Nem toda água corre pro rio, nem todo rio alcança o mar. Há as que auxiliam as plantações; assim como as que ficam à margem do caminho e viram pântano. Nada produzem, mas têm lá sua serventia.
Quando através do sono nos libertamos temporariamente do escafandro corporal, volitamos por entre a dimensão do eu mais puro e visualizamos cenas que, geralmente, só os sonhos conseguem externar. É do substrato desses sonhos - e da criação poética - que se constitui este diário, revelando a incrível magia da dimensão da espiritualidade.
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sábado, 14 de junho de 2025
sexta-feira, 23 de maio de 2025
PROVA DE RESISTÊNCIA PARA UM BOM HOMEM MAU
PROVA DE RESISTÊNCIA
PARA UM HOMEM MAU
domingo, 11 de maio de 2025
POESIA. Unicórnio
UNICÓRNIO
POESIA. MEMÓRIA OUTONAL DE UM ANTIGO BARDO
MEMÓRIA OUTONAL DE UM ANTIGO BARDO
Nonato Albuquerque
Um domingo
de ventania cortante,
como o som
de Morrison no rádio.
Lembranças
de um tempo distante,
aos gritos
da torcida num estádio
Essa memória
outonal é constante
na vida do antigo guerreiro arcádio;
um solitário cavaleiro andante
No mundo onde
a língua é seu gládio.
Ah costumes
de eras que inda guardo,
como tesouros
que eu vivi no espaço
onde tive outro nome e outro rosto.
O tempo não
apaga do antigo bardo
a memória de
versos que inda faço
lembrando aquele tempo já deposto.
Domingo, 11 de maio de 2025
segunda-feira, 28 de abril de 2025
A VOLTA DE FRANCISCO AO SEU VERDADEIRO MUNDO
(Nonato Albuquerque - 25.04.25)
Do território sagrado, onde sonhos se processam,
impor dobediência às leis de futuro e de progresso,
milhares de vozes se entrelaçam em festivo coro
em louvor a emblemática virtude que se fez humana.
Da dimensão da luz, onde corações se sublimam
Coroando em prática a teoria de todo sentimento
um nome é celebrado agora com a mesma força
que se empenhou na Terra, com sua misericórdia.
Falamos de Francisco, cujo poder hoje termina
celebrando na condição de líder o esboço divino
que Deus deseja para cada um de todos os homens.
Dessa estação de almas se contempla a intensa
alegria do retorno à pátria do Espírito, embora
a Terra guarde um sentimento de perda e de dor.
domingo, 27 de abril de 2025
PARA IZAÍRA - de um sonho 26.4.25
A fala que você fala não fala da fala que eu falo
não diz, nem desdiz de tudo aquilo que eu sinto
mas encanta enquanto canto do quanto me calo
por saber o saber sábio que eu nunca desminto
Bendita seja a dita que cita a ação que eu prego
no universo que o meu verso integra e compraz
eu, do lado de cá, de cada lado que eu enxergo
tenho a certeza de que a vida é uma rota da paz
bem aventurados os estados sagrados do amor
por onde almas tantas na calma se enobrecem
e semeiam brilhos nos trilhos do conhecimento
o encontro de pronto, que defronto com louvor
é a certeza de vidas que em nós só enobrecem
e nos une de acordo com acordes do sentimento
sexta-feira, 11 de abril de 2025
POESIA. RENASCIDO EM DORES
RENASCIDO EM DORES
sábado, 15 de março de 2025
POESIA. Causas e Efeitos (para Francisco Carvalho)
CAUSAS E EFEITOS
sábado, 25 de janeiro de 2025
domingo, 22 de dezembro de 2024
NATAL NO PLANETA de Nonato Albuquerque
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
MÚSICA. Haydn e Dvorak com a Sinfônica de Estocolmo
Os mares, lagos, riachos e rios sempre foram importantes fontes de inspiração para artistas, poetas e compositores. Na famosa Moldávia de Smetana, celebrando o seu 200º aniversário, ouvimos como os pequenos riachos borbulhantes serpenteiam pela paisagem antes de se fundirem no poderoso rio. A melodia vem de uma antiga canção folclórica que reconhecemos como Ack Värmeland, du sköna. Talvez Smetana tenha ouvido a melodia quando trabalhava como maestro em Gotemburgo na década de 1850.
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
O LADO B DA VIDA ou VISTO DE CHEGADA
O LADO B DA VIDA ou VISTO DE CHEGADA
2.12.2024
De repente, as luzes do quarto se acentuam.
Vozes inspiradas preenchem o espaço amigo
e uma mágica sensação de paz estabelece
um elo distinto na dimensão do lado B da vida.
Uma equipe de branco conversa alegre e norteia
sinais por onde seguir após a longa caminhada.
É o anúncio da aurora desse tempo tão distinto
No dizer "acorde!" para o ensejo desse encontro
Por trás de lágrimas silenciosas, aporta-se sublime
um hálito de frescor novo, entre olhares amigos
a intermediar acenos de despedida e de chegada.
E entre atônita e resignada, Antônia se realimenta
agradecida de amor. Retemperada de paz.
A repetir o nome do Senhor na oração mais plena.
domingo, 10 de novembro de 2024
A CRUZ DE FERRO
cravada bem no íntimo de minha alma.
O LÍRIO
Tinha um lírio no meio das rosas
CARTAS 1. O entrevistado de quem não lembrei o nome

Caro leitor(a)
Uma viagem. É como eu classifico a convivência desta quinta feira, enquanto dormia. Eu me vi numa sala, como se um estúdio de rádio, esperando a hora de entrevistar alguém. Quando tenho à minha frente a sua holografia, descubro tratar-se de um jornalista famoso, nos anos 70 e 80 aqui no Ceará. Sinto uma energia agradável na sua presença, mas não consigo, de jeito algum, me lembrar o nome dele. É como se minha memória tivesse ficada pedrada.
Para não passar vexame, anuncio que "vou conversar com alguém muito importante do jornalismo", e enquanto falo, meu pensamento viaja atrás do baú de memórias, querendo achar a identidade da figura que está ali, à minha frente. Não consigo. E fico ainda mais atribulado, quando ele me responde à primeira pergunta, sobre como é que ele vai.
- Estou bem. Mas sinto que as pessoas não se lembram mais de mim. Ninguém fala meu nome entre os pares de trabalho - diz, enquanto penso que ele acabara de ler meus pensamentos. Tento lhe confortar e digo: mas o que é isso, rapaz! Todos nos lembramos de seu trabalho, sua coluna. Nos anos 80 você foi um dos primeiros a estimular as caminhadas. Sempre citava o assunto nas páginas internas do segundo caderno do jornal.
- Não, nem mesmo entre meus familiares se fala mais de mim. Eu sou um nome apagado. Uma página virada. Pareço ter vindo de um mundo vitoriano, época hoje nem mais tratada nas salas de História.
Nesse instante, a conexão onírica foi se desestabilizando e fui acordando com a preocupação enorme de querer saber o nome do entrevistado. Ele sumiu do écran de minha mente e desperto, fiquei meio abobalhado, porque eu sabia quem era, mas não tinha a menor lembrança do seu nome. E essa, pelo visto, era a pior lembrança que ele carregava no mundo dos encantados.
P.S.: depois que fiz o texto é que vi o nome dele em meio às declarações.
A MONTANHA DO SERMÃO
A montanha do sermão
O MENINO QUE FOI PAI DE SUA MÃE
“Quando eu era grande, eu era teu pai
E tu obedecia(sic) todas as minhas ordens”.
Assim falou um pequeno de seis anos
à sua mãe, uma voluntária de Casa de Emaús.
Preocupada, ela perguntou a Lena Belotto:
Aquilo que ouvira tinha algum sentido?
Lena,
que hoje se configura na dimensão da Luz,
Respondera-lhe que aquietasse seu coração.
Aquilo que o menino falara tinha a ver
com a justa crença de antigas civilizações
que, racionalizam ser comum
as vidas múltiplas de todo ser humano.
Lena contou-me isso, um dia.
Eu fiquei de escrever em oportuna ocasião
para os que dele tomassem conhecimento
soubessem que a Vida é plena.
Que somos alunos dessa escola terrena,
alfabetizando as virtudes do céu, em cada vida;
para restringir o excesso do TER que nos aprisiona
e libertar no íntimo de nós, o SER que somos para a Luz.
OS ARQUÉTIPOS DOS ALTARES
não é diferente a sagração dos católicos aos santos de sua crença.
senão o inventário místico dos que na dita igreja mãe,
são reverenciados como o santo da chuva,
o casamenteiro, o senhor dos aflitos?
o sublime senhor de tudo e de todos.
AS MORADAS DE MEU PAI
Nos mundos que circundam os universos,


