O barqueiro descansa seu milenar barco
no charco das águas do rio das mortes
onde as sortes lançadas alcançam o arco
Marco da história feita assim sem cortes.
quantas vidas levadas, do velho Plutarco
ao gentil Filarco, entre mil outros passaportes
O mar aguarda o que eu também abarco
Com parco recursos de nos ver firmes e fortes
Ai de quem ousar que no mundo dos mortais
ser mais forte que todas as criaturas da Terra,
Esquece de que todos iremos a um só destino
Sejam eupátridas ou metecos, todos são iguais
Na tripulação onde Caronte sempre encerra
O futuro de todos: seja velho, moço ou menino.