saí de casa sem rumo. Sem mapa. Sem dar na vista
que por onde quer que eu fosse, seria eu um artista.
Desde pequeno traquino, como se deve a um menino
que ao lado da bola e do livro tinha um outro destino.
cresci em meio à pobreza, achando que qualquer dia
por um outro esquema melhor, esse jogo eu mudaria.
Fui varredor de uma loja, treinei embaixo de um carro
e aprendi profissões, das quais nenhuma me amarro.
queria ser artista. De quê, nem eu sabia. Entao decidido
a dar conta desse sonho fui ser num circo palhaço
e de tudo o que eu fazia, as pessoas abriam gargalhada.
um dia o circo pegou fogo. Leões fugiram e a platéia
se autodestruiu sem deixar nenhum pequeno traço
e o destino do artista que eu era, fez-se apenas um nada.