Na estiagem que de janeiro a março atravessa
o sertanejo, quase sempre ele se depara
com a mitigação onde o verde sai depressa
e a seca braba lhe cobra a coragem e a cara.
Sem plantar e sem colher, ele faz promessa
de ir a Juazeiro a pé, distância que o separa
da figura do Padim Ciço, a quem se apressa
em cobrar a atenção ao santo bom que o ampara
O tempo passa, o sertão geme essa desgraça
mas a esperança que é verde nunca falha
e já não se busca mais o paulista Eldorado.
Ficar entre os seus é mais do que uma graça
que aos céus enviam a quem trabalha
em busca de ser grande em seu próprio estado.
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