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sábado, 14 de junho de 2025

MEUS ESCRITOS. O HOMEM EM SEU LONGO CAMINHO DAS ÁGUAS

 Nem toda água corre pro rio, nem todo rio alcança o mar. Há as que auxiliam as plantações; assim como as que ficam à margem do caminho e viram pântano. Nada produzem, mas têm lá sua serventia.

As que se perdem pelo caminho, pelo fenômeno da evaporação e somem de vista - tal qual as criaturas que morrem cedo - essas águas se elevam. Ganham as alturas e voltam em nuvens ao entorno da fonte, para incorporar-se de novo à sagrada tarefa de ajudar nas semeaduras da terra.
Há, também, as que enfrentam os dissabores das barreiras e acabam sendo impedidas pela construção dos açudes. Nesses monentos, as águas de outras águas lhes auxiliam e, nessas horas elas se elevam, superam as barragens e sangram. Que bela imagem dizer-se que as águas sangram. Assim como nós sabgramos qyando sofremos quedas. Mas são as providenciais quedas, onde as águas formam cascatas, de onde formam energia para iluminar cidades inteiras atraves das usinas de força.
Toda água que sai da fonte em um simples filete, com a ajuda de muitas águas, busca sempre alcançar seu destino: o mar. Assim como essas águas, nós os humanos encaminhamo-nos para um oceano de Luz e, por mais que alguns demorem nessa jornada, todos - sem nenhuma exceção - alcançaremos a cada nova existência, a outra nargem do nosso destino.
Praga, junho de 2017
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sexta-feira, 23 de maio de 2025

PROVA DE RESISTÊNCIA PARA UM BOM HOMEM MAU

PROVA DE RESISTÊNCIA

PARA UM HOMEM MAU

nonato albuquerque

Já não temos catorze anos,
nem a força inerente
que fazia com que a gente
não sofresse desenganos
Já não são os mesmos planos
de uma idade que, inocente,
vivíamos assim de repente
como se deve aos humanos.
Hoje, basta apenas uma gripe
pra nos deixar assim de molho
com receio até de um vento.
E para que você não fique
com algum respingo no olho
Viva muito, como eu mais tento.

domingo, 11 de maio de 2025

POESIA. Unicórnio

UNICÓRNIO

nonato albuquerque

Minha infância tinha mágicas
que eu guardava com afeição,
rios de pó, feixes de luz
cavalos marinhos no sertão
eu tinha o meu unicórnio
arco-irizado de plantão
quando eu precisasse voar
nas esquinas da amplidão
hoje, essa pura magia
foi descartada de mim
nos anos de minha velhice
planejo magicalizá-las, sim
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POESIA. MEMÓRIA OUTONAL DE UM ANTIGO BARDO

MEMÓRIA OUTONAL DE UM ANTIGO BARDO 

 Nonato Albuquerque 



Um domingo de ventania cortante,

como o som de Morrison no rádio.

Lembranças de um tempo distante,

aos gritos da torcida num estádio

 

Essa memória outonal é constante

na vida do antigo guerreiro arcádio;

um solitário cavaleiro andante

No mundo onde a língua é seu gládio.

 

Ah costumes de eras que inda guardo,

como tesouros que eu vivi no espaço

onde tive outro nome e outro rosto.

 

O tempo não apaga do antigo bardo

a memória de versos que inda faço

lembrando aquele tempo já deposto.


Domingo, 11 de maio de 2025

segunda-feira, 28 de abril de 2025

A VOLTA DE FRANCISCO AO SEU VERDADEIRO MUNDO

(Nonato Albuquerque - 25.04.25) 


Do território sagrado, onde sonhos se processam,

impor dobediência às leis de futuro e de progresso,

milhares de vozes se entrelaçam em festivo coro

em louvor a emblemática virtude que se fez humana. 


Da dimensão da luz, onde corações se sublimam

Coroando em prática a teoria de todo sentimento

um nome é celebrado agora com a mesma força 

que se empenhou na Terra, com sua misericórdia.


Falamos de Francisco, cujo poder hoje termina

celebrando na condição de líder o esboço divino 

que Deus deseja para cada um de todos os homens.

Dessa estação de almas se contempla a intensa

alegria do retorno à pátria do Espírito, embora

a Terra guarde um sentimento de perda e de dor.


domingo, 27 de abril de 2025

PARA IZAÍRA - de um sonho 26.4.25

 A fala que você fala não fala da fala que eu falo 

não diz, nem desdiz de tudo aquilo que eu sinto 

mas encanta enquanto canto do quanto me calo

por saber o saber sábio que eu nunca desminto 


Bendita seja a dita que cita a ação que eu prego

no universo que o meu verso integra e compraz

eu, do lado de cá, de cada lado que eu enxergo

tenho a certeza de que a vida é uma rota da paz


bem aventurados os estados sagrados do amor

por onde almas tantas na calma se enobrecem

e semeiam brilhos nos trilhos do conhecimento


o encontro de pronto, que defronto com louvor 

é a certeza de vidas que em nós só enobrecem

e nos une de acordo com acordes do sentimento

sexta-feira, 11 de abril de 2025

POESIA. RENASCIDO EM DORES

 RENASCIDO EM DORES

de Nonato Albuquerque

Caminhante eu, era de outroras eras,
Entre bárbaros sequazes, vilões cruéis;
A destruir sonhos, ideais, quimeras,
Por conquistas vãs, parcos lauréis.
Imaginava com assédio dessas feras,
O ideal: sagrar-me rei de antigos infiéis.
Arrostava sob o guante das esferas
Do mal, a sanha indomável dos corcéis.
Desolados corações deixei à passagem
Da horda sedentária, ruminei plagas,
A bramir ódio sob todos estertores.
Em armadura de carne e na voragem
Do tempo, me vi; corpo repleto em chagas
Para cumprir a Lei, renascido em dores.
Sob a inspiração
de Jésus Gonçalves
3h45min - 10.04.23

sábado, 15 de março de 2025

POESIA. Causas e Efeitos (para Francisco Carvalho)

 CAUSAS E EFEITOS

(para Francisco Carvalho, in memorian)


O fogo que lambeu o corpo de Jeane D´Arc,
foi o mesmo que anulou o ar de Iscariotes
O nó que apertou a garganta do inconfidente
ecoou tempos depois na traqueia de Tancredo.
O báratro atroz que incendiou Jan de Husine
iluminou Hipollyte Rivail a uma nova revelação.
E os tormentos da alma vividos por Aleijadinho
Foram peças no resgate do artista Michelangelo
A vida é una, mas as existências múltiplas
Nelas se entrechocam os efeitos e as causas
do nascer, morrer, renascer e progredir sempre
Se o mal reclama converter a paga em igual moeda
O bem, ainda mais; reconduz ao seio da felicidade
Os que amam a Deus e estendem o bem ao próximo.

domingo, 22 de dezembro de 2024

NATAL NO PLANETA de Nonato Albuquerque

A acrisolada partitura do cântico se renova. 
Eleva-se das paragens terrenas um meigo afeto 
ao menino virtude que do céu se fez objeto
de desejo, para seguirmos os passos seus na prova. 

Entoam-se hinos de louvores e de cada alcova
onde dormitam sonhos, em meio a esse concreto, 
ressurgem esperanças de albergar sob esse teto 
a força da paz substituindo a dor que se reprova. 

Sublime lembrança nossa desse espírito modelo, 
põe-nos outra vez a lira de tua preferência;
inunda-nos de amor para que a vida não seja isto: 

um mar de provas, onde muitas vezes nosso apelo
é para que encontremos bálsamos na luz da ciência;
quando a medicação já temos e ela se chama Cristo. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

MÚSICA. Haydn e Dvorak com a Sinfônica de Estocolmo


Os mares, lagos, riachos e rios sempre foram importantes fontes de inspiração para artistas, poetas e compositores. Na famosa Moldávia de Smetana, celebrando o seu 200º aniversário, ouvimos como os pequenos riachos borbulhantes serpenteiam pela paisagem antes de se fundirem no poderoso rio. A melodia vem de uma antiga canção folclórica que reconhecemos como Ack Värmeland, du sköna. Talvez Smetana tenha ouvido a melodia quando trabalhava como maestro em Gotemburgo na década de 1850.
 

 Tal como Smetana, Antonín Dvorák era da República Checa. Em ambas as músicas, a cultura e a natureza checas são ingredientes importantes. Dvorák teve grande sucesso internacional durante sua vida e foi nomeado, por exemplo, professor de composição em Nova York. Sua Sinfonia nº 9, "From the New World", é a mais famosa, mas muitos consideram sua sétima sinfonia uma de suas melhores obras.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

O LADO B DA VIDA ou VISTO DE CHEGADA

O LADO B DA VIDA ou VISTO DE CHEGADA

2.12.2024

 

De repente, as luzes do quarto se acentuam.

Vozes inspiradas preenchem o espaço amigo

e uma mágica sensação de paz estabelece

um elo distinto na dimensão do lado B da vida.

 

Uma equipe de branco conversa alegre e norteia

sinais por onde seguir após a longa caminhada.

É o anúncio da aurora desse tempo tão distinto

No dizer "acorde!" para o ensejo desse encontro

 

Por trás de lágrimas silenciosas, aporta-se sublime

um hálito de frescor novo, entre olhares amigos

a intermediar acenos de despedida e de chegada.

 

E entre atônita e resignada, Antônia se realimenta

agradecida de amor. Retemperada de paz.

A repetir o nome do Senhor na oração mais plena.

domingo, 10 de novembro de 2024

A CRUZ DE FERRO

A solidão dos campos de batalha.
As noites mal dormidas e inquietas
ressurgem nas lembranças do ontem
Como se vivas todas elas fossem.

Cortina de neve, a esgarçar a vista,
o corpo tomba de frio. Tiros ao longe
enchem-me de medo. Nesse campo
eu sou um, em meio a outros medos.

Esse tempo adormece no meu ser
Para acordar no corpo novo que visto
Das terras longínquas onde fui nada.   

Eu sou do ontem, esse passado torto
Que carrego como uma cruz de ferro
cravada bem no íntimo de minha alma.

O LÍRIO

 Tinha um lírio no meio das rosas

que ornavam o féretro do menino
uma faixa de adeus, versos, prosas
tudo a lamentar seu cruel destino

Lágrimas, lenços em mãos carinhosas
que se apertavam enquanto o sino
dolente, tangia as pessoas chorosas
buscando na dor entender esse ensino
 
Do lado de lá, onde a farsa não conta
e a vida é constante em sua dimensão
tem riso e festança por essa chegada
 
É que a pátria das almas ali se desponta
cada vez que o corpo se oculta no chão
E a luz do que somos reinicia a jornada.  

CARTAS 1. O entrevistado de quem não lembrei o nome

 Quinta, 17 de junho. Ano pandêmico 21.

Caro leitor(a) 

Uma viagem. É como eu classifico a convivência desta quinta feira, enquanto dormia. Eu me vi numa sala, como se um estúdio de rádio, esperando a hora de entrevistar alguém. Quando tenho à minha frente a sua holografia, descubro tratar-se de um jornalista famoso, nos anos 70 e 80 aqui no Ceará. Sinto uma energia agradável na sua presença, mas não consigo, de jeito algum, me lembrar o nome dele. É como se minha memória tivesse ficada pedrada. 

Para não passar vexame, anuncio que "vou conversar com alguém muito importante do jornalismo", e enquanto falo, meu pensamento viaja atrás do baú de memórias, querendo achar a identidade da figura que está ali, à minha frente. Não consigo. E fico ainda mais atribulado, quando ele me responde à primeira pergunta, sobre como é que ele vai. 

- Estou bem. Mas sinto que as pessoas não se lembram mais de mim. Ninguém fala meu nome entre os pares de trabalho - diz, enquanto penso que ele acabara de ler meus pensamentos. Tento lhe confortar e digo: mas o que é isso, rapaz! Todos nos lembramos de seu trabalho, sua coluna. Nos anos 80 você foi um dos primeiros a estimular as caminhadas. Sempre citava o assunto nas páginas internas do segundo caderno do jornal. 

- Não, nem mesmo entre meus familiares se fala mais de mim. Eu sou um nome apagado. Uma página virada. Pareço ter vindo de um mundo vitoriano, época hoje nem mais tratada nas salas de História. 

Nesse instante, a conexão onírica foi se desestabilizando e fui acordando com a preocupação enorme de querer saber o nome do entrevistado. Ele sumiu do écran de minha mente e desperto, fiquei meio abobalhado, porque eu sabia quem era, mas não tinha a menor lembrança do seu nome. E essa, pelo visto, era a pior lembrança que ele carregava no mundo dos encantados. 

P.S.: depois que fiz o texto é que vi o nome dele em meio às declarações.


 

A MONTANHA DO SERMÃO

 A montanha do sermão 

Nonato Albuquerque

Na manhã ambientada de luz e de suave brisa aromática, o mestre reuniu-se outra vez a seus discípulos, depois de um dia em que explicara à multidão sobre as primícias do reino.

Falara-lhes das bem-aventuranças e dos designos de Deus para a enorme multidão que sofregava experiência na colônia terrena. Dissera-lhe do amor do pai divino em relação à justiça para com seus filhos. Admoestara-os a servir ao bem e a entesourar as riquezas morais como único apanágio para se acercarem das claridades vindouras.

Discípulos haviam, contudo, que não conseguiram captar em toda a sua extensão a diáfana mensagem do alto, principalmente nas referências sobre os herdeiros da vida futura.

Compreensivo, o mestre acercou-se do grupo e juntando à palavra, o carinhoso gesto de quem explica, teceu comentários sobre o Sermão da Montanha.

A montanha, na verdade, é o caminho ascensional por onde todos nós trilhamos a jornada vivencial na escola da Terra. O disciplinamento e a prática constante do bem, configuram-se como extratos maiores para o saldo de nossas bonificações.

Jesus, a entidade santa que visitava pessoalmente a escola de refazimento e progresso, confidenciou aos disciípulos que, no planeta, a humanidade estava dividida entre os seres aflitos que voltam do ontem para sequenciar o aprendizado na carne, passando pelos pobres de espírito e os que buscam o aprimoramento no saber espiritual.

Os primeiros, carregavam cruzes dolorosas repatriando o passado de outras fronteiras. Choram dores físicas e morais, sentem fome e sede de justiça e se descobrem necessitados da matéria. "Felizes os que sabem ultrapassar essa fase e atingir o degrau dos pobres de espírito. Uma vida melhor irá consolá-los", asseverou o mestre.

- Mas como justificar de "bem aventurados, os que são pobres de espírito" -, interrogou um dos presentes.

Em verdade vos digo, felizes os que mendigam as verdades do Espírito', acentuou o mestre, considerando primordial a ação daqueles seres que já superaram a vaidade e o orgulho e buscam as coisas do alto em detrimento das riquezas materiais. "Deles é a certeza do reinado do Bem na Terra", complementou.

O mestre lembrou, também, a escala de aprimoramento dos que já ultrapassaram a fase da dor e da busca de sua fé, e reconciliam suas atitudes através da pureza do coração. "São almas assemelhadas a crianças e elas, certamente, verão a Deus em toda a sua luminescência", comparou.

Cristo continuou a mostrar os graduados seguintes da escola terrena. "Os que formam os grupos dos mansos e pacíficos, voltarão à Terra e habitarão na era de transformação do planeta".

Num grau ainda mais evoluído, Jesus apontou para os seres que já ultrapassaram todas as distenções e barreiras impeditivas do avanço moral. "Eles acrescentaram aos valores da mansuetude e pacificidade, o glorioso lema da misericórdia. Felizes, porque eles alcançarão esse alvo comum".

Diante do exposto, os discípulos sentiram a compreensão das etapas de cada um dos que vivenciam na Terra, a experiência vida. E, individualmente, puseram-se a imaginar em que grau de aprimoramento e progresso cada um deles se encontrava exatamente.

O MENINO QUE FOI PAI DE SUA MÃE

 

“Quando eu era grande, eu era teu pai
E tu obedecia(sic) todas as minhas ordens”.
Assim falou um pequeno de seis anos
à sua mãe, uma voluntária de Casa de Emaús.
Preocupada, ela perguntou a Lena Belotto:
Aquilo que ouvira tinha algum sentido?
Lena, 

que hoje se configura na dimensão da Luz,
Respondera-lhe que aquietasse seu coração.
Aquilo que o menino falara tinha a ver
com a justa crença de antigas civilizações
que, racionalizam ser comum
as vidas múltiplas de todo ser humano.
Lena contou-me isso, um dia.

Eu fiquei de escrever em oportuna ocasião
para os que dele tomassem conhecimento
soubessem que a Vida é plena. 

Que somos alunos dessa escola terrena,
alfabetizando as virtudes do céu, em cada vida;
para restringir o excesso do TER que nos aprisiona
e libertar no íntimo de nós, o SER que somos para a Luz. 

OS ARQUÉTIPOS DOS ALTARES

Respeite as devoções de todos.

Se no hinduísmo há deuses para as mais diversas castas,
não é diferente a sagração dos católicos aos santos de sua crença.
O que são Brahma, Vishnu, Shiva, Ganexa, Rama e Krishna
senão o inventário místico dos que na dita igreja mãe,
são reverenciados como o santo da chuva,
o casamenteiro, o senhor dos aflitos?

Esses arquétipos são formas de visibilizar na Terra
o sublime senhor de tudo e de todos.

A dália não muda seu perfume quando emerge distante do jardim.

AS MORADAS DE MEU PAI

 Nos mundos que circundam os universos, 

miríades de estrelas nos convidam
a meditar sobre os rumos dessa gente
que ocupa hoje os quadrantes do planeta.

As diversas moradas citadas por um mestre
ocultam vidas muitas, algumas superiores
Outras em vias de progresso igual ao nosso
Todas a refletir o fluxo da energia divinal.

Por que achar que somos nós, os únicos
se ainda nem nos conhecemos nesse chão
E desacreditar no destino de outras raças

A vida nos multiuniversos que nos cercam
esplendora de luz e realça em harmonia
A par de acharmos ser, o centro da criação.