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domingo, 10 de novembro de 2024

O LÍRIO

 Tinha um lírio no meio das rosas

que ornavam o féretro do menino
uma faixa de adeus, versos, prosas
tudo a lamentar seu cruel destino

Lágrimas, lenços em mãos carinhosas
que se apertavam enquanto o sino
dolente, tangia as pessoas chorosas
buscando na dor entender esse ensino
 
Do lado de lá, onde a farsa não conta
e a vida é constante em sua dimensão
tem riso e festança por essa chegada
 
É que a pátria das almas ali se desponta
cada vez que o corpo se oculta no chão
E a luz do que somos reinicia a jornada.