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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O QUE HÁ POR TRÁS DAS MAZELAS INDIVIDUAIS

Além da fronteira da vigília, eis-me dedicado a compartilhar as experiências de um encontro com o chamado invisível. Dirijo-me a um endereço onde provável reunião amiga deve marcar impressões da realidade entremundos.

À cabeceira da mesa está um eminente professor de escola do ensino superior no Ceará, ainda em vestes carnais. Ele dirigirá os trabalhos. A um sinal dele, ocupo uma das duas cadeiras à mesa, enquanto a outra se acha vazia. As luzes da sala são diminuídas e, após comovida prece, é iniciada a reunião.

Em poucos minutos, sinto alguém ocupar a cadeira vazia. Mesmo de olhos cerrados, consigo entrever a silhueta da figura que adentrou à sala. É uma mulher. À sua chegada, envolve-nos uma serena calma e ela passa a escrever algo em folhas de papel colocadas à cabeceira da mesa.

Terminado o trabalho, sinaliza que seja lida a mensagem cujo teor refere-se à demanda de casos de humanos famosos que são acometidos de pertinazes moléstias.

Tentarei reproduzir a mensagem mas, de ante-mão, peço desculpas porque sei da impossibilidade de transcrvê-la como ouvi em meio ao sonho.

"[humanos] Jornadeiam na Terra, a batalha entre as forças do Bem e do Mal. Orientam os sagrados valores, à imperiosa necessidade de se eleger a Luz por curso diretivo. Alguns, porém, dominados pelo excesso de poder e fama, perdem-se no meio do caminho, adstritos aos mecanismos tempestuosos do orgulho e da vaidade.

Quando não atendem às chamadas para recompor-se à verdadeira condição humana, as injunções cármicas buscam o reequilíbrio dessas personalidades através da fragilização da bioenergia individual. É a lei de causa e efeito se fazendo saber prática. Os atingidos por ela, elegeram seus próprios infortúnios.

Governantes imperiosos que ditam suas ações por atos de exceção, atendendo mais à cupidez do cargo do que ao cumprimento da missão, são alcançados pelo aspecto de talião dessa pena.

Mesmo aqueles que, bem sucedidos em seus empreendimentos administrativos, deletam em si as origens de berço, são condicionados a males físico-orgânicos com o intuito recondicionador de sua própria depuração.

Famosos que, mesmo à custa de conhecimento e talento, atingiram o ápice da fama mas passaram a admoestar-se com seus pares, chegam ao descontrole vital e delapidam as fontes preciosas de energia consumidas pelo fogo da vaidade e da ambição.

A todos, a Natureza impõe regras. A nenhum exige mais do que é possível corresponder. Porém, na multidão de aflitos que se transtornam ao saber da doença acometida, há os que se reeducam e buscam consolidar a saudabilidade de suas posturas. [...]

Eis o que pude recordar-me de uma noite em que uma lição nova deu-me a consciência do aprendizado da Vida e da aplicação a pena de Talião.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


Da janela do meu 4º
.................4º andar do edifício
............................ é difícil
achar insetos
..... in sets que são de flores, o jardim.

Mas eu vi por instante, juro
...... visitante mais ilustre
................... no lustre
da iluminação
.........ação mais forte essa minha

(inacado)

RECADO D NATAL

Recado de Natal 
amigo jesus, 

Em torno de tua festa, 
acercam-se pobres e ricos
buscando o lenitivo de amor 
para cumprir a tarefa
De excelsar com a amizade 
tua dadivosa presença,
E reunir em torno de teu nome 
as mais gratas amizades.

É quando homens e crianças 
mais se confundem .
Enternecidos pelo encanto 
da noite silenciosa,
De onde se ventralizou 
a verdadeira Luz do mundo
E que a escola terrena 
acolheu o Amor em pessoa.

Se hoje nos surpreende 
a ausência de teu nome
Nos letreiros e fachadas 
das lojas em liquidação
É que a humildade em pessoa 
se permite até a isso;

De se esconder atrás de outra figura, 
o santo menino
Que veio do Pai para ser 
o modelo ansiado por Ele
A mudar a humana idade 
em um tempo ainda mais novo. 

Texto escrito às 15h50min de 24 de dez de 2009

domingo, 18 de dezembro de 2011

SILÊNCIO, NASCEU O MENINO


Silêncio. Não façam barulho
para não acordar o menino
que nasceu.

Ele vem de páramos celestes
Morada divina onde se divisa
o bem.


Não são as buzinas, nem fogos
De artifício que inquietam
Seu sono.


São os atos transitórios da dor,
A injustiça e a miséria moral  
Dos homens; 

A dor de cada malsinado gesto
O fruto da árvore da violência,
O desamor.

Por isso, não quebrem o silêncio,
Não façam barulho, não gritem.
Silêncio.


Para que o sono do menino
Que veio iluminar o mundo
Não se extravie.


De presente, sirvamo-lo 
Nosso amor na taça de nossos
Corações.


Calo-me para que o silêncio
seja poema de luz, tal e qual
o menino.  

sábado, 17 de dezembro de 2011

Quem é esse homem chamado JESUS



Desde seu advento à Terra, o menino chamado Jesus atraiu para si a condição de resgatar as dívidas do mundo. Ser imantado de divina consciência, ainda pequeno neutralizava os presságios da dor que se abateriam ao seu redor, mesmo que sua presença no planeta houvesse sido inspirada do Alto por forças angelicais. Havia, no entanto, idéias contrárias à sua presença em nosso orbe, por ser ela significado da chegada da Luz em meio às sombras que se alojavam adedre entre os humanos.

O pequeno Emanuel é acolhido com inusitada esperança pelos que auguram um tempo novo para a Terra. Saúdam-no, principalmente, os simples do campo, enquanto vozes benditas dos páramos de Deus bendizem em preces a harmoniosa presença. Pastores da região e senhores vindos de longe encantam-se com a luminosa atmosfera da noite santa e os ares onde situado está o local do nascimento, transparecem de intensa magia. Mas nem tudo conspira em favor do menino-deus. 

Tão logo permuta o ventre santíssimo da mãe pela manjedoura alvejada de etéreos brilhos, decorando na humilde pousada onde se fez carne, as forças do mal estendem seu manto de maldades e crescem a inveja e a fúria dos dominadores desejosos de conhecer o seu primeiro endereço para lhe tributar o que não corresponderia em homenagem.

É o signatário de Roma na Judéia que, diante da busca dos magos ataviados por bons propósitos, deseja cumprir as ordens emanadas das trevas para evitar que o Bem se estabeleça e promova nos corações dos ‘homens de boa vontade’, a disciplina do Amor. Em Herodes, refugia-se o apelo íntimo da discórdia a querer dar contas das metas traçadas nas abismais profundezas, evitando que os objetivos do menino prevaleçam. Mas da fonte inspiradora do Universo, entidades celestiais comungam um enorme esforço para que o Mal não se consubstancie e plenifique o desiderato do Bem.

É José que, sob o mecanismo fenomênico do sonho, é alertado para fugir para o antigo Egito, levando com Maria o precioso tesouro que a Terra acabara de ganhar. Enquanto a vida do menino é preservada para nobres propósitos, as hordas do mal fazem acentuar o rio de sangue pelas vielas de Belém, onde almas de longínquos domicílios da dor, resgatam pela Lei de Causa e Efeito dívidas de outras vivências puerís, alcançando o direito de não mais dependerem da ceifa da Morte no mundo material.

Em terras do antigo Egito, a família consignada para domiciliar o pequeno ser na Terra, recebe orientações da dimensão espiritual. Acercam-se dela, auxiliares angélicos a transmitirem, por mediúnica via, os sinais de quando o casal poderá regressar a sua região.  Tanto Maria quanto José são medianeiros do alto e, através da vidência e audiência interelacionam as mensagens da outra dimensão.

Não é outra senão a explicação dada ao encontro do ‘enviado de Deus’ (Gabriel), que vem lhes trazer a mensagem do advento do ‘divino menino’. A José impõe-lhe a regra do silêncio, não por obra de pressão para calar algum tipo de desconfiança sobre a atitude de Maria, mas para neutralizar forças estranhas que possam interpor-se na área no caminho da sagrada família, induzindo-a a erros.  (continua...)

domingo, 11 de dezembro de 2011


mecânica ilha


Vivemos tantas vezes, os mesmos ensinamentos.
aprendemos outras tantas, as mesmas lições;
mas continuamos tateando na escuridão dos caminhos
buscando luz, quando há usinas em nós mesmos...

Com a força das palavras que nos deixaram os avatares,
poderíamos palmilhar as estradas mais insondáveis;
e revelar os muitos planos de nossa própria identidade
revitalizando o mundo e reconstruindo a própria Vida.

Mas, interesseiros e interessados apenas em consumir,
agredimos a Natureza e entesouramos quinquilharias
achando que esse lixo moderno fosse eternizar-se conosco.

Esquecemos nossa imortalidade. Nosso patrimônio, Vida.
Nossa riqueza, o Amor. Se somos ilhas perdidas neste oceano
é que lançamos fora a bússola de busca de nosso melhor porto.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CLASSIFICADO ARREGIMENTA ALMAS BENFEITORAS

Eu, viajante do astral, tomei ciência esta noite de curioso anúncio publicado num dos classificados da colônia onde uma equipe de trabalhadores, ainda enfaixado nas vestes carnais, buscava expandir noções em torno de nossa vida futura. O texto, resumidamente, dizia:
“  
Precisa-se com  urgência de almas voluntárias que possam descer à superfície da Terra, em missão das mais nobres e edificantes. O planeta passa por ingente transição em demanda a novos tempos. 


E, em meio a situações adversas, necessário se faz ação itinerante de anônimos voluntários do Bem, compromissados com a paz e que possam estabelecer nos domínios do planeta, os ensinos expressos nos currículos da evolução moral.


A terapêutica a ser empregada se pauta nas bases da pedagogia cristã, onde Amar é o verbo edificante.


Entre aqueles que manifestarem interesse em incorporar-se aos grupos de regeneradora ajuda, requisita-se desprendimento do Ser,
almagamado pela luz interior para o enfrentamento com as sombrias formas que se opõem ao estabelecimento do Reino. Elas, sem dúvida alguma, haverão de interpor-se nesse caminho.


Do currículo dessas almas benfeitoras exige-se o aprimorado das virtudes celestiais, como luminosa essência a sedimentar os frutos que advirão. 


Na escola em regime de múltiplas transformações, Cristo é o modelo maior e as bases de sua doutrina o currículo essencial para a auto-transformação do novo homem que há dois mil anos as gerações alimentam...
Interessado em saber se aquela chamada destinava-se apenas e tão somente aos requisitados para nova turma de almas que se encarnarão no orbe terreno, ouvi de um assistente a indicação de que o anúncio se destinava a todos, inclusive, a nós que ainda habitamos a carne e já temos conhecimento das iniciativas do Bem.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um pronto-socorro de urgência no astral


Cada sonho ou desprendimento noturno significa uma viagem astral que a essência individual registra todo dia. Um bloco de anotações e uma caneta próximo ao local de descanso importam para que se guarde a lembrança da experiência. Faço isso há muito tempo. E desde que o doutor Antonio Mourão me orientou a atender a esse sistema, tenho memorizado cada detalhe impressionante das minhas 'andanças' por aí.

Hoje, estive numa unidade de saúde que, imagino, seja alguma estância espiritual. Fazia-me lembrar um posto de emergência, onde almas aflitas acorrem em busca de socorro. Uma das atendentes aconselha-me a ir a um centro de hemoterapia, como se eu fosse um doador de sangue. Mas não é sangue que elas recolhem, mas minha energia. E a transfere em diminutos canais transparentes para um banco de reserva.

Uma outra entidade chega até a jovem atendente e lhe entrega um cartão com a identificação de alguém que, pelo que pude perceber, tratava-se de um motoqueiro, 'desembrulhado das vestes carnais' por um acidente. Há uma identificação, mas não consigo de forma alguma captar o nome da pessoa. A 'enfermeira' diz que, apesar de todo esforço do grupo, o motoqueiro não conseguiu permanecer 'na linha e, por isso, fora desconectado do corpo'. Acordei para escrever o desprendimento e tentar entender com o transcorrer do domingo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

DA SÉRIE CANÇÕES: CARAVELA

Caravela nua no mar, o meu corpo 
minha alma vela 
quer ligeiro um porto achar 
e deixar no oceano, essa procela 

Vento, ventania 
noite, noite escura, claro dia
traz meu sol mais novo 
que o pouso do meu barco 
é agonia, é agonia... 

Caravela nua, no mar o meu corpo 
minha alma vela, essa procela.

domingo, 6 de novembro de 2011

A CONSTRUÇÃO DOS NOVOS DIAS DA TERRA


As velhas estruturas da sociedade ainda repousam na argamassa de indissolúveis bases, criterizadas pelas dependências de outros tempos. A humanidade é exército em constante substituição de seu efetivo e recolhe, ao longo dos séculos, dominadores e dominados sob a égide de mudanças. Porém, o novo é assertiva que mobiliza teorias e, dificilmente, consolida o exercício prático.

Se nos detivermos a olhar a conjuntura da História dos povos, iremos verificar a inconstância do andar evolutivo, marcado pari-passu por uma centena de conflitos que retardam a sua concretização. O que foi idéia brilhante no pensamento socrático, arrefeceu com o passar das gerações de filósofos, até recrudescer uma vez seguinte com a entrada em cena de novos personagens, mas que estão ligados a entidades precedentes.

Os revolucionários da França livre e os tradicionalistas que desejavam a manutenção do império absolutista, resistem ainda na carne a defender os seus próprios ideais. A subjugar opositores, embora em campos e funções divergentes. Ainda assim, prevalece o colorário de razões com que, cada um, multiplicou suas linhas de ataque e defesa.

Estrangeiros em suas próprias nações de anteriores raízes, os seres que iluminaram o pensamento humano se reencontram com aqueles que incendiaram com suas idiossincrasias aviltantes.

O rumo do mundo é chegar ao destino das almas evoluídas. Nenhuma delas, por mais indistinta e indiferente a esse circuito, deixará de atingir o ápice do progresso individual e coletivo, já que o futuro planetário é ater-se ao rol dos corpos celestes onde afigura-se o ideal da perfeição.

Se a Terra, distanciada no espaço dessa marcha evolutiva, ainda retarda o seu desligamento da inferioridade moral, há que ultrapassar essa barreira; até por uma exigência do princípio do progresso. Nela, há de prevalecer o denodo e a justificativa das Leis Maiores, ambientando-a no conceito dos novos tempos.

O mundo humano caminha lenta e gradualmente para a conquista desse ideal. Eternos seres que aqui se estabeleceram um dia, na propagação das virtudes celestiais, retornam ao convívio da atmosfera ainda pesada e difícil, para recompor o trabalho edificado no passado.

As paredes dessa monumental construção começarão a ser erigidas nas estruturas lançadas por muitos dos operários do pensamento que, à exemplo dos mestres ascensionais, trabalharam na divulgação do Bem, do Amor e da Paz. O edifício do pensamento humano volta, agora, a se realimentar da sólida argamassa da Ética, promovendo a expansão do Planeta a um estágio novo e, conseqüentemente, elevando o nível de seus habitantes. Nada que se estruture na concepção da obra criadora permanecerá incólume à grande mudança.

domingo, 28 de agosto de 2011

UM CORAÇÃO QUE AMA O ALTO MAIS ALTO SE PROCLAMA



Quando eu conseguir fazer da Terra o paraíso de meu coração, virtude suficiente terei para atingir o meu mais recôndito sonho.

MÚSICA PARA RELAXAR


Meditação de domingo



Não há limites para a mente que deseja o possível
Movida pelo bem, ela é capaz de atingir metas inacreditáveis.
Muitas pessoas ainda não concebem essa verdade,
estacionadas que se acham no seus próprios domínios.
A luz da manhã nova que surge a cada novo dia
convida o humano ser a distanciar das sombras que a noite deixou.
Perder pelos caminhos do eu, a egocêntrica forma de ser
para sagrar-se a inspirada maneira de vida.
Só os sábios que já circularam por essa estância
são capazes de eliminar em si mesmo, todas as dificuldades.
E agem, tranquila e ordeiramente, na consecução do Bem.
Alma nenhuma está impedida de projetar o impossível até
desde que se acerque da sua própria capacidade de fé.
O homem é patrimônio divino, hospedado momentaneamente
para uma vez seguinte alcançar as estrelas.
A união de seres através da energia transformadora do amor
revitaliza a essência anímica que há em cada um
e ele é capaz de alcançar o paraíso ainda na Terra.

sábado, 27 de agosto de 2011

LIÇÕES. Todo mundo gostaria de ser...



Tão harmonioso quanto Bach
Tão bondoso quanto Chico
Tão inteligente quanto Einstein
Tão perfeito quanto Jesus
Tão pacífico quanto Gandhi
Tão justo quanto Salomão
Tão santo quanto Francisco
Tão caridoso quanto Tereza de Calcutá
Tão belo como David de Michelângelo
Tão habilidoso quanto Dumont
Tão eficiente quanto Sabin
Tão paciente quanto Jó
Tão engraçado quanto Chaplin
Tão inspirado quanto Wagner
Tão poeta quanto Neruda
Tão sentimental quanto Romeu
Tão amorosa quanto Julieta
Tão forte quanto Sansão
Mas tão simples quanto Tolstoi
Tão musical quanto Jobim
Tão bom quanto Drummond
Tão virtuose quanto Mozart
Tão desbravador quanto Rondon
Tão famoso quanto Lennon
Tão bonito quanto Pitt
Tão sincero quanto Galileu
Tão grande quanto Alexandre
Tão sólido quanto Zé Alencar
Tão fiel quanto Abrão
Tão sábio quanto Hawkins
Tão ativa quanto Madame Curie
Tão gente como qualquer um.

Não é preciso tanto esforço,
Basta Ser, antes de querer Ter.

ALTERNATIVAS PARA UM SÁBADO ASSIM INSANO



O chão da rua
Me mostra pássaros em movimento
Aves singando nos céus
E as sombras delas se projetando no asfalto.
Passo com minhas rodas em velocidade
E nem vejo que andorinhas e pombos
Compartilham o mesmo vôo.
Onde foi mesmo que já vi esse filme?
Estou em vigília e não sonho isso
Embora pareça flashes evocados da noite passada
Quando atravessei o rio das mortes
E me encontrei com entes que já (se) foram
Meus vizinhos e conhecidos de outros dias
Construindo um novo momento
Na dimensão que há depois da vida física.
Enquanto viajo para casa
Dianne Schurr me leva ao passado
E o som das grandes divas do jazz
Me repõem no bar do seu Emílio Calixto,
Onde ouvi pela primeira vez Gershwin,
Enquanto homens jogavam bilhar
E eu desfrutava o meu primeiro ‘doce gelado’.
Acopiara é uma extensão do meu umbigo
Lá se vão seis décadas de meus dias ali
Correndo entre a calçada da Paulino Félix
(hoje redenominada Celso Castro)
E o quintal de cerca de muitas fruteiras.
O cheiro de manga rosa espargindo no ar
O mugido das vacas no curral próximo.
O leite também mugido no caneco de ágate
O padeiro deixando o pão na janela
A ida ao açougue para comprar fígado, às tardes
E a fuga para o matadouro onde os bois
Eram sacrificados na arena armada.
Um dia, a descoberta do nonato na vaca morta,
E a carne retirada, nervosamente se bolindo.
Flashes de memória de quem volta ao passado
E corta um pouco a rotina do hoje.
É preciso, vez em quando, voltar a outros dias
Para compensar a pressa do calendário atual
Que, num átimo, faz dos meses cinzas
Anoitecendo o tempo em nossa pele
E armando peças para a nossa memória.
O tempo é curto; o mundo é pequeno
Mas só Deus é maravilhosamente grande.

domingo, 24 de julho de 2011

Que amanhã eu continue hoje


Sob o oceano de luz, vive-se...
Alimenta-se de energia fonteada
Na cabeceira de cada dia.
Sou alma, vestígio de gente
Que passou uma temporada na fôrma
E se pôs de volta a eterna idade.

Ondas de luz cintilam em meu olhar
Frêmito de medo e de alucinação
A percorrer as vias do celeste.
Ele quer devorar e beber o céu
Que se afigura como esponja macia
Mas que de perto é rocha.

Uma procissão de entes volitam
Em torno de uma abóbada que penso
Seja o conduto para a matriz
De onde raios expandem em miríades
De luzes que se nominam e se identificam
Como entidades a se corporicarem.

Eu nutro uma paixão, uma saudade,
do que fui em vidas anteriores
mas que admira o que fui na última.
Meu sonho é mergulhar nesse azul
e me afogar na correntes de luz
Para que amanhã eu continue hoje.

domingo, 3 de julho de 2011

O SINAL. Alguém do lado de lá me diz coisas

Há coisas que, só vivendo, a gente acredita. Contadas por outro, duvidar-se-ia. É o caso que ocorreu na semana que passou comigo. Na terça feira, 28 de junho, eu ia de carro para o trabalho e pensei muito numa amiga que morreu há dois meses, a Lena Belotto. E por saber do conhecimento de espiritualidade que ela tinha - quase todos os dias conversavamos ao telefone sobre assuntos do plano astral -, surpreendia-me que ela ainda não houvesse aparecido em sonhos ou dado algum sinal de vida do outro lado.

Ao sair da televisão no começo da tarde, deparei-me com uma senhora humilde, de uns 50 e poucos anos, no portão que pediu dois minutinhos para uma conversa comigo. Parei para ouvi-la e ela, segurando minha mão, confessou-me estar ali a mando de uma pessoa amiga minha. Relutara muito em vir, pois não me conhecia, mas com o marido desempregado e dívidas a pagar, resolveu fazer-me um pedido. Pensei logo em mais uma pessoa querendo utilizar da tv para algum apelo beneficente. Mas estava enganado.

Antes de entrar em detalhes, ela parecia fazer questão de me preparar para o que iria contar. "O senhor me perdoe, mas quem me mandou aqui foi uma amiga sua, dona Lena..." Eu arrepiei. E antes que eu pudesse dizer que ela já tinha morrido, a senhora me disse: "eu sei que ela já morreu. Mas deixe eu contar para o senhor".

Ela passou a narrar que fora ajudada pela dona Lena em outras necessidades - a Lena integrava o grupo Emaús de auxílio às pessoas carentes - e, agora, necessitada, arranjara uns panos de cozinha para vender, a fim de ajuda na compra das coisas de casa. Mas não tinha a quem vender, não sabia a quem procurar. Pediu uma luz. E a noite sonhou com dona Lena dizendo "vá até o Nonato da tv que ele vai te comprar".

Sorri por dentro de satisfação, principalmente, quando a senhora acrescentou: "Ela me disse ser o sinal, que eu acho que seja para que eu pudesse vender ao senhor...". Sim, minha querida; era o 'seu' sinal, mas era o meu também. Eu que estava a reclamar de notícias de quem sempre falou do outro lado com tanta naturalidade e que, certamente, depois da mudança, não acharia dificuldades para me dar pelo menos uma resposta de a vida continua. Essa 'vendedora' era a porta-voz de Lena. E Lena, mais um vez, respondia, ajudando fraternalmente a quem precisava de sua ajuda.

sábado, 11 de junho de 2011

VIAGEM ASTRAL. Um aparelho voador nada identificado


Instalado num dos assentos do que eu imagino seja um transporte voador, de repente vejo que ele é circular. Bem ao contrário do espaço dos aviões terrestres. E que não há janelas, muito embora tenha-se a capacidade de utilizar a terceira visão e enxergar através da parede.

Falo do sonho desta madrugada que me deixou impressionado com a riqueza de detalhes de uma - vamos chamar de - aeronave. Os assentos eram acomodados de forma circular, neles cada passageiro tinha a liberdade de girar e visualizar tudo o que estivesse a 360 graus.

As pessoas que ocupam outros assentos me são estranhas. Não as distingo muito bem, embora a impressão é de que elas não têm olhos, narizes ou orelhas. É um rosto. Como se não fizessem parte da humanidade ao qual pertenço.

No instante em que tento interrogar onde estou, quem são aquelas pessoas e para onde estou sendo levado, as luzes se apagam. E eu me acordo com a sensação de que acabara de sair de dentro de algum veículo voador.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

TREM e AVIÃO. O que será que acontecerá


É incrível. Há muitos anos eu tenho um sonho que mais parece reeditado. O de um trem, no qual eu sou passageiro com outras pessoas, e logo em seguida a essas cenas um avião cai.

Nesta madrugada de sábado para domingo (29 para 30 de maio) eu tinha a recordação do sonho de um trem. Estava superlotado. E uma senhora falava com seu filho, que falava em alemão mas eu compreendia tudo, E ela dizia que estava próximo da estação de desembarque. O trem pára e todos descemos.

É quando eu vejo um avião passar muito próximo aos prédios e cair de peito num terreno baldio. Quero ir até lá mas eu noto que o trem estava retornando e eu tenho que me acordar para não ser atropelado por ele.

Sempre quando sonho com esses transportes, alguém importante morre ou algo estranho acontece no mundo. Estarei atento.

domingo, 29 de maio de 2011

POESIA. Do outro lado de onde eu vim

O mundo anda comigo
ele come e bebe do que eu bebo e como
meus pés são seus trilhos
meus braços, suas asas.

fortalece-me de sua aura
e eu o nutro de minha verdade.
Comigo anda o mundo
que come, bebe e se embriaga comigo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Um super herói adormece em cada um de nós


Na última quarta feira, dia 24, senti-me fora do corpo e viajante do astral. Encontrei-me com alguns seres entre os quais G.S.F., desencarnado há alguns dias. Ele me falou acerca da mudança.

Ele não demonstrava a fragilidade de seu físico. Resplandecia um brilho assim etéreo ao seu redor. Falou-me uma frase que, entre as muitas que tenho experienciado nessa existência, pode me servir de orientação acerca da transferência humana da Terra para a espiritualidade.

Morrer, disse-me ele, é algo assim tão rápido, como quando o Super Homem deixa as vestes de Clark Kent para a capa de herói. "Permaneço o mesmo, muito embora sinta-me diferente", completou. Ao despertar no plano físico, fiquei intrigado com a comparação.

Na verdade, é algo para se pensar. O personagem Clark Kent, em casos de necessidade, de um momento para outro sai de seu terno e enverga as vestes do super herói com uma naturalidade impressionante. Mas ele é ficção; como entender a frase do amigo.

Pelo que eu pudee entender na ocasião, ele queira dizer da rapidez com que se dorme num plano e se acorda noutro, dimensionado pela capacidade interior da anima em refazer sua própria identidade. Algo para se pensar mais adiante.

domingo, 1 de maio de 2011

Descrição de um desdobramento neste 1º de maio


Hoje foi só um encanto
enquanto
do corpo estive fora
embora
no sonho eu veja
sobeja,
inveja e destrato.

Estava em companhia
nesse dia
de Buarque
marque só, ele estava em ação
em gravação
num estúdio.

Lembro-me de passagem,
a imagem
de Nelson Augusto
justo
com outras pessoas
em boas
companhias.

Alguém pede a Chico -
e eu fico
surpreso, cara -
para
fazer fotografia
se podia,
ele autoriza.

No momnento em que o artista
avista
o microfone seu
meu
olhar vê luzes que se acendem
e se rendem
a ele todas.

Ele canta uma cantiga
antiga
de seu novo canto
enquanto
entram crianças
em danças
pelo ambiente.

Vou próximo ao Chico;
fico
ali perto, sem eira
nem beira
do cantante
no instante
em que eleva a voz.

Fico ali mudo, enlevado;
sagrado
momento aos fãs fiéis:
aos pés
do Chico, uma ovelha
se ajoelha,
cena incrível.

Ouço violinos soarem;
gritarem
vozes: 'silêncio
na sala'.
É que a criançada
levada
da breca, se agita.

Vou até o fim da sala
que exala
inefável brisa.
Divisa-se
uma luz derramada
do nada
em torno do artista.

Pego o celular, assim que a noto
uma foto
era só meu desejo.
Mas vejo
a produtora
que explora
a sala e a proíbe.

Resolvo sair dali, calado
marcado
pela maneira abrupta
a luta
deu em nada, contudo
tudo
havia sido autorizado.

Chico dera a autorização
não
a mim, mas a gente
presente,
em preto e branco
franco,
fossem as fotografias.

Saí entristecido e já na rua
nua
de gente, vozes murmurando,
narrando
de onde eu estive
e que vive
ainda o ar sagrado.

"Resta ao artista essa festa
nesta
cidade"... eu acordo
e mordo
a língua minha
com uma palavrinha
absurda.

'Puta' estive desdobrado
lado a lado
com meu artista
na lista
desse meu sonho
medonho
final, que barato.

sábado, 5 de março de 2011

O assovio de meu pai - como assoviava bem, meu pai


Quando mais moço, gostava tanto de se arrumar.
Passava Glostora no cabelo umedecido, olhava-se tantas vezes no espelho,
Como para corregir alguma falha e ajeitar o penteado.
Loção pós-barba, num rosto sem marcas.
Punha um linho branco, bem passado,
Sapatos engraxados que chegavam a triscar de brilho
Borrifava uma colônia almiscarada nos pulsos e nas têmporas
E saía assoviando pela rua– como assoviava bem, meu pai.

Da casa onde morávamos, fosse noite ou fosse dia,
Ouvia-se de longe o asssovio de nosso velho, indo ou chegando ele sempre vinha
Tangendo canções de sua infância ou adolescência,
Coisas que o tempo levou, mas que deixam marcas,
Principalmente no peito de quem arde em saudades
E não consegue mais ouvir o assovio de nosso pai nas ruas.

Por quais caminhos andarão seus passos? Por que seu olhar
- quase sempre, de surpresa quando via o nosso – não se faz assim tão presente,
pelo menos na hora do almoço em família ou na janta
Quando do trabalho retornava e de longe se ouvia o assovio
Trinando cantigas como ave que volta ao ninho nos fins de tarde
Era meu pai quem vinha – como assoviava bem, meu pai.

Um dia desses, fosse sonho ou visão mais estranha, eu senti
Perto de mim sua presença; o cheiro era o dele e a voz – inconfundíveis marcas de alguém,
Que nos últimos dias da Terra, pouco dela se ouvira, eram dele.
Era meu pai que do outro lado da dimensão se fazia sentir
E dizer que “morrer não dói”, para depois sumir num assovio
por uma rua cheia de vapores e atapetada de ectoplasmas...

Saudades, hoje, meu pai. Fico a escrevinhar essas coisas
Enquanto o coração pulsa a tua intensa saudade
Querendo riscar do mapa essa ausência negativa que nos incomoda
Para colocar, outra vez, a velha crença de que, apesar dos pesares,
Estamos juntos e estaremos sempre, até que a Vida nova
Nos revela as reais dimensões do que, ainda hoje, se diz ser nada.

AS INVISÍVEIS MÃOS DO TEMPO


Onde antes brincavam, hoje só descansam.
Por onde antes trabalharam em sacrifício
edificando a Vida, hoje, silentes, em repouso
acrescentam textura nova às velhas marcas.

Onde antes primavera, o outono delineia-se.
Invernos e verões passaram e elas acenaram
A tantas outras com quem cruzaram caminhos,
E despediram-se com promessas de voltar.


Falo das mãos, essas ferramentas indispensáveis
que amanhecem desde o despertar da existência
E atravessam rios de tempo, ruas de conversas,

Até chegarem ao ocaso de todas nossas andanças
Mudando a tez, enrugando-se como folhas de papel
Que mãos invisíveis amarfaranham através dos anos.

de Nonato Albuquerque
feita às 13h20min

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

É ter na mente


Não espere da vida somente a claridade da luz, porque sem as trevas seria impossível significá-la; nem tente conviver apenas com quem é certo, pois há muito o que aprender com aqueles que vivem o lado errado das coisas.

Não é feliz aquele que ignora a infelicidade dos outros, pois para se conhecer a alegria temos que, necessariamente, apreciar o valor da tristeza.

O mundo não é feito somente de abelhas, que produzem a suavidade e a docura do mel. As moscas existem e têm lá sua contribuição importante na higiênica forma de serem atraídas pelo que não é puro.

Não tente imaginar o dia sem a presença da noite que o divide e que, de forma mágica, consegue dimensionar a esperança do amanhã.

Nenhum conceito de bom é exatamente correto, pois que nada é perfeito no reino das coisas materiais. Tudo ainda está por se definir. Não creia na perenidade do mal sobre o bem, pois que ele é apenas a ausência dessa virtude.

O mundo não é feito somente de andorinhas que, juntas, conseguem atrair a temporalidade dos verões; os corvos e as gralhas que nele habitam, têm o seu significado e só os que já se alfabetizaram no amor, conseguem decifrar sua hermética mensagem.

Não se impressione com o fim vida das coisas e das pessoas; não acredite nos que dizem que tudo acaba, que tudo é finito.

A verdade sábia das coisas tem lições significativas quando nos propõe que tudo o que ´aparenta´, não revela o seu eu verdadeiro, nem tudo o que se transforma significa que deixou de existir.

Não creia nos que não creem na vida eterna, pois esses são eternos endividados da vida e buscam sempre uma oportuna chance para provarem a si o que realmente existe.

As pombas têm seu espaço na tradição mensageira da paz; mas nem por isso deixemos de reconhecer o valor das águias e dos falcões. Se eles ainda transitam nas salas-de-aula do instinto, é para que avaliemos a maturidade dos que já atingiram o curso superior dos domínios do coração.

Não se impressione com os carvalhos que dobram os séculos diante da fragilidade da relva profanada pelos pés; tanto há beleza nos sagrados mistérios dos golfinhos e das baleias gigantes, quanto nos cardumes de pequenas sardinhas que alimentam bocas esfomeadas.

Há tempo de sonhar, como há tempo de viver apenas realidade dos sonhos. Importa saber SER, porque afinal TER é apenas conseqüência de quem buscou reunir patrimônio de uma vida, enquanto o arquivo do eu guarda reminiscências de vidas múltiplas, multiplicadas.

O que foi, é e será. O que é, deixará de ser; para se transmutar em saudade viva, mas o que vive no eterno, esse eternamente o é.


Nonato Albuquerque
Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/e-ter-na-mente/#ixzz1DPyUZPMf

REENCARNAÇÃO. O conto da lâmpada queimada


No tempo em que os bichos e as coisas falavam, duas lâmpadas tiveram um choque de idéias. Uma dizia que uma outra lâmpada da sala havia sucumbido.

- Ela apagou-se! - dizia uma

- Não, ela parece apenas ter cochilado - dizia outra desconfiada.

- Pois eu acho que ela se queimou.

- Queimou nada, mor-reu!

- Pois sempre ouví dizer que toda luz que se apaga, um dia volta a acender de novo.

- Conversa besta, quem morre, nunca mais vive

Ficaram nessa discussão toda que entrou noite à dentro, até que um velho lampião de gás, desses antigos que guardam sabedoria e experiência, reivindicou a palavra e acendeu sua luz sobre o assunto.

- Calma, amigas. Nem tudo que reluz é ouro, já dizia o antigo ditado. Mas nem tudo que deixa de ser, quer dizer que acabou. A luz não morre. O corpo de vidro pode quebrar, acabar; mas a energia é contínua.

Dia virá, insistiu ele, que alguém com outra lâmpada a reinstalará no espaço vazio deixado pela lâmpada quebrada. E aí, uma vez seguinte, tudo voltará a se iluminar. É a lei da Vida. E ela é plena. Contínua. Sempre.

As duas lâmpadas piscaram agradecidas, no exato instante que uma mão acionou a tomada e as tirou de cena. O lampião baixou seu fogo e adormeceu tranquilo.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O sonho da igreja despedaçada


Segunda, 3 de janeiro de 2011. O primeiro dos sonhos que me lembro do novo calendário. E nele, uma certa disposição para a crise religiosa do mundo e a expansão do materialismo.

Estava eu numa igreja. Desconheço a localização. Surpreso, eu dava de cara com uma completa destruição das imagens e das peças sacras. Atrás do altar, a cruz de madeira sem o Cristo, cuja estátua estava despedaçada no chão.

O cálice, utilizado nos ofícios da santa missa, virado em cima da toalha branca marcada por sangue. O sacrário aberto, profanado.

Ao olhar em redor, percebo que todas as imagens estão quebradas, alvo de vandalismo. E indago a alguém, cujo rosto não vejo, o que acontecera.

- Trata-se do fim de Deus entre as pessoas. Elas não mais creem. E a Igreja decretou que nada disso é verdade.

Ouço e não acredito. Mas como não ser verdade? Há 3 mil anos [ olha o detalhe para a data ] que temos esse conhecimento de que Cristo é o renovador das almas. Por que o redentor agora é colocado nessa situação?

- Porque os homens assim o fazem... - escuto, enquanto vou me acordando dessa estranha mensagem que, bem refletida, tem muito a nos dizer.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Os seres encaramujados que circulam na erraticidade


Na noite silenciosa da cidade grande, muitas vidas anônimas se arrastam por ela. Misturadas às centenas de moradores de rua que adormecem debaixo das marquises, elas repetem o comum de todos que buscam abrigo em locais seguros.

Um menino, cujo nome ouço dizer ser Dionísio, corta a rua, onde nas próximas horas será armada a feira livre da cidade. Conversa com um amigo ainda menor do que ele e fala do medo dos dragonáros da BOTA. É como eles se referem aos integrantes do Batalhão de Operações Táticas que operam nas zonas próximas à Terra, na tentativa de impor regime de ordem aos que deixaram o invólucro de carne antes de se cumprir o período natural de vida.

No meio deles, um cidadão ainda jovem circula. Pára diante de um ou outro, com quem traça conversa, retira de uma espécie de alforge o que se imagina ser um alimento, impõe sua mãe sobre as cabeças dos que parecem dormir e uma rajada de suave luz projeta-se sobre eles.

Poucos sabem tratar-se de um religioso. Um padre. Que se passa por morador de rua para conseguir ganhar a afeição das vítimas da grande noite.

Um grupo distribui sopa nas proximidades. Vozes cantam louvores a Infinita Bondade de Deus e as emanações do bem circulam entre as terrinas por onde o caldo suculento desaloja a fome.

Tudo é translúcido. Tudo é aquientante, muito embora surjam aqui e ali grupos rivais que hostilizam os servidores do Bem numa tentativa de inquietá-los. Eles não querem auxílio nenhum, por conhecerem que os auxiliados da noite serão varridos desse cenário para tratamento em regiões de auxílio.

Alguns desses divisionários se arrastam acoplados a corpos de seres ditos-vivos como caramujos que se atam a elementos e passam a sugar as energias vitais de seus dominados.

O cidadão da noite pára entre eles. Estende seus braços e um jato luminoso se desprende atingindo aqueles como uma benção de luz a cercá-los de compassiva emoção. Fico sabendo que ele é um sacerdote, benevolente que se desprende a essa tarefa noturna, no sentindo de auxiliar as vítimas da violência da carne.

Essa descrição me veio no sonho de 22/11/2010

Os seres encaramujados que circulam na erraticidade


Na noite silenciosa da cidade grande, muitas vidas anônimas se arrastam por ela. Misturadas às centenas de moradores de rua que adormecem debaixo das marquises, elas repetem o comum de todos que buscam abrigo em locais seguros.

, moradores de rua tentam se aquietar no sono e ao deixarem o invólucro de carne - ainda que temporariamente - se deparam com os seres do mesmo nível de seu desenvolvimento.

Um menino, cujo nome ouço dizer ser Dionísio, corta a rua, onde nas próximas horas será armada a feira livre da cidade. Conversa com um amigo ainda menor do que ele e fala do medo dos dragonáros da BOTA. É como eles se referem aos integrantes do Batalhão de Operações Táticas que operam nas zonas próximas à Terra, na tentativa de impor regime de ordem aos que deixaram o invólucro de carne antes de se cumprir o período natural de vida.

No meio deles, um cidadão ainda jovem circula. Pára diante de um ou outro, com quem traça conversa, retira de uma espécie de alforge o que se imagina ser um alimento, impõe sua mãe sobre as cabeças dos que parecem dormir e uma rajada de suave luz projeta-se sobre eles.

Poucos sabem tratar-se de um religioso. Um padre. Que se passa por morador de rua para conseguir ganhar a afeição das vítimas da grande noite.

Um grupo distribui sopa nas proximidades. Vozes cantam louvores a Infinita Bondade de Deus e as emanações do bem circulam entre as terrinas por onde o caldo suculento desaloja a fome.

Tudo é translúcido. Tudo é aquientante, muito embora surjam aqui e ali grupos rivais que hostilizam os servidores do Bem numa tentativa de inquietá-los. Eles não querem auxílio nenhum, por conhecerem que os auxiliados da noite serão varridos desse cenário para tratamento em regiões de auxílio.

Alguns desses divisionários se arrastam acoplados a corpos de seres ditos-vivos como caramujos que se atam a elementos e passam a sugar as energias vitais de seus dominados.

O cidadão da noite pára entre eles. Estende seus braços e um jato luminoso se desprende atingindo aqueles como uma benção de luz a cercá-los de compassiva emoção.

Essa descrição me veio no sonho de 22/11/2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sonho de uma noite após a nova primavera


Se a amiga e companheira dê recomendara comer peta no café, amiga o seu drink amargou na boca de gente como esse.

Se alguma amiga imaginava que o vermelho seria a cor do Hades, amiga, o Inferno não tem valor nenhum.

"Eu sei é que cheguei
sem métrica e sem 'stilo'
faço verSOS,
como eu fi-lo
como antes poe(n)tei.

Eu sei é que não sei
porque peso o mesmo quilo
E não sei porque aquilo
de temer o que passei...

Amigo apenas me creia
a vida (d)aqui é uma ceia
que a gente nunca acaba

Achei tudo lusitano,
em meio a grego e troiano,
sou o 'véi' Augusto da taba"

Todo esse texto me veio à cabeça depois de sonhar com o pedido de AP para que dissesse um recado a um(a) amigo(a)a dele (que não disse o nome).

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Na sala de aula definindo questões do conhecimento humano


Vez por outra, sonho numa sala de aula. Como se na dimensão espiritual eu tivesse que prestar contas de algumas disciplinas. Hoje chegava apressado ao local da prova e me sentava na última carteira. O professor me entregava uma folha em branco e me apontava para a lousa. Lá estava escrito: "Até que ponto a 'Crítica da Razão Pura' auxiliou a humanidade a expandir seus conhecimentos?". Na folha, eu começava a escrever um texto. Fui me acordando e peguei caneta e papel e deixei aflorar a inspiração. Saiu esse comentário:

"Desde que o homem descobriu a riqueza dos tesouros arqueólogos da África, verificou-se fenômeno extraordinário: quanto mais se distanciava a idade pelo experimento do carbono 14 mais a humanidade avançava no futuro de seus conhecimentos. A evolução humana está consagrada por contraditórias nuances.

Sabe-se que, a idade da Terra é mais antiga que se pensa e, por seu turno, avançamos no futuro de outras descobertas.

Quanto mais o individuo humano recolhe lembranças do passado, ele avança em conhecimentos novos;

Sagram-se noos princípios da Ciência e verificamos que os nossos antepassados já haviam recolhidos esses mesmos saberes;

Quanto mais aumenta a capacidade de sobrevivência da espécie, mais assimilamos a espetacularização do novo.

Assim, o homem segue fortalecendo conquistas do passado e rumando para confirmar a busca do elixir da juventude.

Nãoo é mais do que uma experiência calcada na elaboração de novos primados confirmando a essência do conhecimento kantiano de que assência do conhecimento precede a sua confirmação prática.

Ao atingirmos a idade do raciocínio mais puro, edificamos esta grandiosa obra divina cujo desiderato se estabelece na base da convivência harmônica entre os seres e na complementação do sagrado direito de existirmos sempre.

Entretanto, na atualidade verifica-se um outro fenômeno capaz de contrapor-se a todo avanço do conhecimento.

Quanto mais apreende novos avanços no terreno da tecnologia; quanto mais se adentra no âmago das coisas que dispõe, a geração desses dias mais se distancia da riqueza do conhecimento ético ee moral deixado por 'standars' da genialidade social como Immanuel Kant e outros luminares que vieram completar a obra assistencial do conhecimento para o aperfeiçoamnento da espécie humana e a devida gradação da Terra no conceito cósmico".

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Os aviões dos sonhos sempre surpreendem na vigília


Toda vida que sonhei com aviões aconteceu alguma coisa surpreendente no mundo. Hoje, vi uma média de sete aeronaves fazendo exercícios no céu. O último deles, curiosamente, voava muito próximo ao sexto mas de forma contrária. Ia de costas.

Surpreso com o avistamento mostro a minha mãe os aviões no céu e quando outra vez volto o olhar para cima, surpreendo-me outra vez. Eles estão parados no ar. E em posição vertical. São aeronaves de guerra. Aviões de combate.

Devo ficar atento para as próximas 72 horas a fim de confirmar ou não se desta feita ocoorrerá alguma coisa que chame atenção. De uma vez, sonhei com um avião passando próximo a um prédio negro, de noite, e o corpo de um homem vestido de jeans preto no chão. Era madrugada de 8 de dezembro. Á noite soube da morte de John Lennon.

Na doença de Tancredo, voltei a sonhar com aviões. Que voavam detrás pra frente. Um mês depois ele morreria. De outra feita, um avião passava em direção ao aeroporto - ali pelo Pici - e passa tão baixo que dá para se vê alguém na porta (aberta) gritando: ele vai morrer. Ele vai morrer.

Á noite, pelo noticiário da TV, soube da morte daquele representante da ONU junto ao Iraque (não me lembro agora o nome dele).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

De uma noite insone, depois de avaliar o mundo insano


Se reclamas do modo que a vida de ti exige esforço, medita um pouco antes de se negar ao atendimento das tarefas.

A mosca que chafurda na sujeira, exige de nós esforço de limpeza.

A criança que se detém à beira do abismo, força-nos a correr em imediato socorro.

O paciente atormentado pela miséria da dor, obriga-nos a estabelecer auxílio.

O indivíduo que perde o seu rumo, cobra-nos a eficácia do aviso.

O atormentado que se exaure em indesejáveis recriminações à Vida, requer nossa palavra de estima.

O desesperado que se afoga sem saber nadar, apressa em nós ajuda.

O aluno que se esbarra em dúvida, apraz a resposta de quem já sabe.

Em tudo e por tudo há sabedoria. Não recrmines da medida de teu esforço. Ajuda.

Não silencies na dúvida diante do que é possível fazer. Socorre. E ajuda. Sempre.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Missão no porto de Haifa onde reencontro velha amizade


Cada noite que se deixa o corpo, o espírito viaja por regiões que lhe atendam aos anseios e ao nível de adiantamento. Nesta madrugada, me vi desprendido e volitando por áreas que as conheço apenas de ouvir falar.

Estava em um ônibus com inscrições árabes - aqueles desenhos orientais que identificam o povo daquela região - e no vidro do veículo eu conseguia ler (embora não saiba de nada dessas línguas) a inscrição: "permitido tráfego".

A certa altura, o veículo pára. Todos descem. E tenho conhecimento de estar no porto de Haifa - ou Haiffa, não sei bem a escrita correta - onde dezenas de pessoas estavam embarcando e uma equipe missionária prestava atendimento.

No meio dessa equipe, deparo-me com Rodrigues, um ex-colega de primórdios do rádio em Iguatu e filho de um pastor da igreja Assembleia de Deus. Eu o abraço e digo surpreso por encontrá-lo ali.

"Meu irmão me conta sobre suas lembranças de mim e meu pai manda lembranças", me diz ao que agradeço. O irmão reside em Iguatu, onde o pai era comerciante de uma loja chamada Casa Bethel.

Eu pergunto se ele estava morando naquela região e ele me responde que não. Como eu, era passageiro do ônibus, e estava ali cumprindo um trabalho. Ele me abraça outra vez e vou acordando com os braços entrecruzados, como se ainda estivesse abraçando alguém.

FALANDO NISSO


Fui pesquisar sobre Haifa e descubro que fica em Israel. Informações da Wikipedia.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Deu na Folha: É possível encomendar o seu sonho



ANNETTE SCHWARTSMAN

No novo filme "A Origem", o personagem de Leonardo Di Caprio é contratado para invadir sonhos do herdeiro de uma corporação e implantar ideias em sua mente.
Com efeitos especiais dignos dos piores pesadelos -como Paris dobrando-se sobre si mesma e explodindo em pedacinhos-, essa ficção científica, no entanto, não está tão longe da realidade.
Uma área da neurologia argumenta que um indivíduo pode dirigir seus próprios sonhos de forma limitada.

Alguém que tenha um pesadelo recorrente pode aprender a substituir seu script aterrorizante por uma versão mais amena.

Bons ou ruins, os sonhos são misturas criadas pelo inconsciente que processa, ordena e guarda emoções do dia, lembranças reprimidas e desejos ocultos.
"Se fossem mera atividade aleatória dos neurônios no córtex cerebral, não seria possível ter sonhos iguais mais de uma vez. Isso prova, como Freud disse, que eles têm significado e são motivados por experiências vividas durante a vigília", diz o neurocientista Sidarta Ribeiro, 39, chefe de laboratório do Instituto Internacional de Neurociência de Natal e um dos principais pesquisadores do assunto no Brasil.

"Nós levamos os problemas para dormir e os trabalhamos durante a noite", diz Rosalind Cartwright, professora de neurociência da Universidade Rush do Centro Médico de Chicago, que há 50 anos estuda o sono.

Em seu livro "The Twenty-Four Hour Mind" ("a mente 24 horas"), ela explica que o cérebro registra as questões emocionais inacabadas do dia e, durante o sono REM (em que os olhos se movem rapidamente e ocorrem os sonhos), as mistura com memórias antigas relacionadas.
"O sonho serve para depurar a emoção negativa recente. É como se você limpasse o seu HD para sofrer menos durante o dia", compara o neurologista Flávio Alóe, 50, do Centro Interdepartamental para os Estudos do Sono do Hospital das Clínicas de SP.

Já os pesadelos, diz Alóe, são sonhos que provocam sensação de impotência diante de ameaças de sobrevivência, segurança pessoal ou autoestima. "Com sequências temporais semelhantes à realidade, eles se confundem com esta, tornam-se perturbadores e terminam com o despertar consciente e com emoções negativas como ansiedade, medo, raiva, vergonha e nojo, que permanecem na memória. Também podem ser acompanhados de taquicardia, respiração ofegante, sudorese ou ereção", define o especialista.

Alóe diz ainda que noites cortadas por pesadelos prejudicam o sono REM, essencial para regular funções como criatividade e memória.

Como pesadelos devem ser levados a sério, uma providência é achar as causas. "É preciso saber se têm causas emocionais, se são efeito de remédios, de transtorno neurológico", diz Luciano Ribeiro Pinto Jr., neurologista do Instituto do Sono e pesquisador do sono na Unifesp.
Há tratamentos farmacológicos e terapêuticos. Em um desses, a dessensibilização "in vivo", a pessoa é exposta, acordada, ao que a atormenta no sono -como ratos. O medo passa.
No sonho lúcido, a pessoa aprende a ficar consciente de que está sonhando. Para alguns, a habilidade é natural.

"Na ioga tibetana, pratica-se sonho lúcido no sono e na vigília", diz Sidarta Ribeiro.
No sonho lúcido, o indivíduo tem consciência de estar sonhando, raciocina. Ele se comunica com o meio externo por movimentos oculares ou do polegar, e decide o conteúdo do enredo.
Outra técnica é a incubação do sonho, pesquisada pela primeira vez nos anos 1990 por Deirdre Barrett, da Harvard Medical School.

Segundo a psicóloga, o paciente deve escrever seu problema em uma frase curta e colocar a anotação perto da cama. Antes de dormir, revisa o problema e, deitado, visualiza a questão. Enquanto cai no sono, deve dizer a si mesmo que quer sonhar com o problema. Ao acordar, deve ficar deitado, observando se há resquícios de sonho, e anotar o que lembrar.
Uma terapia semelhante é a de ensaio da imagem, desenvolvida por Barry Krakow, do Centro Maimonides de Artes e Ciência do Sono, no Novo México (EUA).

Consiste em, no estado de vigília, relembrar o pesadelo em detalhes e escrevê-lo mudando o seu final para um agradável, ou até um sonho completamente diferente.
Depois, a pessoa deve ensaiar a nova versão uma vez por dia, por 20 minutos, durante duas semanas.

Shelby Freedman Harris, diretora de medicina comportamental do sono do Montefiore Medical Center, em Nova York, aplica o método e conta o caso de uma mulher que sonhava estar cercada por tubarões. Ela imaginou que eles fossem golfinhos: os pesadelos sumiram.

Outro jovem que tinha pesadelos de estar sendo seguido transformou o perseguidor em chocolate e o comeu.

Alguns analistas veem problemas em mudar o conteúdo dos pesadelos. Argumentam que eles enviam mensagens cruciais à mente.

"A riqueza dos sonhos e pesadelos está no fato de nos trazerem conteúdos do inconsciente. A diferença entre os dois é gostarmos ou não desses "recados" que, uma vez compreendidos, param de nos assombrar", diz a psicanalista Lucia Rosenberg.

"Acho uma pretensão querer mandar no inconsciente que, por definição, é algo que não se controla", conclui.

Para psicanalista lacaniana Fani Hisgail, autora de "A Ciência dos Sonhos, um Século de Interpretação Psicanalítica" (Unimarco), há uma longa estrada a percorrer "entre o sonho contado, que é o material trabalhado em terapia cognitiva, e o sonho sonhado, que guarda elementos recalcados".

Do ponto de vista do sintoma, essas terapias substituem seis por meia dúzia, diz Fani. "Cria-se uma ficção de bem-estar, mas o sujeito continua desconhecendo o real motivo que o angustia."
Já Sidarta Ribeiro não vê problemas em apaziguar pesadelos às vezes. "O inconsciente é robusto, não será afetado. As mensagens continuarão a chegar. O difícil não é recebê-las, mas compreendê-las, o que é raro", retruca.

As pesquisas da neurofisiologia sobre sonhos, iniciadas nos anos 1950, engatinham. Mas têm futuro. "Já temos a medicina do sono, um dia teremos a medicina dos sonhos", diz Luciano Ribeiro Pinto Jr. Não custa sonhar.

domingo, 8 de agosto de 2010

Uma enorme fenda na alma ferida de uma amiga


Madrugada de domingo. Visito um local onde reconheço a presença de uma amiga. Na Terra, o esposo dela faleceu há alguns meses. E ela parece dirigir um projeto novo em sua existência que tem muito a ver com sua atividade profissional.

Ela passa a uma sala contígua a que me encontro e, de repente, ouço um grito. É a voz dela. Alguém sai de lá e me diz assustada que ela vira o esposo morto. Ficara terrivelmente abalada. E eu pergunto de que forma era esse abalo. A resposta que ouço é ilustrativa: 'É como se uma enorme fenda abrisse na sua alma ferida'.

Acordo do sonho e tento reunir as pedras dessa charada. Gostaria de fazer chegar a essa amiga o que vi no outro lado da dimensão para saber se alguma dessas pedras se encaixa com a sua atual realidade.

sábado, 31 de julho de 2010

O homem que se encontrou com seu anjo da guarda

Será possível uma pessoa manter contato físico com seu anjo de guarda? O atual superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN/CE) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, tem certeza de que essa pergunta tem resposta afirmativa. Ele foi testemunha de uma experiência que, certamente, jamais esquecerá.

Nome de respeito e de credibilidade na sociedade cearense, Eduardo acaba de lançar o livro "Inferno e Céu - Desafio à Inteligência", um mergulho em diversos livros, principalmente os evangelhos que descrevem a palavra de Jesus em sua época.

Ele esteve hoje em meu programa de rádio na Povo_CBN falando sobre a tese que defende de maneira admirável no livro editado pela Prêmius e as concepções de 40 anos de pesquisa e estudos, utilizando-se dos seus conhecimentos de hebraico e grego para entender a Bíblia. Mas foi o que ele me contou ao sair do estúdio o que mais me chamou a atenção.

Ao saber que sou espírita, doutor Eduardo - como sempre o tratei desde os tempos de estagiário de jornalismo na redação de O Povo quando ia fazer cobertura na Febem que ele presidiu em 1979 -, me contou ter vivido uma experiência que a Ciência classifica como paranormal e que os seguidores da doutrina codificada de Kardec tratam-na como mediunidade.

Ele estava em SP a procura de um ônibus que o levasse a Bienal do Livro mas não sabia qual veículo tomar. Nisso, um homem surge, pára diante dele e diz com firmeza: "Você quer ir a bienal e deve ir a uma rua ali ( apontou a direção ) e ao dobrar vai encontrar um ônibus parado. Entre e ele vai lhe levar até lá". E sumiu inesperadamente de sua vista.

Doutor Eduardo ficou atônito. Não manifestara o destino a tomar e, de repente, aquele ser surgia com a resposta. Ele foi e encontrou um ônibus parado como se lhe aguardasse. Entrou e ele o levou ao local.

Todos os livros, a presença de autores famosos, a programação variada do evento paulista, nada foi tão surpreendente quanto aquele encontro. Para esse bacharel em Direito e Ciências Econômicas, com Master of Science na Universidade do Arizona (EUA), ele tem certeza de que ali estivera ao lado do seu anjo da guarda. "Guia, como dizem vocês", acrescentou.

Telefonei ao meu querido irmão Luciano Klein, presidente da Federação Espírita do Estado do Ceará, para narrar esse fato curioso e ele me conta da excelência não só deste caso, que ele já tomara conhecimento através do próprio Eduardo, mas de outras experiências vivenciadas por esse membro da família de Bezerra Menezes, fatos que provam que a Vida não se restringe aos planos do nosso exígüo conhecimento.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A experiência espiritual mais convincente da minha vida

.
Foi preciso vir a São Paulo para testemunhar a minha mais incrível experiência espiritual. Algo fantástico, mesmo diante de tantos acontecimenos que já vivi e tomei conhecimento através de outras pessoas. Foi uma visão do meu pai, falecido no dia 20 de junho de 2009.

No apartamento de minha irmã Regina, na rua Clélia, no bairro da Lapa, estava eu dormindo ontem (domingo) quando senti algo estranho - como uma onda magnética aproximando-se de mim e atraindo-me a ela. À princíopio tentei desvencilhar-me; mas ela era mais forte do que a minha vontade. E mergulhei num oceano de vibrações incríveis até sentir que havia alguém no quarto.

Não vi meu pai diretamente, mas o senti às minhas costas, abraçando-me e envolvendo-me numa contagiante onda de paz e tranquilidade. Na ocasião eu me recordo de estar deitado na cama e levantar o braço direito para contornar o seu corpo. Senti o corpo de meu pai, o cheiro dele, a respiração e aí ouvi sua voz.

"Onde está Toinha?", perguntou-me quase sussurrando, a respeito de minha mãe. Eu lhe respondo que ela está em Fortaleza - e era verdade, minha mãe naquela noite havia chegado de Recife onde estivera na casa de outra irmã minha, a Ana Paula.

Meu pai parece não ter entendido e eu repito elevando a voz que "ela está em casa, em Fortaleza" e ouço a voz meio borbulhante tomar conta do quarto inteiro - e aí, vejo que estou na fronteira entre a vigília e o sono, mas consciente do ambiente de luz e som que invadiu o apartamento.

Em seguida, ele me diz estar bem, como a concordar que entendera a minha resposta e ao mesmo tempo falar de sua situação nesses 12 meses e sete dias de ausência física. Aproveito para dizer da minha saudade e ele me abraça mais forte.

É quando a onda se amplia e ouço vozes gritarem do lado de fora "vamos lá, que está na hora", como alguém que viesse buscá-lo depois daquele encontro. E vou aos poucos perdendo a sintonia; o ar vai se esvanecendo daquela forte presença de som que preencheu todo o quarto e sinto que a 'ligação' vai terminando.

Acordo e busco o iPhone para redigir um depoimento a fim de não esqueçê-lo no dia seguinte. Olho o relógio e são 3 horas e 24 minutos do domingo, 27 de junho de 2010. O dia em que vivi a experiencia espiritual mais convincente de toda a minha atual existência.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Da força do bem a serviço dos necessitados


No lado de lá da dimensão física, é possível encontrar-se antigos colaboradores da ordem franciscana em trabalhos de puro cunho social. Numa dessas colônias para onde se destinam almas ainda entorpecidas pelas carências morais, frades e freiras compartilham a chance de dosar com amor as tarefas do bem.

Numa delas, madre Gotarda (*) simplifica o seu tempo em dimensionar a luz do evangelho à crianças que saíram do corpo em tenra idade. Elas passam por uma adequação aos padrões energéticos até que, uma vez seguinte, retomem a sua capacidade individual de agir por conta própria.

Em desdobramento, estive essa madrugada circulando por um desses outeiros magníficos e pude também auxiliar no serviço de distribuição de alimentos para a clientela atendida. Pude ver como agem na espiritualidade os que na vida física aprimoraram-se no ser útil.

(*) A forma como eu a tratei na ocasião

domingo, 2 de maio de 2010

Balada para um anjo morto

.
balada para um anjo morto


Há uma mensagem no coração daquela árvore
que você nunca ousou lacerá-la com o canivete
temendo não o corte no vegetal, mas a chance
de ser flagrado cometendo um ato romântico.

Há um perfume guardado no frasco do coração
disfarçado de saudade e que busca incentivá-lo
a sair um pouco mais de si e enfrentar lá fora
a vida como ela é; sem depender de ninguém.

É preciso restabelecer a ordem das coisas e
significar apreço a exata condição humana
de que, nascemos todos para a luz do amor.

E se alguma pessoa der algum passo vacilante
e tentar mudar o rumo, rapidamente é preciso
acender na luz do sentimento, a própria alma.

Publicada em 5/08/05 -

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Em busca de alguém do lado de cá


E eis que sonho com Baman Vieira. Ele foi um radialista que atuou no Ceará. Pertence a outra dimensão já há alguns anos. No sonho, ele insistia para que eu avisasse - ou a sua irmã ou seria esposa - que ele está bem.

Acordei. Fiquei pensativo um bom tempo no sonho. Voltei a dormir e, outra vez, o mesmo sonho, que na verdade entendo como desprendimento. Baman me pedia para avisar a irmã (...) Freire ou Pires que ele está bem.

Alguém conhece a pessoa?

sábado, 17 de abril de 2010

De amar aos que se amam, o amor à Vida


Eu amo aqueles que nem me conhecem
e que, provavelmente, surpresa teriam
se me conhecessem.

Eu amo o ator ou atriz que recria almas
e impõe corpo a elas como se figurassem
na medida do real.

A palavra de quem prega avisos do futuro,
sem esquecer jamais de por no presente
seus admiráveis pés.

Eu amo quem ama o cinema de qualidade,
a expor temas que nos aliviam tensões
e nos põem em lágrimas.

E as virtudes de quem se anonima em tudo
em função do bem estar de muitos outros,
ainda que se anulem.

Ah! eu amo a palavra, o gesto, o silêncio.
A voz interior que me cala sobremaneira
quando estou errado.

Eu amo a Vida, essa soma que nos multiplica,
dividindo sensações e diminuindo ódios,
porque, afinal, é a Vida.

E amo, principalmente, amar os que se amam,
ainda que nenhum deles saiba da existência
de alguém c0omo eu...

Os que buscam se limpar pelo sangue de Jesus

.
Foi preciso sonhar para obter a resposta. Vivia eu me indagando o porque de pessoas que, em meio a vida atribulada de altos e baixos - mais baixos do que altos -, de repente, resolvem mudar radicalmente e se tornam... evangélicas! Por que não católicas? Ou seguir o Judaísmo, o Islamismo, ou o Budismo? Sempre alguém que 'erra', na hora de mudar vira evangélica. E descobri num sonho a resposta.

Sonhei com uma amiga, cujo nome não me recordo de jeito nenhum, a me dizer que o evangelismo pentecostal tem conotações fundamentalistas e que apregoam que os pecadores para ganharem um lugar entre os dos eleitos, basta tão somente aceitar a Jesus. E pronto!

Mesmo que tenham cometido os maiores crimes. Mesmo depois de uma vida devassa, onde se tenha feito tudo de ruim no mundo, "bastaria aceitar Jesus que o sangue derramado por ele já lavou os nossos pecados." Na verdade, como diria o Código do Consumidor, isso é uma espécie de propaganda enganosa e que visa acima de tudo confundir o 'comprador'.

O simplicismo de achar que depois de matar, roubar, corromper, fazer o diabo a quatro, a gente tem pela frente o inferno como destino, realmente deve ser terrível na cabeça de quem passou por essa experiência.

A nossa guia diz que, em verdade, todos nós não estamos livres de passarmos pelo filtro da avaliação dos nossos atos e pensamentos. Somos aquilo que pensamos e agimos. E dessa soma é que se aglutinarão no futuro as cobranças da lei de causa e efeito.

Busca-se as doutrinas evangélicas por essa visão estereotipada de que facilmente seremos arrebatados, bastando dizer que se entregou a Jesus e pronto. A verdadeira doutrina do Amor exige Justiça e a paga pela mesma moeda.
 
"O amor cobre uma multidão de pecados", alertou São Pedro, no Novo Testamento, mas todos nós seremos convidados a retraçarmos o nosso caminho no mapa de nossas próprias configurações. É preciso voltar a sorver o mel ou o travoso gosto de nossas experiências anteriores.

Para isso é que a mensasgem dos grandes profetas busca conscientizar a todos da necessidade de cumprir um roteiro de Luz na Terra e aprimorar, cada vez mais, o espírito. É ele onde se foca toda a bagagem de nossa vivência no mundo. É por ele que iremos ser avaliados na medida potencial de energia que vibrarmos quando saídos da casa.

Outrossim, o sangue do Cordeiro beneficiou a todos aqueles que viveram até o início da Era Cristã e que não tinham conhecimento da Verdade. 'A verdade vos libertará'. Mas é preciso agir na prática do Bem para que se alcance o dom da elevação.  

Será que me fiz entender do modo como ouvi no sonho?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Por que dormem tanto os velhos e as crianças?


Por que os recém-nascidos e os mais velhos passam tanto tempo dormindo? A pergunta me vem depois de ver familiares meus idosos que passam um bom tempo dormindo e, mesmo na vigília, carregam uma atitude de quem vive sempre interessados no sono.

Na verdade, por estarem mais próximos às origens, velhos e crianças manifestam bem mais presença no lado da dimensão do espírito do que nas faixas da matéria. O recém-nascido porque ainda não despertou na integralidade dos mecanismos da reencarnação e o idoso porque está transitando nos últimos momentos da vida terrena.

Um bom anjo diria: "Creias na plenitude da vida em todos os ângulos da existência. Em tudo se perpetua a essência divina. Do grão de areia que se anonima na montanha ao infinito que esconde míriades de pontos de luz.

Adormecida na dimensão da Luz, a Vida se agita e se renova na complexidade do nascimento. Cresce junto ao conjunto de células organizando o corpo de cada ser, até que se complete a data limite de sua materialidade.

Cada ciclo da renovação é lição ambientada de Amor e de fecunda crença na sábia virtude do Bem e na eterna presença de Deus em nós"

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Velhas cartas... O passado, passou...


Estimada M,

Abraço-te repleto de saudades. E se volto ao teu convívio, nada mais há que possa de novo alterar-te o que já escrevera antes.

Saiba tu, que estou como devo estar. E deveriam, todas as criaturas. Marcado de paixão; algemado à saudade tua. Mas nem por isso, devo arrastar-te outra vez até a árvore onde deitamos nossos corações por entre a flecha;

tampouco gostaria de te convidar a devolver as rosas que roubei de um jardim. Elas tuas são... Não podemos mudar a face do mundo.

Somos o que somos. Nossos pensamentos, ninguém há de alterá-los. A roda dos séculos envidará esforços e nutrirá de sede e fome nossos desejos. Mas devemos permanecer, como somos. Nós mesmos...

... os felicitadores de nossa felicidade;
... os juízes de nossos julgamentos;
... os atores de nossos dramas e comédias.

Em verdade, em verdade, ninguém ousará pisar os canteiros do tempo para tentar remendar as partes do jarro. Ele se quebrou. Com isso, ansiamos por novas vestes;

clamamos por outras vozes;

mas sem que nunca, em momento nenhum, necessitemos de alterar o nosso eu... aquele mais íntimo chamado anima, que comanda a usina de nossos corações e mentes,

e onde gravadas estão as promessas nossas de eterno amor...

Se não for nesta, quem sabe... na próxima aventura chamada Vida.

seu estimado, Eu


Página encontrada no lixo da casa
do que já foi e que continua sendo

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sonhos: o da galinha que voa


O que significa a frase ouvida esta madrugada num sonho: "Sabe aquela galinha que voa? Pois não diga nada a ninguém que a viu voar..."

Velhos companheiros dos tempos de escola


Há quem considere que os amigos que encontramos na Terra são espíritos com quem compartilhamos amizades em outras paragens. Os dos tempos da escola, principalmente. Ao crescermos, eles somem. Em sua maioria, desaparecem de nossas vidas. E nunca fazemos esforço para localizá-los. Fora da vigília, isso é possível.

Hoje pela madrugada, estive num encontro desses onde muitos amigos do passado se apresentam no sonho e falam como se nunca tivessemos nos separados.

Estava numa universidade, um curso de Direito - que eu não sei explicar de onde -, ao lado de amigos que, desperto, os encontrei nas salas do velho Liceu do Ceará. Todos falavam de suas vidas hoje. A maioria formada em advocacia.

Lembro-me de Patrício, um ex-aluno do Liceu no final dos anos 60 que era muito brincalhão e com quem fazíamos manifestações contra o aumento das passagens de ônibus, nos velhos coletivos do senhor Pedreira. Ele está em algum ponto do sudeste, me dizia. Outro é o Wálter Alexandre Brasil que, me enviou um cartão dizendo que "o observado atrás do observador".

É que eu sempre pergunto aos amigos de Iguatu sobre o paradeiro dele. E uma pessoa ficou de informá-lo quando ele estivesse por aqui. No sonho, a pessoa (não era ele, era uma irmã) dizia-me que ele está na Bahia.

Velhos companheiros, com quem a gente convive na Terra e que, mesmo distanciados fisica e geograficamente, a vida não impede de encontrá-los na dimensão da Luz.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O trem das estrelas


Sonho desta noite: numa estação de trens, aguardava a chegada da condução que vinha das estrelas e nela eu devia embarcar para a Terra. Algo como se eu estivesse numa plataforma da dimensão espiritual e resolvesse voltar à matéria.

Nisso, o trem se aproxima da estação, mas ele estanca antes de chegar até a gare. Eu corro para verificar o que aconteceu e vejo o condutor (ou o maquinista) apressado dizer que não tem tempo, está apressado, é preciso chegar... Lembrou-me o coelho de Alice.

Enquanto ele adentra ao prédio da estação, noto que o trem continua em movimento e ao notar isso o maquinista corre atrás dele dizendo que, perdera a condução...

Sinceramente, eu não sei analisar o sonho.