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sexta-feira, 15 de maio de 2026

saí de casa sem rumo. Sem mapa. Sem dar na vista 

que por onde quer que eu fosse, seria eu um artista.

Desde pequeno traquino, como se deve a um menino

que ao lado da bola e do livro tinha um outro destino. 


cresci em meio à pobreza, achando que qualquer dia 

por um outro esquema melhor, esse jogo eu mudaria. 

Fui varredor de uma loja, treinei embaixo de um carro 

e aprendi profissões, das quais nenhuma me amarro. 


queria ser artista. De quê, nem eu sabia. Entao decidido 

a dar conta desse sonho fui ser num circo palhaço

e de tudo o que eu fazia, as pessoas abriam gargalhada.


um dia o circo pegou fogo. Leões fugiram e a platéia 

se autodestruiu sem deixar nenhum pequeno traço 

e o destino do artista que eu era, fez-se apenas um nada.