A solidão dos campos de batalha.
As noites mal dormidas e inquietas
ressurgem nas lembranças do ontem
Como se vivas todas elas fossem.
Cortina de neve, a esgarçar a vista,
o corpo tomba de frio. Tiros ao longe
enchem-me de medo. Nesse campo
eu sou um, em meio a outros medos.
Esse tempo adormece no meu ser
Para acordar no corpo novo que visto
Das terras longínquas onde fui nada.
Eu sou do ontem, esse passado torto
Que carrego como uma cruz de ferro
cravada bem no íntimo de minha alma.
cravada bem no íntimo de minha alma.