ODE AO ETERNO MENINO
Quando através do sono nos libertamos temporariamente do escafandro corporal, volitamos por entre a dimensão do eu mais puro e visualizamos cenas que, geralmente, só os sonhos conseguem externar. É do substrato desses sonhos - e da criação poética - que se constitui este diário, revelando a incrível magia da dimensão da espiritualidade.
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domingo, 28 de dezembro de 2025
ODE AO ETERNO MENINO
ODE AO ETERNO MENINO
POESIA. Exercício de empatia para aguardar o novo ano
de Nonato Albuquerque
Faça um exercício de empatia
para receber o ano que chega
mude as ideias
tristes e sorria
Pro novo que o novo prega.
Repita isso várias vezes ao dia,
que o ano que vai, foi de entrega
e o que virá lhe trará harmonia
pois é ao novo que a gente se apega
Um pouco de esperança, um naco
de mansuetude e a quantidade
exata para acolher o novo ano.
Lance fora tudo que seja saco
mostre-se feliz para que a felicidade
não perca seu endereço por engano.
Esse é o original de dez/2020
sábado, 27 de dezembro de 2025
BEL, A BELDADE e O SONHO
Eu não
saberia atinar sobre o mundo extra-físico, aquele ao qual todos nos destinamos quando for a hora da mudança,
a não ser informações recolhidas de leituras e aprendizado na frequência às doutrinas espíritas/espiritualistas. Mas os sonhos, os desdobramentos que a gente ganha por imersão, eles nos dão um sentido do que seja o viver noutro plano.
Numa dessas
viagens astrais, dou de cara com um centro de cultura onde as pessoas buscavam se
harmonizar com a riqueza de sons que atravessam a nossa vida. E que os sons propiciavam elemento no processo de cura.
Eu surjo
numa mesa de sons, como se trabalhasse a equalização deles e, de repente, adentra
a sala uma figura feminina, dessas de fechar quarteirão, como se dizia na minha
terra.
Ela é escultural.
Tem pra mais de 1m80cm. Anda como se fosse uma modelo. Veste-se com alinhado apuro e caminha
com adejado jeito de quem volita.
Ela veio
falar com Belchior. Isso sim, o cantor. E eu digo que ele não se encontra
naquele núcleo. Ao que ela sorri e aponta para uma porta que dá para o estúdio
de gravação. Levanto-me, vou até lá e descubro o autor de “Como nossos pais”,
ao redor de outras pessoas, como se estivesse gravando.
Para evitar
barulho, eu chamo a atenção do artista e aponto para a figura incrível que está
atrás de mim, deseja falar com ele. Ele se levanta e, tanto ele quanto eu, nos
surpreendemos.
Não há ninguém
atrás de mim, a não ser um esvoaçante risco de fumaça de algo que acabara de apagar sua
presença.
Bel rir e
diz: já sei de quem se trata. Ela volta depois.
E ainda ouvindo a frase, acordei do
sonho com a inveja danada de saber o fim dessa história que rendeu apenas esses
mal escritos de uma viagem com espectros de real espiritualidade.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
Falta de respeito ao aniversariante
Não me peçam pra falar de Natal,
enquanto por aí há bombas e disparos
tirando a paz de meninos e não raros
de adultos que sofrem um baixo astral.
Não venham dizer que há sentimento
de amor reinante no ar natalino
eu não vejo ninguém falar do menino
que é a figura principal desse momento.
parem de fazer pouco, os que o amam.
De piedade fácil e de consumismo
quando fazem dele, o menos importante
se o dono da festa que muitos proclamam
é mero figurante no cristianismo
que falta de respeito ao aniversariante!
`Publicado também no Medium
NUNCA FUI TÃO RICO, PENSANDO SER TÃO POBRE
Nunca fui
tão rico, pensando ser tão pobre;
enquanto vivia
aí, em dias sacrificados.
A troco de
suor pra ganhar poucos cruzados
Vivendo a
ilusão de que eu vivia como nobre
Dos versos
que eu fazia lucrava eu o cobre,
que se para
muitos era dobrões mirrados,
pagava uma boa
xepa e pelo que me recobre
sobrava um
troco bom para alguns pingados.
Hoje, vivo
de memórias, estas que me puxam
para os
tempos de menino-moço de amizades
que me
marcaram muito como a maior riqueza
Celebro esses
momentos que desembucham
em consequências
plenas de saudades
e fazem lembrar
que nunca conheci pobreza.