domingo, 27 de julho de 2008

Enchentes do outro lado da vigília

Houve enchente nas ruas onde está situado o bangalô. E, esta semana, estive em busca de auxiliar as suas vítimas. As águas subiram em demasia. Numa das casas, onde consegui penetrar em busca de socorrer alguém, descubro minha avó em uma das minhas muitas encarnações.

Ela está ensopada. Conta que a água subiu quase um metro de altura. Eu lhe pergunto se é comum, na dimensão oposta da vigília, esse tipo de ocorrência. Ela me diz claramente: "Aqui não é tão diferente do lado que você reside. O seu é o papel carbono desse que é o original".

Surpreso com o que acabara de ouvir, saí a auxiliar outros residentes que se queixavam que as enchentes haviam dispersado tudo o que tinha. Era preciso começar do zero, a vida que eles receberam quando chegaram ali do outro lado da vida.