se alimenta do hálito das nuvens,Embriaga-se na brisa das crinas dos cavalos.Longe das lambanças que, nos engenhos,eu repuxava das gamelas o alfinim em fios.Minha poesia desse tempo busca as rimasQue tanto reclamei em noturnas temporadasQuando só, primaverizava lúdicos sonhos.Hoje, ela sobrevive da essência da saudadeE nessa dimensão busca recriar em fatias de luzA alma que ganhei ao transpor os currais da morte.
VIDA PASSAGEIRA; O CORPO, SEU TRANSPORTE
ESCRITOS MEUS,
vida passageira, o corpo, seu transporte
Faltavam só algumas notas,
para que a sinfonia inacabada, assim não fosse.
Alguns minutos apenas,
para que a poção de Romeu efeito não tivesse.
Para que o trem fora dos trilhos, não saltasse
a vida de Camilo e Castelo aqui vivesse.
Se James não perdesse o controle do carro
o mito Dean não se faria assim tão trágico.
Faltou uma palavra a Alfonsina para evitar
que ela se lançasse ao mar como rede de pesca.
Um grito de alerta ao soldado desconhecido
para evitar o petardo explodindo aos seus pés.
Uma mão corajosa para assinar o fim de Hitler,
ao invés do sacrifício de tantos povos na Europa.
Faltou coragem a Pilatos que, ao lavar as mãos,
não sujasse seu nome para todos os séculos...
Nos falta entender o que Deus quis dizer a todos nós
quando colocou o Super-Homem cadeirante.
Eu sei que tudo que sei, nada consegue explicar,
porque também nos faltam notas, minutos, palavras,
alertas, coragem e, principalmente, entendimento
de que a Vida é passageira; o corpo, seu transporte.