Quando através do sono nos libertamos temporariamente do escafandro corporal, volitamos por entre a dimensão do eu mais puro e visualizamos cenas que, geralmente, só os sonhos conseguem externar. É do substrato desses sonhos - e da criação poética - que se constitui este diário, revelando a incrível magia da dimensão da espiritualidade.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2026
A pena de talião e a sentença de Jesus
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
NO ANIVERSÁRIO DE JÉSUS, UM RECORTE POÉTICO
UM NOVO SER CRISTÃO
13.7.26
Jésus Gonçalves
Busquei nas
entranhas do tempo, um archote
para iluminar
minha alma vil, atormentada
por esses séculos nos quais o mal foi mote
da tirania odiosa,
à provação sublimada.
Subjuguei a
Grécia. Em Roma com um magote
de sanguinários a permiti incendiada.
Na ânsia de
governar, cobrei de todos um dote
para aplacar
a fome de poder, que desejei saciada.
Nenhuma virtude.
Nenhum grau de respeito à vida.
Contrário a Deus,
exigia a todos altas pagas
até o dia em
que ‘o nascer de novo’ foi a opção.
E eu, visigodo
maldito, ressurjo numa investida
Alma e corpo
recobertos de malsinadas chagas
a recomporem o capítulo final do novo ser cristão.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
NA LUZ DA VIDA NOVA
Alma lívida de toda sorte de impureza
adentra ao rio das mortes, se invisibiliza
e retorna ao comum que a Natureza
advoga a cada criatura que a divisa.
Não é tática nova de nenhuma empresa
religiosa que dá a quem veste sua camisa
a ideia de que se alcançará a vil riqueza
e com isso alcançará a visão que divisa
a mudança da couraça de lagarta antiga
para as vestes de uma sedutora mariposa
faz parte do que somos na criação divina.
Nascemos impuros, vivemos na fadiga
Até o milagre que em cada um repousa
de acordar na luz que a vida nova inclina.
POESIA. A barca de Caronte
A BARCA DE CARONTE
