terça-feira, 23 de agosto de 2016

MINHAS ROUPAS Nonato Albuquerque

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Ando nas MINHAS ROUPAS todos os santos dias

que muitos dos meus amigos me reconhecem por elas.
São roupas comuns, simples, 
sem compromisso com moda 
Tê-las é garantia de que não acabe saindo nu, por aí. 
Quando pequeno, a roupa de marinheiro me incomodava:
Não tinha mar no meu chão de seco agreste; 
Nem navio algum para eu ficar a vê-los, 
e por isso eu ficava a não ver navios... 
A roupa da primeira comunhão me levou à igreja, 
para bem a terceira vez que eu comungava. 
Entrava na fila, pequeno ainda, 
na batina negra, o padre nunca me empatou
de sem confissão nenhuma
eu cometesse 'o pecado' de vestir cristo em minha inocência; 
Na juventude, as calças bocas de sino tocavam meus sapatos
E escondiam a falta de verniz que a poeira encobria. 
Andei em roupas que se ajustaram ao meu corpo,
Bem como as que cabiam dois de mim. 
Hoje, tenho paletós que me levam ao trabalho, 
Bermudas que as conduzo em psseios pelos shoppings
Calções que uso, uma vez ou outra, na piscina. 
Mas a roupa que melhor assume minha personalidade
É a que anda comigo em casa, despreocupadamente. 
Não é look que se inveje; nem moda que se copie,
Mas é a que mais me aproxima do menino 
Que ainda em mim, eu visto..

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Da reunião de 18 de agosto

O melhor de tudo é não dizer nadinha 
tão longa foi a espera, tão próximo é esse dia.
alvorecemos em campos de trabalho 
depois de anoitecdido o corpo em desalinho

reajustamos os dispositivos da alma 
e fechamos balanço às ações cotidianas;
eu nada tenho a dizer do muito que já foi dito
quem procura aprender é quem tem muito a ensinar

o primeiro instante aqui é o primeiro depois do último
retoquem as máscaras
revisem os conceitos
transformem-se em atos
pois de palavras muitas 
eu sempre me acho cheio 

domingo, 26 de junho de 2016

Há quanto tempo eu não tenho um bom tempo

Há quanto tempo
não olho o céu para contar figuras que as nuvens desenham?
Não molho os pés nas poças dágua quando chove?
Não como frutas do pé, como fazia em criança?
Não invento cantigas sem pé, sem cabeça
Pelo único desejo de cantarolá-las?
Há quanto tempo não somo mais as placas dos automóveis
para que a prova dos nove aponte o número meu da sorte?
Faz um bom tempo!
Hoje, a pressa me impede de olhar as manhãs ensolaradas
E de me encantar com o salpicado céu de estrelas noturnas.
Dificilmente ando descalço em meus dias comuns.
Colho frutas nas gôndolas dos supermercados.
Solfejo as cantigas de outros, sem a inspirada magia.
E, mesmo dirigindo, as placas dos veículos já não me atraem
Pois acabei achando que isso de número de sorte
não funciona nesse mundo de ideias cartesianas.
...
Há quanto tempo

Que eu não tenho um bom tempo?...

domingo, 22 de maio de 2016

Dos mortos e da Ave Maria de Gounod

Na cidade onde nasci,
O sino da igreja tinha ritmos para vivos e mortes
Sacristãos sabiam diferenciar o toque para defuntos adultos
Da chamada para as missas e novenas,
Como também dos enterros de anjinhos em seus caixões azul celeste.
Da casa da minha avó, na Celso Castro,
Eu me pendurava na janela à espreita de ver passar
Os cortejos em direção ao cemitério, na rua onde ficava a casa da Rení.
Às vezes, eram quatro gatos pingados, conduzindo o pequeno infant
Que, geralmente, morria de doença de criança ou paludismo.
Houve um dia, porém, que falecera de parto uma senhora
E eu fui até a casa dela para ver de perto.
Vestiram-na como se Nossa Senhora, segurando o pequeno filho que não nascera.
Era tal qual ver uma Madonna celebrada pelos grandes pintores.
Em Acopiara, quando morria alguém, a amplificadora do padre Crisares
Derramava no ar as notas da Ave Maria de Gounod,
A ponto de a célebre canção ter ganho o estigma de coisa triste.
Por isso, toda vez que ouço essa canção nostálgica,
Me vejo na rua onde nasci, contando os anjinhos que iam para o céu
Que, na minha ingenuidade, eu achava que o Paraíso fosse ali na esquina
Da casa onde Rení costurava pra fora, atendendo a enorme clientela.
Hoje, até ela se foi. Não sei dizer se o sino da matriz de Senhora do Socorro
Tocou durante o seu enterro; mas estou convencido de que essas lembranças

Jamais serão sepultadas enquanto vida eu as der... 

domingo, 1 de maio de 2016

O discípulo renascido

No sonho dessa noite, acordou-me essa ideia 
de um discípulo do Cristo, esteve aqui de novo,
em versão adversa a que se viu na Galiléia
retomando do mestre, a mensagem a seu povo

Da Europa ele nasceu em conhecida aldeia,
tomou graças de Deus e, pelo que comprovo,
se fez um homem santo pra que nessa epopeia 
chegasse a altos cargos nesse atual renovo.

De vida prudente, aclamaram-lhe papa 
no sínodo que elege só italianas figuras 
pois foi ser de Cracóvia, esse novo eleito

assumiu outros nomes da magna capa
para simples ser, em meio a tantos curas,
que viveram o ensino do amor mais perfeito.

sábado, 30 de abril de 2016

Mensagem de um mestre ascensionado


Havia uma assembleia 
onde profitentes muitos se reuniam em torno da mensagem 
consoladora do mestre

Aguardavam todos
o sublime mensageiro que dos mais altos páramos chegaria 
aureolado de luz.

O salão anuviou-se
e, aos poucos, uma figura etérea surge densificando-se 
ante olhares atentos. 

era um dos mestres 
que se materializava na dimensão mais próxima da Terra 
depois de tantos anos.

Ouviu-se sua voz serena   
tanger o silêncio do ambiente e aclimatar nossos ouvidos
à mensagem de esperança. 

"Eleitos do Senhor, 
iniciada é a era do compromisso, em que atitudes impensadas
não mais serão aceitas. 

"Os que se confiaram 
ao exercício da virtuosa bondade, precisam largar as teorias 
e assumir suas práticas

"Em breve, esse planeta
sofrerá alteração do vórtice e implementar-se-ão as mudanças 
de fundamentação moral

"Os mansos e pacíficos 
serão atraídos à vitalidade da causa e iniciarão o desiderato 
do amor divinizado. 

"Os que hoje tumultuam, 
alijados serão da rota da Vida, destinados que são atualmente 
aos abismos do cosmos. 

"Alimentarão núcleos 
onde ainda imperam o instinto e os impulsos animalescos 
que vivenciam agora. 

"É chegado o instante
de aprimorar-se na Terra, a esperançada hora da mudança
anunciada pelo Mestre. 

"Sejamos seguidores 
de suas virtudes múltiplas, em benefício dos novos tempos 
que já estão em prática.

"O sagrado se permitirá 
a estampar-se na alma dos que vivenciam essa maturidade 
e que reinarão por aqui. 

"Agradeçamos ao Pai, 
a gentileza de operar, nesse momento de acréscimo à rota, 
a elevação moral. 

"Bendigamos a todos
os que se distanciaram do Mal, mas que, ainda por um tempo, 
devem ser pacientes. 

"Invocamos os anjos 
tutelares da Terra a reaproximarem todos os condutos de ajuda 
para a mudança final. 

"Agradecidos estamos 
pela atenção de todos a essas iniciativas fortuitas que levam 
a Terra a novo parâmetro". 

Aos poucos, a imagem 
foi-se diluindo como um halograma extraído de outra dimensão
e agradecidos ficamos. 

(Nonato Albuquerque)

domingo, 13 de março de 2016

Histórias de Nicó

Por decerto, deves estar lembrado de Nicó, o filho de seu Brito e da dona Dita do Vale, que nasceu no sopé da serra das Flores e que, aos seis anos, tinha um sonho: o de se vestir de anjo na festa da padroeira, só para coroar Nossa Senhora. Do mesmo modo, lembrar-se-á que padre Zito, o pároco da cidade, chegou a espraguejar com tal ideia, já que coroação de santa, é tarefa que só anja poderia fazê-lo. Foi preciso mobilizar mundos e fundos – o pai ameaçou até cortar a ajuda para a quermesse depois do novenário – até que tudo se arranjasse. Pois bem, Nicó voltou a cometer outra dessas.
Na escola, dona Laurita, a professora de religião, depois de pregar a necessidade de todos viverem no bem para alcançar o paraíso, pediu aos alunos que levantassem a mão aqueles que desejavam ir pro céu. Todos o fizeram, a exceção de Nicó. Ataboalhada com essa reação, ela evitou saber a motivação, com receio que a explicação do ‘maluvido’ pudesse estimular outros alunos a agirem tão sacrilegamente. “Abram o livro na página seguinte”. No recreio, o diretor mandou chamá-la.
Soubera através da pequena Patrícia do seu Policarpo, que fora arredar o acontecido. “Que história é essa de aluno que não quer ir pro céu?”, indagou seu Vicente Brilhante, penteando a cabeleeira gumêzada de glostora. “Foi um deslize do filho da dona Dita. Não quis levantar a mão, quando indaguei quem gostaria de ir pro céu”. “Mas isso é o cúmulo!” tonitroou o diretor na pequena sala.
Não é preciso esticar muito a baladeira pra dizer que os pais de Nicó foram chamados, no dia seguinte, a fim de tomarem conhecimento da leviandade do filho. Dona Dita, ao saber do que se tratava, debulhou-se em lágrimas, benzendo-se toda. O pai bufou de raiva, muito embora no fundo achasse aquilo, ser coisa de criança, que o diretor não devia levar tão a sério.
“Nada disso, seu Brito. Essa é uma escola de família, onde todos somos católicos, apóstolicos, romanos. Onde as instruções do santo catecismo devem ser levadas no maior rigor. Quem não estiver de acordo com os nossos postulados tem que procurar serventia noutra casa”.
Eis que chega à sala, Nicó e dona Laurita. Dona Dita escondeu o rosto num lenço amarelado. Seu Brito deu-lhe um peteleco. Seu Vicente admoestou o pai a ser mais severo com o ‘traquina’ quando chegasse em casa. E dona Laurita puxou a conversa.
“Meu filho, eu pedi essa reunião com o diretor e seus pais, para que você se explique melhor, porquê não quer ir pro céu, como todos os outros garotos?
Nicó, cabisbaixo, resmungou algo a que o pai disse:
- Fale alto!
- Pai, a professora perguntou quem queria ir pro céu. Eu num queria.
- Maldito! – gritou dona Dita, levantando-se da cadeira de palhinha do gabinete.
- Mas meu filho, isso é uma blasfêmia! – ouviu do pai.
- É não, pai. Dona Laurita perguntou quem queria ir pro céu. Se ela tivesse me perguntado porquê, lá na sala, eu teria dito que eu tinha que voltar pra casa depois da aula.

ANTES QUE SEJA TARDE

Antes que seja tarde,
é preciso compreender esse tempo de mudanças;
Onde muitos se identificam com a desordem;
poucos, com a quietude
Onde as ruas estão repletas de adultos,
agindo como crianças indolentes;
ao mesmo tempo lotadas de menores
que se desumanizam adulterando-se.
Antes que seja tarde,
Preferível é correr o risco de não ser achado,
Do que se perder inutilmente.
Achar-se só, com suas ideias próprias  
Do que ser solitário em meio a multidão.
Ainda precisamos de lideranças
que nos indiquem caminhos
e não de líderes que nos estorvem
com seus princípios inadmissíveis.
Antes que seja tarde,
É preciso amanhecer sereno,
Do que anoitecer sofrido.
Comungar esperanças,
Do que vomitar o caos.
Antes que seja tarde,
Amanhecer é preciso.
Amanhecer
Ser amanhã
Amanheceremos

Amanhã seremos. 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

O SONHO DO TEATRO ORIENTAL

Atinar não sei
em qual dimensão se esconde um grupo de orientais
que, esta noite, enquanto dormia o sono dos justos, 
frequentei. 
Um deles, 
veio até a mim e depositou um quimono multicores,
e gesticulou com a direita para que eu alcançasse 
o fim da sala. 
Num local 
que se assemelhava a um palco, luzes são acesas
e um sonoro canto intermedia o que seria
uma encenação.
Uma cantora 
em frêmita rapidez adentra o local e canta algo 
que minha percepção auditiva não consegue 
assimilar. 
Em meio ao canto,
ela some do palco e a próxima visão que eu tenho 
é a de um monge orientando uma função religiosa
a que acompanho. 
Junto a mim, 
uma voz pede que eu me ajoelhe e agradeça tudo 
o que eu havia alcançado até aquele instante 
em meio ao sonho. 
Acordo 
ouvindo arpejos no interior do quarto onde durmo 
e vozes entrecortadas, como se sussurrassem 
o meu nome. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A mulher que me visita em sonhos na madrugada

Há um bom tempo não vinha aqui. Volto, hoje, com um registro emocionante que cravei no MSN durante a madrugada para não esquecer. Lembrar que, durante o sono, nosso eu interno sai do corpo e tem vida própria. Vamos ao relato:

Estava em casa. Visitou-me o espírito de uma senhora, na companhia de sua filha. Ela veio e eu me mostrava intrigado, por ser alta hora da noite. Ela se desculpou por isso, mas tinha um pedido a me fazer. Em resposta lhe digo que não tem de quê, "a gente não tem hora para servir" .

As duas sentaram-se na beira da cama, enquanto eu ficava de costas para o computador e ouvi o seu relato. 

Ela fala de um problema. E eu, rapidamente, já penso que se trata de algo ligado a droga com filho. E lhe adianto isso, ao que ela me faz uma cara de quem 'você já sabia?'. Conto que, desacordado, temos a capacidade de ler os pensamentos das pessoas, enquanto estamos gravitando na dimensão do espírito. 

E começo a relatar que ela não deve nunca desacreditar na força do Bem. É ele que nos coloca de volta ao equilíbrio. 

"Quando a senhora sente uma dor de cabeça..." falo deixando no ar uma reticência, que ela completa: tomo um remédio. 

"Se tem um problema mais grave, o que faz?". Ela admite buscar a ajuda de um médico. "Pois se a senhora acredita na medicação que o médico receita, então acredite que para tudo tem solução. Basta ter fé. A primeira recomendação é de que ame seu filho". 

Ela começa chorar e sua filha alisa suavemente o ombro, tentando acalmá-la. 

Um parêntese importante: antes de me ater a esse desdobramento, estava tentando anotar um recado para alguém de nome Duda, em Iguatu e dizer que um amigo vai passar por lá. 

Fecha o parêntese. 

Então, termino a conversa com a mulher lembrando-lhe que se ela acredita no que o médico lhe receita em momentos de sofrimento e dor, acredite que para o espírito existe um médico capaz de superar qualquer problema: ele é Jesus. Acredite que ele pode alterar os caminhos do seu filho. E ele irá fazer isso, mas necessário é que a vida da família possa ser pautada pela honra, dignidade, afeição, carinho e, principalmente, amor entre seus membros. 

Vou acordando do desdobramento e pareço ainda ouvir ela me agradecendo dentro do quarto... 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

quem é aquele anjo que vela com cuidado
do antigo ator da tevê Ceará, hoje já velho,
que já não põe o rosto naquele espelho 
que era todo o ganha-pão, no seu passado? 

de quem é a mão que o conduz lado a lado
pela casa toda, sempre com um bom conselho 
de vez em quando liga a tv, e o aparelho 
o faz recordar amigos e o que já não é lembrado.

Foi no Lar de Clara, no sábado recente, 
que a amiga Zezé contou-me, tê-lo visto
assim alquebrado, que até lhe causou choque

ainda bem que um amigo, é do paciente 
uma espécie de anjo, como quer o Cristo.
saúde, paz e vida longa Ari Sherlock. 

sábado, 9 de janeiro de 2016

POESIA: O CÉREBRO E A FIGUEIRA

O CÉREBRO E FIGUEIRA 


Na vida de todo mundo,
o cérebro é força primeira
que se levarmos à fundo
comparamos à figueira.

Quando jovem, um segundo
basta para render-se faceira
ao seu doce e mais fecundo
fruto. Dá que é de carreira.

Quando o tempo passa veloz
que a nossa memória falha,
ele ainda mais parece a figueira.

Já não responde a essa voz
do arquivo e em nós trabalha
sem a mesma força primeira.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A VIA DO CORAÇÃO

A via do coração 

é a que melhor aproxima o homem 
de seu estado natural. 
Por ela, a prana orgânica se intermedia 
e emana o sumo vital 
que nos propicia a presença nesse plano.

Singular é o bem 
que qualquer um possa administrar a sua consciência, 
virtualizando o credo animado de todos 
por uma existência mais reta e o conviver mais tranquilo.

Que do mestre ascencionado 

de cada um dos que estão a caminho na estrada terrena, 
consiga fluir emanações de luz

e que no báratro da dor, 

que a todos nós cobra as suas dívidas pretéritas. 
unamo-nos em paz e amor.
(De Nonato Albuquerque - 01.01.16)

domingo, 20 de dezembro de 2015

Por uma canção que deva ter ouvido em outra vida


Estou apaixonado pelo passado musical dos anos 40. Não posso ouvir "Well meet again", de Ross Parker e Hughie Charles que me comovo. Como se eu já a tivesse ouvio e cantado para que, em outra vida, eu pudesse revivê-la como agora que a descobri. 

Para ouvi-la em diversas versões, clique AQUI


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

LITERATURA ESOTÉRICA: o livro de Flournoy



Este livro detalha as experiências de Théodore Flournoy (1854-1920), professor de psicologia na Universidade de Genebra, durante os cinco anos que passou freqüentando as sessões de Hélène Smith, um pseudônimo para Catherine Müller (1861-1929). Smith foi um médium que recebeu mensagens espirituais por meios visuais e auditivas, bem como raps em cima da mesa de seu espírito guia e protetor chamado Leopold. Flournoy estudou Smith e escreveu sobre os diferentes ciclos ela habitadas como ela afirmava ser a reencarnação de Simandini a filha de um xeque árabe, a esposa favorita de um príncipe hindu, bem como uma reencarnação de Marie Antoinette. Ela também alegou ter contato com pessoas que vivem em Marte e de ser capaz de falar a língua deles que ela escreveu durante suas sessões, bem como esboços da paisagem ela testemunhou (veja imagem abaixo).

16 de fevereiro de 1896. - A ideia de uma caligrafia especial pertencente ao planeta Marte ocorre pela primeira vez para espanto de Hélène em um semi-transe marciana.


22 de agosto - Hélène pela primeira vez escreve em marciano. Depois de várias visões não-marcianos Mlle. Smith se afasta da janela (chovido duro, eo céu estava muito cinzento), e exclama "Oh, olhe, é todo vermelho! É já tempo de ir para a cama? M. Lemaître, você está aí? Você vê como é vermelho? Vejo Astane, que está lá em que o vermelho; Eu só vejo a cabeça e as extremidades dos dedos; ele não tem robe, e aqui está o outro (Esenale) com ele. Ambos têm algumas cartas nas extremidades dos dedos em um pedaço de papel. Rápido, me dê um pouco de papel! 'A folha em branco eo bolso de caneta são entregues a ela, o que este último ela desdenhosamente lança para baixo. Ela aceita um lápis comum, que ela mantém em sua forma habitual, entre o meio e índice de dedo, em seguida, escreve da esquerda para a direita, as três primeiras linhas de Fig. 21, olhando atentamente para a janela em seu modelo fictício antes de rastreamento de cada letra, e acrescentando algumas notas orais, segundo a qual existem algumas palavras que ela vê escritos em caracteres pretos sobre os três papéis - ou, mais corretamente, em três varinhas brancas , uma espécie de cilindro estreito, um pouco achatada - que Astane, Esenale, e um terceiro personagem cujo nome ela não sabe, mas cuja descrição corresponde com a de Pouze, segure na mão direita.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

À Flor que foi bela

Amor tecido em fios de luz
Eu sou quem o passado esconde
E cujo nome desvenda-se onde
A morte amiga a todos seduz

Eu sou quem ao futuro se nega
E luta para apagar seu nome
Por conta da sede e da fome
Que a vida da morte se apega

Amortecido em ciúmes, sofreres
deixei o sítio de meus quereres
Para amargar a dor dess’alma

Hoje, em tempo outro residente
Busco encontrar novamente
a flor bela que do passado foi alma. 

sábado, 19 de setembro de 2015

Deus escreve certo por linhas tortas e usa as mãos dos deficientes visuais

Eu sempre ouvi dizer que Deus escreve certo por linhas tortas. Isso é nada para ele que pode tudo. Mas o que poucos sabem é que Deus, ao escrever certo por linhas tortas, usa as mãos dos deficientes visuais. Ouvi isso de um amigo cego, fazendo questão de dizer que a sua deficiência tinha compensações. Ele fazia artes com elas.

Por isso, todos somos importantes. Uma pessoa pode até nem dispor da visão dos olhos, mas compete a ela disponibilizar a visão interior que é a administrada pelo divino.

Qual a visão que você tem da vida? É uma visão de esperança? Então, deixe que os olhos da alma se ampliem nas conversas nas quais você possa externar esse sentimento maravilhoso do conhecimento. Fale das virtudes benéficas do céu e que estão dispostas em nosso íntimo. Elas se constituem nos dispositivos do amor, da bondade, da caridade, da compaixão, da fé e de todas esses sentimentos que a gente não encontra nos supermercados do mundo.

Aproveitem os dias de experiência escolar, aqui na Sociedade de Assistência aos Cegos, para colher e recolherem a sementeira do conhecimento, que abre portas magnificas para o mundo. O mundo daqueles que não tendo a visão, aprendem com as mãos o grande significado de ver o mundo através da leitura Braille.

Viver é uma experiência que fortuna nenhuma consegue pagar. Todos nós, pessoas que enxergam ou as com deficiência visual, viemos à essa Escola chamada Terra para compartilhar o ensinamento que nos leva ao progresso.

Vestimos uma farda de carne e osso; somos tutelados, inicialmente, pelos mestres de nossa linhagem consanguínea, que são nossos pais, e vamos como a corrente de um rio em busca do mar.

A vida do ser humano assemelha-se muito a de um rio. Nasce pequeno, numa fonte e vai caminhando com a ajuda de outras águas em busca de cristalizar o sonho do infinito.
Assim, também, é o homem. Desde pequeno se encaminha para o projeto divino da emancipação. Vai reunindo conhecimentos, amizades e se fortalecendo.

Há águas que fertilizam terras, ajudam na produção dos frutos, assim como pessoas que fortalecem outras pessoas. Mas existem as que demoram a percorrer sua caminhada. É quando param num baixio, estancam, viram pântano que nada criam e nada fazem. Não é assim com pessoas preguiçosas, lentas que páram no tempo e no caminho? E chegam atrasar até a vida de outras?

A correnteza, muitas vezes, se depara com barreiras interpondo o seu caminho. São as barragens construídas para auxiliar o homem. Pessoas também encontram dificuldades na vida e se sentem impedidas de continuar sua trajetória por algumas injunções da vida. São as provações.

Nessas ocasiões, a gente sente que tudo dá errado e pede ajuda as céus. Já notaram o que acontece com as águas que foram barradas nos açudes? Elas crescem com a ajuda de outras águas e conseguem superar as barreiras e sangram. Que fantástica palavra para dizer que as águas quando são impedidas de continuar sua caminhada, elas sangram. Asssim como as pessoas em momentos de dor e sofrimento.
Pois que aprendamos com as águas. Elas não se entregam. Elas se fortalecem e pedem ajuda dos céus. E os céus enviam chuvas para que elas consigam um outro milagre: o de ganhar força em busca do oceano.

Sabe a luz de artifício que ilumina nossas casas e nossas ruas? Elas são movidas pela força das águas, lá na cachoeira de Paulo Afonso. São águas represadas que, livres, elas alimentam as usinas e nos dão a claridade. Olha só que outra imagem fantástica da Natureza: são nas quedas que as águas ganham força e nos dão a Luz.

Assim como as águas, devemos ser corajosos na batalha da vida. Crentes de que somos auxiliados pelo Poder superior. Pelas amizades. Pela crença de que tudo é possível ser superado. Se tivermos a fé do tamanho de um grãozinho de mostarda, afastaremos montanhas de probemas que nos surgem.

Mas assim como a Natureza das águas, também nós muitas vezes somos violentos, descuidados. Algumas vezes, as águas arrasam terras, destroem plantações; inundam cidades.
A nossa natureza humana, aquela que ainda não desenvolveu os recursos da paciência e da paz, também nos leva muitas vezes a cometer atos equivocados. Agimos de forma violenta contra nossos semelhantes. Por culpa de nossa ignorância ao nosso verdadeiro objetivo na vida, matamos e morremos cedo porque não nutrimos os sentimentos da paz.

É preciso reorientar o curso de nossa caminhada. Evitar a raiva. Descontruir o ciúme. Eliminar o egoísmo. Jogar fora os germes do ódio e da selvageria que ainda confundem o homem nos dias modernos, em meio a toda essa aparelhagem tecnológica fantástica que nos ajuda, mas que contraditoriamente nos remete a idade da Pedra.


Deus escreve certos por linhas tortas. E eu repito a frase de um deficiente visual, ao reconhecer que era preciso aprender a usar bem as mãos porque Deus escreve pelas mãos dos cegos. Jesus disse uma vez: “vós sois deuses. Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai nos céus”. Que desafio ele nos deu. Que possamos cumpri-lo.  

domingo, 23 de agosto de 2015

CANÇÃO DA FORTUNA DESCONHECIDA


Eu, que de riquezas não sabia,
acabei de ver quão rico sou
ter mãos que trabalham noite e dia
E que pregam gestos de amor .
Ter braços que abraçam meus amigos
Olhos que divisam a Natureza
Boca pra falar e entoar cantigas
Ouvidos de ouvir tanta beleza.
Pernas que me levam por caminhos
Onde os meus sentidos vão se dar
Ter um coração com esse carinho
pra alma que eu mais quero encontrar
Tão grandiosa essa minha fortuna
Que em pobreza, nem posso pensar
Sou a mais rica das criaturas
Que essa escola Terra viu passar.

(Nonato Albuquerque)

domingo, 28 de junho de 2015

De semente das sombras, às forças de luz

Nonato Albuquerque
Antes, ator de infortúnios e de conquistas,
menti, matei, saqueei; por ideais profanos.
Hoje, em meio a seres de mentes altruístas,
apodreço entre os humildes hansenianos.
Antes, a lâmina do horror decapitava tiranos
ante o tropel de bárbaros quatrocentistas.
Hoje, ressurecto à vida, após malgrados anos,
somatizamos dores de passados egoístas.
As faixas de carne que encobrem o que fomos
são elos da misericórdia divina e de mudança
de semente das sombras em forças de luz.
O hino de amor que, na Terra, hoje compomos
É a certeza dessa consoladora esperança
De que nunca nos abandona, o amor de Jesus
(Inspirado em Jésus Gonçalves)