Não quero morrer de manhã. Ainda é tão cedo.
Depois do meio dia, quem sabe. Seria bem mais justo.
Na mpulheta da vida, a contagem do tempo é outra.
Diferencia do relógio dos homens.
Começa de madrugada.
E a cada quatro horas, duplica-se,
somando uma década de vida.
Pela manhã, terei atingindo a idade infante.
Depois das oito, a mocidade.
Ao meio dia, terei somado três décadas.
Quando for lá pelas três da tarde terei chegado aos 40.
Sete da noite, cinquentenarei.
Às 23 horas do dia, já serei sessentão.
Os que passam da meia noite, varam a expectativa de vida.
Ultrapassam a idade limitem. Envelhecem.
Não quero morrer de manhã. É muito cedo.
Lá para o final da tarde, início da noite, é possível ter vivido muito.