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sábado, 26 de março de 2022

ETERNO

 Liberte-se do que não é você.

Aprenda a conviver com os enfeites,
mas não desgrude a atenção ao que você é.
O ouro e a prata de seus adereços;
os títulos honoríficos que a alguns tanto soma;
as riquezas materiais que sufocam as do espírito... tudo passa!
Tudo que é matéria tem vida curta, fugaz...
Eterno é o ser que você é.
Não é preciso que se desfaça de tudo,
mas necessário é impor-se diante do que é efêmero.
Não se prenda às máscaras que alguns elegem
como a ser íntimo do orgulho e da impiedade.
Não finja; seja você onde quer que esteja.
Não aja por conveniências para atender
a certos requisitos de mera ocasião.
Não procrastine o tempo de ser para valorizar o ter
Não esqueça que o tempo é senhor da razão.
Tudo nele é passageiro
Tudo é transitório no mundo das coisas.
Eterno só é o ser que você é.
Quando for hora de desembarcar desse veículo corpo,
você notará, o que o véu de Isis lhe oculta,
mas que a consciência racional lhe permite entender
que tudo é empréstimo:
até o corpo que você carrega, é algo temporário.
Haverá de se despir/despedir-se dele
e ser grato à existência que ele te permitiu ter.
Por isso, agradeça tudo o que tem
e tudo que lhe chegar às mãos nessa viagem
que, por sinal, tem tempo de chegada e de partida.
Tem começo e fim...
Mas não esqueça nunca:
eterno só é o que você é: ânima, ser.
(nonato albuquerque escreveu)

sexta-feira, 25 de março de 2022

ARTE

 


domingo, 13 de março de 2022

IMPRENSA. Os que lutam na guerra sem estarem nela

Qualquer guerra exige o tirocínio e a coragem de seus paricipantes. Falo dos soldados que vivem nas frentes de batalha, enquanto os responsáveis pelos conflitos estão bem longe de tudo apenas dando ordens. Uma atividade que, sempre está ao lado das ações - embota delas não participem - é a dos que fazem a cobertura, os correspondentes de guerra. Eles lutam na guerra sem estarem nea como protagonistas. Mas é do olhar deles que temos as imagens e as informações através das mídias. Na cobertura da guerra, todos os profissionais de imprensa são importantes, e em homenagem a eles destacamos o excelente trabalho da AP-Associated Press. 


sábado, 12 de março de 2022

o morto que falava

 

do outro lado de onde estou 

também há vida. Contínua. 

também a vida continua. 

sem esses equívocos loucos 

que nos deixam perplexos 

em não saber como e onde 

iremos dar depois de tudo.

Há pessoas e há trabalhos 

nada de descanso eterno 

como querem os religiosos 

que vendem deus e o diabo. 

do outro lado da vida está 

a vida verdadeira que só 

existe, depois da vida.  


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

O MAIS ANTIGO SÍTIO ARQUEOLÓGICO: O DA GUERRA

Nos céus da Ucrânia 

fogos como de artifício

descem sobre o País  

como estrelas cadentes. 


Na verdade, é a boca 

do dragão expelindo fogo 

intranquilizando a todos 

no País e no mundo. 


Quando acordaremos 

desse ingente pesadelo 

que tem o selo moscovita?

 

Por que o homem-machina 

volta a esse arqueológico 

sítio de guerra? Responda. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Músicapoesia

Na vida eu já fui ‘hacker’,

Tive “hecks” de loucura

Me achei rico de aventura

Que devo a Rock Hudson.

Serei sábio, sendo servo

Silvícolasoldadosurdo

Nave que navega em neve

Nívia novidade nuvem.

Do vale verde que avisto

Vozes ouço assim avulso

Vindas quem sabe do além.

Santo de selva não silva

Sol que não arde não sua

Por isso, eu só digo amém.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

NOSSAS PARTES DA LARANJA

NOSSAS PARTES DA LARANJA

Nonato Albuquerque



A alma da gente só pode ser de gerações de antanho.

Nunca vi coisa igual.
Nos damos tão bem, mesmo com nossas diferenças,
que nesses anos todos nunca um ofendeu o outro,
de tanto amor que somos.
Vai ver, ser isso resultado daquilo que dizem existir
entre duas almas que se geminam.
Aquele negócio da 'metade da laranja'.
Às vezes, quando a vida amarga os meus dias,
e eu temo azedar tua doçura,
dou um traço, deixo tudo de lado 
abraço tua serena presença.
Pois tua metade me adoça com ternura
quando juntamos nós dois, as nossas partes.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

POEMA SEM NOME

Fiquei sim, freguês de teus dias; por isso

assumo em frente a todos, poder dizer-te

quanto mais perto, mais eu quero ver-te

ao lado meu na vida em um compromisso

 

se assim confesso, é que eu não fico omisso

a provar em mim, a vontade de convencer-te

a ser meu par por ímpares dias, e a partir disso

viver meu amor intenso e assim fortalecer-te.

 

Ah! a poesia que antes se configurava

ser a premissa de amar e ser apaixonado

à Terra os céus desciam como por encanto.

 

Hoje ninguém dá valor ao que se costumava 

fazer em tempos que se perdem no passado

mas por ser eterno, todo amor vive seu canto. 

sábado, 5 de fevereiro de 2022

O 3 NA VIDA DE JESUS

Nonato Albuquerque


Era um menino. Um rei.

Nascido num mês de março (3),

mas que Roma, no entanto,

oficializou-o em dezembro (12: 1+2=3).

 

Yeshua/Jesus era o seu nome.  

Na sua história, inscreve-se

a cabalística marca do três, que o segue

do nascimento até a morte.

 

Visitam-lhe os reis magos. 3

Que lhe dão ouro, incenso e mirra

3 presentes que marcaram

a sua vinda à terra de Moisés, Abrão e David.

 

Da Santa Trindade, ele é o filho.

Que aos 9 (3+3+3) é levado ao templo

E fala aos doutos da lei sobre o Pai

Que o enviara aos nascidos de Abrão.

 

Aos 12 (1+2), ele some

dos registros evangélicos e só aos 30

reaparece após ser tentado  

3 vezes pelo demônio proscrito.

 

Passaram-se 18 (1+8=9) anos

Quando reúne 12 (3) apóstolos

E resume o decálogo em 3

Amar a Deus, ao próximo e a si.

 

Na pregação crística, diz ser

o caminho, a verdade e a vida,

cura a filha do centurião

de 12 anos em Cafarnaum.

 

Ressuscita Lázaro, ao 3º dia.

Aos 33 ele é traído por Judas

Que o vende por trinta (30) moedas

Sendo preso junto a 3 apóstolos.

 

Na 6ª feira, hoje dita santa.

A caminho do calvário, cai 3 vezes

Para ser supliciado na hora 9ª – 3 da tarde

Aos 33 anos, compondo a tríade de cruzes.

 

Ressuscita ao 3º dia, um domingo

E aparece inicialmente a 3 apóstolos

Até subir aos céus para recompor o trio

Do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

A PROVA DA LAGARTA PARA SABER QUEM SOMOS


Não morremos. 

Isso que se diz terem fim os que deixam a Vida. Ledo engano. 

Falta de informação ou desprezo pela pesquisa da verdade. 

Ignorância religiosa que não permite avançar em descobertas 

que nos irão tirar do quadrado dogmático que se nos aplicam. 


Um exemplo: 

a feia lagarta na abastança de consumir seu alimento  

jamais dará crença a quem lhe diz, ser a linda borboleta 

a continuidade de sua essência verminosa em outro corpo 

sutil e volátil, pós-crisálida no aguardo ao nascer de novo. 


Somos tudo 

o que esquecemos ao adormecer no ventre maternal 

- embora guardemos no hardware de nossa mente 

os arquivos do que fomos e que os sonhos nos insistem 

em acordar em meio aos nossos momentos mais íntimos, 


Um dia

quando for hora de retornar ao ambiente-pátria da alma

iremos confirmar o que já fomos e somos e que seremos. 

Não precisa acreditar como se fosse um dogma de uma fé 

É preciso pesquisar e descobrir por si, a sua grande verdade. 

domingo, 23 de janeiro de 2022

SÓ NÃO SE TEM PAZ

quando somos um, nos achamos deus 

egóica forma de se opor ao universo

e discutir o todo seja em prosa ou verso

para fazer do mundo, uma porção dos céus.

quando somos um, achamos controverso

o que pensam os outros e a ‘la fariseus’

agimos como gigantes mas sendo pigmeus

não aceitando o que nos for mais adverso.

Quando juntos somos, pluralizamos ideias

discutimos o todo, analisamos cada fase

Pois afinal de contas, nos integramos mais

Sozinhos, nunca venceremos as panaceias

Pois se até uma ilha está ligada à base

Sozinho não se é feliz, e nem se tem paz. 

sábado, 22 de janeiro de 2022

PANTEÃO DE BARDOS GIGANTES

Tem dias que eu

só penso poesia

e quando eu falo

me dá uma vontade de vê-la no ar

 

ganhar as alturas

como borboletas

e nas asas do vento

pudesse com os santos se equilibrar

 

tem dias que eu

acordo Pessoas

e Olavo minha alma

empunhando Bandeira e sorvendo Moraes

 

tem dias assim Hilst

que Cecília me eleva

Gullar me embriaga

Enquanto Carlos é de Drumnond de paz

 

Dos anjos de Augusto

Claramente me Spector

de que vale a pena

Viver poesia em todos instantes

 

Leminski me chama

Cabral me descobre

Ariano se assuma

No panteão desses bardos gigantes.

ORA PRO NOBRES

Orem para que as crianças

Não saiam do sono

E sonhem com as danças  

Da estação do outono

 

Orem para que os adultos

não corram perigo

com tantos insultos

que sequer eu digo

 

orem para que soberanos 

sempre permaneçam

com ares mais nobres 


e que igualmente a humanos 

nunca desvaneçam 

de orar pelos pobres. 

PATER AETERNUM


Somos filhos do Eterno, dizia-nos a catequista 
nas tardes de domingo ao lado da igreja matriz. 
E eu de pequeno já tinha meu jeito relativista 
de contrapor-se a ela com algo que não condiz 

"Eu não sou filho do eterno", disse com ar infeliz.
A catequista parou e sobre mim pôs sua vista.
"Pois há um grande engano no que a senhora diz.
os outros podem até ser, mas eu num tô nessa lista" 

A moça simples, me lembro, deu lá meio sorriso 
a meninada nem aí, pois esse assunto não a atrai 
mas que era para mim, minha primeira discussão.

"Por que você não quer ser, saber eu até preciso/' 
eu respondi-lhe na bucha: sou filho é de meu pai 
desse aí que a senhora fala, eu num conheço não.

O REINO DO ENCANTO (onde encantaremos juntos)

A vida tem duas fases, Duas fases bem distintas.

Uma real que se tem enquanto se estar no planeta. 

a outra sutil começa quando se ouve a sineta

de que as ações do corpo começam a ser extintas.

 

Enquanto estamos de pé e se, por acaso, cometa 

algum deslize ou tolice, não adianta criar fintas

pois para apagar o mal feito, nem mesmo todas as tintas

conseguem, já que o juízo de Deus usa de enorme luneta

 

Para se dar conta da fase que a gente vive na Terra

é só ir tocando o barco como todo bom navegante

sabendo que a morte irá somar esses dois conjuntos. 


Quando chegada essa hora, que a vida aqui se encerra

a gente adentra na fase da qual Jesus nos garante 

ser o reino do encanto onde encantaremos juntos

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

XIPÓGAFOS - UMA HISTÓRIA COMO ESSA NENHUM AUTOR INVENTA

XIPÓFAGOS  

Nonato Albuquerque



 


Andávamos, tu e eu, constantemente juntos. 

para onde quer que um fosse, o outro também seguia;

feito carne e unha, falávamos então de assuntos

que a estranhos, certamente, vulgar se revelaria.

 

Unidos como éramos, parecíamos subconjuntos

de algo mais importante que entre nós dois havia.

Até quando um de nós, juntou-se aos defuntos

E ao morrer sem o outro, deixou-me essa agonia.

 

Foi um caso de horror. A imprensa deu manchete

“um gêmeo dos xipófagos morreu esta manhã

deixando o outro vivo em meio a uma tormenta".

 

Como fazer para enterrar quem vivera tete-a-tete 

e dividira um só corpo, nesse tão incrível afã?

Uma história como essa, nenhum autor mais inventa.


O LOUCO NO ESPELHO

O LOUCO NO ESPELHO
de nonato albuquerque
Quem era aquele ser que o imitava em tudo,
indagava a si mesmo, certo homem surpreso
de ver à sua frente, ensimesmado e mudo
um semelhante em altura, tamanho e peso.
Iguais eram os olhos, onde um brilho aceso
iluminava o rosto similar ao seu, até barbudo.
Cabeleira parecida, penteada em tom coeso
Familiar sabia, mas sem o distinguir, contudo.
A figura à sua frente, repetia todo o seu gesto;
como se procurasse com isso, lhe fazer pirraça
e a revelar-se inoportuno, como se um fedelho.
Interessado em tirar isso a limpo, sob protesto
Aplica-lhe um murro que na imagem esbarra
E deixa em pedaços muitos, o que era espelho.


Picture And Royalty Free Image.


sábado, 1 de janeiro de 2022

UMA NOVA DESIDERATA - 1.1.22

de Nonato Albuquerque

Se tendes algo a fazer no ano que começa e pretendes dar conta breve, faze com que o ânimo de tuas forças alimentem esse compromisso e que a incontrolável inquietude do tempo não se permita a romper a magia do que estiver por vir.

Os herdeiros do amanhã, sabemos bem, são  criaturas virtuosas de paciência e paz. À exemplo de um bom lavrador, trabalham as sementes para que a colheita se faça pródiga de bênçãos acumuladas.

Em função disso, não perturbe o teu sagrado coração com alguma tribulação que possa se interpor a caminho. Não estamos abandonados à sorte. O alto é conosco. Toda obra gerada do conluio do bem com a responsabilidade do servir, encontra estímulos propiciados das culminâncias celestes.

Não te esqueças nunca que somos admirados pelo Universo. Fomos gerados das mesmas partículas que fecundam os astros e as estrelas, simbolizando irmandade em todas as gerações. O DNA de tua ânima, se confunde com a gênese do mundo e das coisas.

A geratriz de tudo reside na essência infinita do Amor, que se derrama sobre as criaturas e seus projetos nutridos pelas forças mais expressivas do conhecimento.

Viva pois a tua experiência, consagrando os feitos à vontade inspiradora do Ser – que nos permite sermos partícipes de sua obra de sublimada grandeza.

Que a generosa paz se alicerce em cada pensamento teu e a fé se fixe na plenitude do caminho por onde trilharão teus passos.

sábado, 25 de dezembro de 2021

sábado, 18 de dezembro de 2021

AMOR ESPÚRIO

 

Aquieta o coração meu, teu segredo

Que guardar-lo-ei por toda primavera

Quando chegar a estação do medo

Prometo levá-lo comigo a outra era

 

Se vida outra teremos, quem me dera

Renascer ao lado teu e bem mais cedo

Ouvir de tua voz, o canto de espera

Que será breve o tempo de degredo

 

Te aquieta no teu canto, que logo irás

Para onde os anjos se situam no eterno

E ficarás livre desse terrível perjúrio

 

Até lá eu tecerei comigo canções de paz

Pedindo ao divino livrar-te do inferno

De viver ao lado desse amor espúrio.

O POETA DE ALICANTE

 

Poeta de Alicante, trovador inquieto

a tecer nos versos do meu canto

o encanto. 

Sonho eu retornar um dia ao canto

onde compus o libreto de minha sorte.

Quem me dera cavalgar de novo

por entre as urzes da velha campina

e no Castro Albo rever de novo 

a menina 

que vi antes que chegasse a morte.

Eu sei bem ser destino de sonhadores

alcançar a cama de uma donzela

onde nela nutrimos todo afeto

e devemos,

por certo, tecer o amor que é dela.

Assim vivi eu cercado de fantasias,

o sonho da esperança mais sincera

de em uma primavera ter a donzela 

e encantado 

cantar nos versos meus toda quimera.

O SEGREDO DO SONHO

 A lembrança que de ti eu tenho, aqui agora

É de um providencial sonho que vivi um dia

Tu, em meio às loucuras, que fazias outrora

Um menino traquino era o que me parecia

 

Andavas alegre, de fala ruidosa, embora

Aqui e ali deixasse ver a impressão de ironia

Como se o que quisesse transmitir por fora

Não era o mesmo afã que o interior sentia.

 

Vai, diz-me o que mais desejas que eu diga

A quem perguntar por ti, agora morta

Mas que rondas o sonho de além mundo

 

Viver eu sei que tu vives, porém amiga

Um segredo carregas, e se me conforta 

conta me o que eu presseni por um segundo. 



SONHOS BONS

 Que bom quisera que fosse a noite inteira

de sonhos magníficos, como eu quisera

Para acordar renovado feito a primavera

a enfrentar no dia novo, toda a doideira.

 

Quem tem sonhares bons, que os queira

tê-los sempre consigo, pois se se considera

Ser feliz, não ter uma vida assim austera 

deva morar perto dos sonhos, na fronteira. 


Ah, quem me dera transformar tudo isso

Num sonho eterno em busca de algo novo

Quão bom seria distanciar-se de pesadelos 

 

Mas já que viver tem esse compromisso

De carregar uma cruz como faz o povo

Melhor desejar sonhos bons para vivê-los

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

O BEM MAIS APRAZADO






ESCRITOS MEDIANÍMICOS

 de reunião mediúnica na FEEC, dia 16.12.21


BRAÇOS ABERTOS 

 

Os braços do pequeno infante

Abertos no berço improvisado

Era o sinal primeiro

De quem abraçava o mundo.

 

Numa estrebaria ele surge

Prova de humildade pura

Embora, cordeiro divino

Para reinar entre os homens.

 

Quem o visse ali entre animais

Jamais imaginaria sê-lo

O ente amado desejado

E anunciado pelos profetas.

 

Três décadas depois de nascido

Vê-se esse ser num patíbulo

E uma vez mais de braços abertos

Abraça o mundo e seus homens.

 

 

=====

QUANTO APREÇO! QUANTO APREÇO!

 

Quanto apreço! Quanto apreço!

Devo à sagrada doutrina

Que tanto bem me ensina

Bem muito mais que eu mereço

 

Quanto apreço! Quanto apreço!

Devo a essa casa modesta

Onde eu desfrutei da festa

Que pagar não tem nem preço  

 

Quanto apreço! Quanto apreço!

Venho dizer-vos afinal

Pois que haja neste Natal

Todo amor que eu nunca esqueço

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

O AMOR ESTEVE EM PESSOA AQUI NA TERRA

Nonato Albuquerque

 

Natal!

A ansiosa agitação das compras,

quase sempre, deixa escapar

entre ruídos de carros e as luzes  

de artifício da cidade decorada,

o sublime afeto que dedicam alguns

a seus estimados cães de estimação.

 

São criaturas simples, crianças até,  

que ainda adoçam o encanto da festa

com a mesma magia do aniversariante.

 

É agradável de se ver pelas ruas da cidade

essa mesclagem de homens e bichos,

como há mais de 2 mil anos se firmaram

Íntimos do menino que surgia ao mundoç

Ele, que verdadeiramente é o ideal ansiado

por Deus para cada um de nós.

 

Por essas imagens, se tem a compreensão

de como muitos são esquecidos nessa festa,

embora se mostrem tranquilos, afinal,

até o aniversariante se faz coadjuvante,

nos dias de hoje e durante o mágico dezembro

ele tenha se permitido a ser figurante

deixando a Noel o protagonismo da festa.

 

Ninguem viu – ou ouviu - seu nome ser citado

nos anúncios das lojas e nem a sua imagem

se afigura nas vitrines dos shoppings;

a nos lembrar que Ele é o aniversariante.

Mas nem por isso,  deixa de ser o ente santo.

 

Que esses anônimos, com quem cruzamos

Todos os dias em situação de rua,

Consigam nos enternecer com a sua visão

e sejam bem-aventuradamente lembrados

Pelo AMOR,

que, um dia, esteve em pessoa aqui na Terra.

domingo, 28 de novembro de 2021

Esperança



O mundo se transformou muito.

Não sei como, nem porque

Há marcas de destruição por todo lado.

Voltamos a um tempo sombrio,

Onde perdemos feio para as máquinas ;

Elas dominaram nossos campos de ação.

Elas nos dominaram. E há um sentimento de perda

Escancarada à vista de todos os sobreviventes.

Onde se plantou pás eólicas para captar do vento a energia,

Destroços enferrujados tomam contas das hélices;

Há vestígios de edifícios no que sobrou das edificações

A exporem seus ferros que o concreto escondia.

É tempo de separação. Já não há tanto joio

E o trigo da colheita precisa ser colhido

Por mãos jardineiras que sabem cuidar de flores.

O campo está aberto a novas explorações.

Onde habitavam homens, as feras têm domínio.

Onde havia guerra, as marcas do insucesso.

De tudo e de todos, sobramos nós

Procurando destrinchar o arquivo desse tempo

Que passou por entre os dedos como areia fina.

Já não somos o que fomos; duvido muito

Que seremos o que desejamos no passaqdo.

As sombras desceram sobre a Terra

E guardamos a nossa luz interior 

debaixo de alqueires de terra insersíveis. 

Apesar de tudo e de todos, 

a esperança é uma rosa de plástico, 

plantada num vidro fácil de ser quebrado. 


sexta-feira, 12 de novembro de 2021

CURRICULUM MORTIS

 


AS MAÇÃS MAIS SÃS

 


quinta-feira, 11 de novembro de 2021

APELO

 ESCRITOS MEUS 

Apelo 

Nonato Albuquerque


Se minha voz, por acaso ou por descaso, se calar, 

não emudeça a sua. 

Fale o quanto for possível para que acorde

o acorde do meu som retido na garganta.

Se me detiverem os passos, caminhante eu vacile, 

Por favor, ajude-me

a seguir nos braços teus por onde tu andares.

Se minhas mãos não escreverem mais uma só linha 

ajuda a tecer com os olhos

o fio do coração a transmutar do silêncio o meu discurso. 

Que eu não sou de me calar diante de qualquer tropeço.

Muito menos ainda, 

deixar de ouvir as vozes que se afinam aos sons da minha. 

Prometo andar contigo um século inteiro e mais um dia, 

Até que eu, essência, 

me liberte do casulo-corpo e circunavegue as alturas.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

ESCRITOS MEUS - Anos passarão

Anos passarão

E o mundo nunca guardará
A imagem de um Mozart envelhecido;
Ele nunca foi assim visto.
Poucos saberão
Do rosto verdadeiro do Cristo
Embora pintores tenham o retratado
E o dignificado em gravuras.
Quantas páginas
Beethoven rasgou para finalizar
A sua Quinta, já quase ensurdecido
E sem poder ouvi-la?
Nem as lágrimas
Das viúvas de Valentino lavarão
A saudade dele que ainda é enorme
E nunca acabará.
O mundo é imenso,
Mas o Tempo insiste em brincar
Sempre de esconde-esconde e ocultar
Personagens muitos.
Quem poderá dizer
Com certeza, o que serei eu amanhã
Se a visibilidade do que sou agora
Vier a esvanecer-se hoje?...