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sábado, 8 de janeiro de 2011

O sonho da igreja despedaçada


Segunda, 3 de janeiro de 2011. O primeiro dos sonhos que me lembro do novo calendário. E nele, uma certa disposição para a crise religiosa do mundo e a expansão do materialismo.

Estava eu numa igreja. Desconheço a localização. Surpreso, eu dava de cara com uma completa destruição das imagens e das peças sacras. Atrás do altar, a cruz de madeira sem o Cristo, cuja estátua estava despedaçada no chão.

O cálice, utilizado nos ofícios da santa missa, virado em cima da toalha branca marcada por sangue. O sacrário aberto, profanado.

Ao olhar em redor, percebo que todas as imagens estão quebradas, alvo de vandalismo. E indago a alguém, cujo rosto não vejo, o que acontecera.

- Trata-se do fim de Deus entre as pessoas. Elas não mais creem. E a Igreja decretou que nada disso é verdade.

Ouço e não acredito. Mas como não ser verdade? Há 3 mil anos [ olha o detalhe para a data ] que temos esse conhecimento de que Cristo é o renovador das almas. Por que o redentor agora é colocado nessa situação?

- Porque os homens assim o fazem... - escuto, enquanto vou me acordando dessa estranha mensagem que, bem refletida, tem muito a nos dizer.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Os seres encaramujados que circulam na erraticidade


Na noite silenciosa da cidade grande, muitas vidas anônimas se arrastam por ela. Misturadas às centenas de moradores de rua que adormecem debaixo das marquises, elas repetem o comum de todos que buscam abrigo em locais seguros.

Um menino, cujo nome ouço dizer ser Dionísio, corta a rua, onde nas próximas horas será armada a feira livre da cidade. Conversa com um amigo ainda menor do que ele e fala do medo dos dragonáros da BOTA. É como eles se referem aos integrantes do Batalhão de Operações Táticas que operam nas zonas próximas à Terra, na tentativa de impor regime de ordem aos que deixaram o invólucro de carne antes de se cumprir o período natural de vida.

No meio deles, um cidadão ainda jovem circula. Pára diante de um ou outro, com quem traça conversa, retira de uma espécie de alforge o que se imagina ser um alimento, impõe sua mãe sobre as cabeças dos que parecem dormir e uma rajada de suave luz projeta-se sobre eles.

Poucos sabem tratar-se de um religioso. Um padre. Que se passa por morador de rua para conseguir ganhar a afeição das vítimas da grande noite.

Um grupo distribui sopa nas proximidades. Vozes cantam louvores a Infinita Bondade de Deus e as emanações do bem circulam entre as terrinas por onde o caldo suculento desaloja a fome.

Tudo é translúcido. Tudo é aquientante, muito embora surjam aqui e ali grupos rivais que hostilizam os servidores do Bem numa tentativa de inquietá-los. Eles não querem auxílio nenhum, por conhecerem que os auxiliados da noite serão varridos desse cenário para tratamento em regiões de auxílio.

Alguns desses divisionários se arrastam acoplados a corpos de seres ditos-vivos como caramujos que se atam a elementos e passam a sugar as energias vitais de seus dominados.

O cidadão da noite pára entre eles. Estende seus braços e um jato luminoso se desprende atingindo aqueles como uma benção de luz a cercá-los de compassiva emoção. Fico sabendo que ele é um sacerdote, benevolente que se desprende a essa tarefa noturna, no sentindo de auxiliar as vítimas da violência da carne.

Essa descrição me veio no sonho de 22/11/2010

Os seres encaramujados que circulam na erraticidade


Na noite silenciosa da cidade grande, muitas vidas anônimas se arrastam por ela. Misturadas às centenas de moradores de rua que adormecem debaixo das marquises, elas repetem o comum de todos que buscam abrigo em locais seguros.

, moradores de rua tentam se aquietar no sono e ao deixarem o invólucro de carne - ainda que temporariamente - se deparam com os seres do mesmo nível de seu desenvolvimento.

Um menino, cujo nome ouço dizer ser Dionísio, corta a rua, onde nas próximas horas será armada a feira livre da cidade. Conversa com um amigo ainda menor do que ele e fala do medo dos dragonáros da BOTA. É como eles se referem aos integrantes do Batalhão de Operações Táticas que operam nas zonas próximas à Terra, na tentativa de impor regime de ordem aos que deixaram o invólucro de carne antes de se cumprir o período natural de vida.

No meio deles, um cidadão ainda jovem circula. Pára diante de um ou outro, com quem traça conversa, retira de uma espécie de alforge o que se imagina ser um alimento, impõe sua mãe sobre as cabeças dos que parecem dormir e uma rajada de suave luz projeta-se sobre eles.

Poucos sabem tratar-se de um religioso. Um padre. Que se passa por morador de rua para conseguir ganhar a afeição das vítimas da grande noite.

Um grupo distribui sopa nas proximidades. Vozes cantam louvores a Infinita Bondade de Deus e as emanações do bem circulam entre as terrinas por onde o caldo suculento desaloja a fome.

Tudo é translúcido. Tudo é aquientante, muito embora surjam aqui e ali grupos rivais que hostilizam os servidores do Bem numa tentativa de inquietá-los. Eles não querem auxílio nenhum, por conhecerem que os auxiliados da noite serão varridos desse cenário para tratamento em regiões de auxílio.

Alguns desses divisionários se arrastam acoplados a corpos de seres ditos-vivos como caramujos que se atam a elementos e passam a sugar as energias vitais de seus dominados.

O cidadão da noite pára entre eles. Estende seus braços e um jato luminoso se desprende atingindo aqueles como uma benção de luz a cercá-los de compassiva emoção.

Essa descrição me veio no sonho de 22/11/2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sonho de uma noite após a nova primavera


Se a amiga e companheira dê recomendara comer peta no café, amiga o seu drink amargou na boca de gente como esse.

Se alguma amiga imaginava que o vermelho seria a cor do Hades, amiga, o Inferno não tem valor nenhum.

"Eu sei é que cheguei
sem métrica e sem 'stilo'
faço verSOS,
como eu fi-lo
como antes poe(n)tei.

Eu sei é que não sei
porque peso o mesmo quilo
E não sei porque aquilo
de temer o que passei...

Amigo apenas me creia
a vida (d)aqui é uma ceia
que a gente nunca acaba

Achei tudo lusitano,
em meio a grego e troiano,
sou o 'véi' Augusto da taba"

Todo esse texto me veio à cabeça depois de sonhar com o pedido de AP para que dissesse um recado a um(a) amigo(a)a dele (que não disse o nome).

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Na sala de aula definindo questões do conhecimento humano


Vez por outra, sonho numa sala de aula. Como se na dimensão espiritual eu tivesse que prestar contas de algumas disciplinas. Hoje chegava apressado ao local da prova e me sentava na última carteira. O professor me entregava uma folha em branco e me apontava para a lousa. Lá estava escrito: "Até que ponto a 'Crítica da Razão Pura' auxiliou a humanidade a expandir seus conhecimentos?". Na folha, eu começava a escrever um texto. Fui me acordando e peguei caneta e papel e deixei aflorar a inspiração. Saiu esse comentário:

"Desde que o homem descobriu a riqueza dos tesouros arqueólogos da África, verificou-se fenômeno extraordinário: quanto mais se distanciava a idade pelo experimento do carbono 14 mais a humanidade avançava no futuro de seus conhecimentos. A evolução humana está consagrada por contraditórias nuances.

Sabe-se que, a idade da Terra é mais antiga que se pensa e, por seu turno, avançamos no futuro de outras descobertas.

Quanto mais o individuo humano recolhe lembranças do passado, ele avança em conhecimentos novos;

Sagram-se noos princípios da Ciência e verificamos que os nossos antepassados já haviam recolhidos esses mesmos saberes;

Quanto mais aumenta a capacidade de sobrevivência da espécie, mais assimilamos a espetacularização do novo.

Assim, o homem segue fortalecendo conquistas do passado e rumando para confirmar a busca do elixir da juventude.

Nãoo é mais do que uma experiência calcada na elaboração de novos primados confirmando a essência do conhecimento kantiano de que assência do conhecimento precede a sua confirmação prática.

Ao atingirmos a idade do raciocínio mais puro, edificamos esta grandiosa obra divina cujo desiderato se estabelece na base da convivência harmônica entre os seres e na complementação do sagrado direito de existirmos sempre.

Entretanto, na atualidade verifica-se um outro fenômeno capaz de contrapor-se a todo avanço do conhecimento.

Quanto mais apreende novos avanços no terreno da tecnologia; quanto mais se adentra no âmago das coisas que dispõe, a geração desses dias mais se distancia da riqueza do conhecimento ético ee moral deixado por 'standars' da genialidade social como Immanuel Kant e outros luminares que vieram completar a obra assistencial do conhecimento para o aperfeiçoamnento da espécie humana e a devida gradação da Terra no conceito cósmico".

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Os aviões dos sonhos sempre surpreendem na vigília


Toda vida que sonhei com aviões aconteceu alguma coisa surpreendente no mundo. Hoje, vi uma média de sete aeronaves fazendo exercícios no céu. O último deles, curiosamente, voava muito próximo ao sexto mas de forma contrária. Ia de costas.

Surpreso com o avistamento mostro a minha mãe os aviões no céu e quando outra vez volto o olhar para cima, surpreendo-me outra vez. Eles estão parados no ar. E em posição vertical. São aeronaves de guerra. Aviões de combate.

Devo ficar atento para as próximas 72 horas a fim de confirmar ou não se desta feita ocoorrerá alguma coisa que chame atenção. De uma vez, sonhei com um avião passando próximo a um prédio negro, de noite, e o corpo de um homem vestido de jeans preto no chão. Era madrugada de 8 de dezembro. Á noite soube da morte de John Lennon.

Na doença de Tancredo, voltei a sonhar com aviões. Que voavam detrás pra frente. Um mês depois ele morreria. De outra feita, um avião passava em direção ao aeroporto - ali pelo Pici - e passa tão baixo que dá para se vê alguém na porta (aberta) gritando: ele vai morrer. Ele vai morrer.

Á noite, pelo noticiário da TV, soube da morte daquele representante da ONU junto ao Iraque (não me lembro agora o nome dele).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

De uma noite insone, depois de avaliar o mundo insano


Se reclamas do modo que a vida de ti exige esforço, medita um pouco antes de se negar ao atendimento das tarefas.

A mosca que chafurda na sujeira, exige de nós esforço de limpeza.

A criança que se detém à beira do abismo, força-nos a correr em imediato socorro.

O paciente atormentado pela miséria da dor, obriga-nos a estabelecer auxílio.

O indivíduo que perde o seu rumo, cobra-nos a eficácia do aviso.

O atormentado que se exaure em indesejáveis recriminações à Vida, requer nossa palavra de estima.

O desesperado que se afoga sem saber nadar, apressa em nós ajuda.

O aluno que se esbarra em dúvida, apraz a resposta de quem já sabe.

Em tudo e por tudo há sabedoria. Não recrmines da medida de teu esforço. Ajuda.

Não silencies na dúvida diante do que é possível fazer. Socorre. E ajuda. Sempre.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Missão no porto de Haifa onde reencontro velha amizade


Cada noite que se deixa o corpo, o espírito viaja por regiões que lhe atendam aos anseios e ao nível de adiantamento. Nesta madrugada, me vi desprendido e volitando por áreas que as conheço apenas de ouvir falar.

Estava em um ônibus com inscrições árabes - aqueles desenhos orientais que identificam o povo daquela região - e no vidro do veículo eu conseguia ler (embora não saiba de nada dessas línguas) a inscrição: "permitido tráfego".

A certa altura, o veículo pára. Todos descem. E tenho conhecimento de estar no porto de Haifa - ou Haiffa, não sei bem a escrita correta - onde dezenas de pessoas estavam embarcando e uma equipe missionária prestava atendimento.

No meio dessa equipe, deparo-me com Rodrigues, um ex-colega de primórdios do rádio em Iguatu e filho de um pastor da igreja Assembleia de Deus. Eu o abraço e digo surpreso por encontrá-lo ali.

"Meu irmão me conta sobre suas lembranças de mim e meu pai manda lembranças", me diz ao que agradeço. O irmão reside em Iguatu, onde o pai era comerciante de uma loja chamada Casa Bethel.

Eu pergunto se ele estava morando naquela região e ele me responde que não. Como eu, era passageiro do ônibus, e estava ali cumprindo um trabalho. Ele me abraça outra vez e vou acordando com os braços entrecruzados, como se ainda estivesse abraçando alguém.

FALANDO NISSO


Fui pesquisar sobre Haifa e descubro que fica em Israel. Informações da Wikipedia.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Deu na Folha: É possível encomendar o seu sonho



ANNETTE SCHWARTSMAN

No novo filme "A Origem", o personagem de Leonardo Di Caprio é contratado para invadir sonhos do herdeiro de uma corporação e implantar ideias em sua mente.
Com efeitos especiais dignos dos piores pesadelos -como Paris dobrando-se sobre si mesma e explodindo em pedacinhos-, essa ficção científica, no entanto, não está tão longe da realidade.
Uma área da neurologia argumenta que um indivíduo pode dirigir seus próprios sonhos de forma limitada.

Alguém que tenha um pesadelo recorrente pode aprender a substituir seu script aterrorizante por uma versão mais amena.

Bons ou ruins, os sonhos são misturas criadas pelo inconsciente que processa, ordena e guarda emoções do dia, lembranças reprimidas e desejos ocultos.
"Se fossem mera atividade aleatória dos neurônios no córtex cerebral, não seria possível ter sonhos iguais mais de uma vez. Isso prova, como Freud disse, que eles têm significado e são motivados por experiências vividas durante a vigília", diz o neurocientista Sidarta Ribeiro, 39, chefe de laboratório do Instituto Internacional de Neurociência de Natal e um dos principais pesquisadores do assunto no Brasil.

"Nós levamos os problemas para dormir e os trabalhamos durante a noite", diz Rosalind Cartwright, professora de neurociência da Universidade Rush do Centro Médico de Chicago, que há 50 anos estuda o sono.

Em seu livro "The Twenty-Four Hour Mind" ("a mente 24 horas"), ela explica que o cérebro registra as questões emocionais inacabadas do dia e, durante o sono REM (em que os olhos se movem rapidamente e ocorrem os sonhos), as mistura com memórias antigas relacionadas.
"O sonho serve para depurar a emoção negativa recente. É como se você limpasse o seu HD para sofrer menos durante o dia", compara o neurologista Flávio Alóe, 50, do Centro Interdepartamental para os Estudos do Sono do Hospital das Clínicas de SP.

Já os pesadelos, diz Alóe, são sonhos que provocam sensação de impotência diante de ameaças de sobrevivência, segurança pessoal ou autoestima. "Com sequências temporais semelhantes à realidade, eles se confundem com esta, tornam-se perturbadores e terminam com o despertar consciente e com emoções negativas como ansiedade, medo, raiva, vergonha e nojo, que permanecem na memória. Também podem ser acompanhados de taquicardia, respiração ofegante, sudorese ou ereção", define o especialista.

Alóe diz ainda que noites cortadas por pesadelos prejudicam o sono REM, essencial para regular funções como criatividade e memória.

Como pesadelos devem ser levados a sério, uma providência é achar as causas. "É preciso saber se têm causas emocionais, se são efeito de remédios, de transtorno neurológico", diz Luciano Ribeiro Pinto Jr., neurologista do Instituto do Sono e pesquisador do sono na Unifesp.
Há tratamentos farmacológicos e terapêuticos. Em um desses, a dessensibilização "in vivo", a pessoa é exposta, acordada, ao que a atormenta no sono -como ratos. O medo passa.
No sonho lúcido, a pessoa aprende a ficar consciente de que está sonhando. Para alguns, a habilidade é natural.

"Na ioga tibetana, pratica-se sonho lúcido no sono e na vigília", diz Sidarta Ribeiro.
No sonho lúcido, o indivíduo tem consciência de estar sonhando, raciocina. Ele se comunica com o meio externo por movimentos oculares ou do polegar, e decide o conteúdo do enredo.
Outra técnica é a incubação do sonho, pesquisada pela primeira vez nos anos 1990 por Deirdre Barrett, da Harvard Medical School.

Segundo a psicóloga, o paciente deve escrever seu problema em uma frase curta e colocar a anotação perto da cama. Antes de dormir, revisa o problema e, deitado, visualiza a questão. Enquanto cai no sono, deve dizer a si mesmo que quer sonhar com o problema. Ao acordar, deve ficar deitado, observando se há resquícios de sonho, e anotar o que lembrar.
Uma terapia semelhante é a de ensaio da imagem, desenvolvida por Barry Krakow, do Centro Maimonides de Artes e Ciência do Sono, no Novo México (EUA).

Consiste em, no estado de vigília, relembrar o pesadelo em detalhes e escrevê-lo mudando o seu final para um agradável, ou até um sonho completamente diferente.
Depois, a pessoa deve ensaiar a nova versão uma vez por dia, por 20 minutos, durante duas semanas.

Shelby Freedman Harris, diretora de medicina comportamental do sono do Montefiore Medical Center, em Nova York, aplica o método e conta o caso de uma mulher que sonhava estar cercada por tubarões. Ela imaginou que eles fossem golfinhos: os pesadelos sumiram.

Outro jovem que tinha pesadelos de estar sendo seguido transformou o perseguidor em chocolate e o comeu.

Alguns analistas veem problemas em mudar o conteúdo dos pesadelos. Argumentam que eles enviam mensagens cruciais à mente.

"A riqueza dos sonhos e pesadelos está no fato de nos trazerem conteúdos do inconsciente. A diferença entre os dois é gostarmos ou não desses "recados" que, uma vez compreendidos, param de nos assombrar", diz a psicanalista Lucia Rosenberg.

"Acho uma pretensão querer mandar no inconsciente que, por definição, é algo que não se controla", conclui.

Para psicanalista lacaniana Fani Hisgail, autora de "A Ciência dos Sonhos, um Século de Interpretação Psicanalítica" (Unimarco), há uma longa estrada a percorrer "entre o sonho contado, que é o material trabalhado em terapia cognitiva, e o sonho sonhado, que guarda elementos recalcados".

Do ponto de vista do sintoma, essas terapias substituem seis por meia dúzia, diz Fani. "Cria-se uma ficção de bem-estar, mas o sujeito continua desconhecendo o real motivo que o angustia."
Já Sidarta Ribeiro não vê problemas em apaziguar pesadelos às vezes. "O inconsciente é robusto, não será afetado. As mensagens continuarão a chegar. O difícil não é recebê-las, mas compreendê-las, o que é raro", retruca.

As pesquisas da neurofisiologia sobre sonhos, iniciadas nos anos 1950, engatinham. Mas têm futuro. "Já temos a medicina do sono, um dia teremos a medicina dos sonhos", diz Luciano Ribeiro Pinto Jr. Não custa sonhar.

domingo, 8 de agosto de 2010

Uma enorme fenda na alma ferida de uma amiga


Madrugada de domingo. Visito um local onde reconheço a presença de uma amiga. Na Terra, o esposo dela faleceu há alguns meses. E ela parece dirigir um projeto novo em sua existência que tem muito a ver com sua atividade profissional.

Ela passa a uma sala contígua a que me encontro e, de repente, ouço um grito. É a voz dela. Alguém sai de lá e me diz assustada que ela vira o esposo morto. Ficara terrivelmente abalada. E eu pergunto de que forma era esse abalo. A resposta que ouço é ilustrativa: 'É como se uma enorme fenda abrisse na sua alma ferida'.

Acordo do sonho e tento reunir as pedras dessa charada. Gostaria de fazer chegar a essa amiga o que vi no outro lado da dimensão para saber se alguma dessas pedras se encaixa com a sua atual realidade.

sábado, 31 de julho de 2010

O homem que se encontrou com seu anjo da guarda

Será possível uma pessoa manter contato físico com seu anjo de guarda? O atual superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN/CE) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, tem certeza de que essa pergunta tem resposta afirmativa. Ele foi testemunha de uma experiência que, certamente, jamais esquecerá.

Nome de respeito e de credibilidade na sociedade cearense, Eduardo acaba de lançar o livro "Inferno e Céu - Desafio à Inteligência", um mergulho em diversos livros, principalmente os evangelhos que descrevem a palavra de Jesus em sua época.

Ele esteve hoje em meu programa de rádio na Povo_CBN falando sobre a tese que defende de maneira admirável no livro editado pela Prêmius e as concepções de 40 anos de pesquisa e estudos, utilizando-se dos seus conhecimentos de hebraico e grego para entender a Bíblia. Mas foi o que ele me contou ao sair do estúdio o que mais me chamou a atenção.

Ao saber que sou espírita, doutor Eduardo - como sempre o tratei desde os tempos de estagiário de jornalismo na redação de O Povo quando ia fazer cobertura na Febem que ele presidiu em 1979 -, me contou ter vivido uma experiência que a Ciência classifica como paranormal e que os seguidores da doutrina codificada de Kardec tratam-na como mediunidade.

Ele estava em SP a procura de um ônibus que o levasse a Bienal do Livro mas não sabia qual veículo tomar. Nisso, um homem surge, pára diante dele e diz com firmeza: "Você quer ir a bienal e deve ir a uma rua ali ( apontou a direção ) e ao dobrar vai encontrar um ônibus parado. Entre e ele vai lhe levar até lá". E sumiu inesperadamente de sua vista.

Doutor Eduardo ficou atônito. Não manifestara o destino a tomar e, de repente, aquele ser surgia com a resposta. Ele foi e encontrou um ônibus parado como se lhe aguardasse. Entrou e ele o levou ao local.

Todos os livros, a presença de autores famosos, a programação variada do evento paulista, nada foi tão surpreendente quanto aquele encontro. Para esse bacharel em Direito e Ciências Econômicas, com Master of Science na Universidade do Arizona (EUA), ele tem certeza de que ali estivera ao lado do seu anjo da guarda. "Guia, como dizem vocês", acrescentou.

Telefonei ao meu querido irmão Luciano Klein, presidente da Federação Espírita do Estado do Ceará, para narrar esse fato curioso e ele me conta da excelência não só deste caso, que ele já tomara conhecimento através do próprio Eduardo, mas de outras experiências vivenciadas por esse membro da família de Bezerra Menezes, fatos que provam que a Vida não se restringe aos planos do nosso exígüo conhecimento.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A experiência espiritual mais convincente da minha vida

.
Foi preciso vir a São Paulo para testemunhar a minha mais incrível experiência espiritual. Algo fantástico, mesmo diante de tantos acontecimenos que já vivi e tomei conhecimento através de outras pessoas. Foi uma visão do meu pai, falecido no dia 20 de junho de 2009.

No apartamento de minha irmã Regina, na rua Clélia, no bairro da Lapa, estava eu dormindo ontem (domingo) quando senti algo estranho - como uma onda magnética aproximando-se de mim e atraindo-me a ela. À princíopio tentei desvencilhar-me; mas ela era mais forte do que a minha vontade. E mergulhei num oceano de vibrações incríveis até sentir que havia alguém no quarto.

Não vi meu pai diretamente, mas o senti às minhas costas, abraçando-me e envolvendo-me numa contagiante onda de paz e tranquilidade. Na ocasião eu me recordo de estar deitado na cama e levantar o braço direito para contornar o seu corpo. Senti o corpo de meu pai, o cheiro dele, a respiração e aí ouvi sua voz.

"Onde está Toinha?", perguntou-me quase sussurrando, a respeito de minha mãe. Eu lhe respondo que ela está em Fortaleza - e era verdade, minha mãe naquela noite havia chegado de Recife onde estivera na casa de outra irmã minha, a Ana Paula.

Meu pai parece não ter entendido e eu repito elevando a voz que "ela está em casa, em Fortaleza" e ouço a voz meio borbulhante tomar conta do quarto inteiro - e aí, vejo que estou na fronteira entre a vigília e o sono, mas consciente do ambiente de luz e som que invadiu o apartamento.

Em seguida, ele me diz estar bem, como a concordar que entendera a minha resposta e ao mesmo tempo falar de sua situação nesses 12 meses e sete dias de ausência física. Aproveito para dizer da minha saudade e ele me abraça mais forte.

É quando a onda se amplia e ouço vozes gritarem do lado de fora "vamos lá, que está na hora", como alguém que viesse buscá-lo depois daquele encontro. E vou aos poucos perdendo a sintonia; o ar vai se esvanecendo daquela forte presença de som que preencheu todo o quarto e sinto que a 'ligação' vai terminando.

Acordo e busco o iPhone para redigir um depoimento a fim de não esqueçê-lo no dia seguinte. Olho o relógio e são 3 horas e 24 minutos do domingo, 27 de junho de 2010. O dia em que vivi a experiencia espiritual mais convincente de toda a minha atual existência.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Da força do bem a serviço dos necessitados


No lado de lá da dimensão física, é possível encontrar-se antigos colaboradores da ordem franciscana em trabalhos de puro cunho social. Numa dessas colônias para onde se destinam almas ainda entorpecidas pelas carências morais, frades e freiras compartilham a chance de dosar com amor as tarefas do bem.

Numa delas, madre Gotarda (*) simplifica o seu tempo em dimensionar a luz do evangelho à crianças que saíram do corpo em tenra idade. Elas passam por uma adequação aos padrões energéticos até que, uma vez seguinte, retomem a sua capacidade individual de agir por conta própria.

Em desdobramento, estive essa madrugada circulando por um desses outeiros magníficos e pude também auxiliar no serviço de distribuição de alimentos para a clientela atendida. Pude ver como agem na espiritualidade os que na vida física aprimoraram-se no ser útil.

(*) A forma como eu a tratei na ocasião

domingo, 2 de maio de 2010

Balada para um anjo morto

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balada para um anjo morto


Há uma mensagem no coração daquela árvore
que você nunca ousou lacerá-la com o canivete
temendo não o corte no vegetal, mas a chance
de ser flagrado cometendo um ato romântico.

Há um perfume guardado no frasco do coração
disfarçado de saudade e que busca incentivá-lo
a sair um pouco mais de si e enfrentar lá fora
a vida como ela é; sem depender de ninguém.

É preciso restabelecer a ordem das coisas e
significar apreço a exata condição humana
de que, nascemos todos para a luz do amor.

E se alguma pessoa der algum passo vacilante
e tentar mudar o rumo, rapidamente é preciso
acender na luz do sentimento, a própria alma.

Publicada em 5/08/05 -

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Em busca de alguém do lado de cá


E eis que sonho com Baman Vieira. Ele foi um radialista que atuou no Ceará. Pertence a outra dimensão já há alguns anos. No sonho, ele insistia para que eu avisasse - ou a sua irmã ou seria esposa - que ele está bem.

Acordei. Fiquei pensativo um bom tempo no sonho. Voltei a dormir e, outra vez, o mesmo sonho, que na verdade entendo como desprendimento. Baman me pedia para avisar a irmã (...) Freire ou Pires que ele está bem.

Alguém conhece a pessoa?

sábado, 17 de abril de 2010

De amar aos que se amam, o amor à Vida


Eu amo aqueles que nem me conhecem
e que, provavelmente, surpresa teriam
se me conhecessem.

Eu amo o ator ou atriz que recria almas
e impõe corpo a elas como se figurassem
na medida do real.

A palavra de quem prega avisos do futuro,
sem esquecer jamais de por no presente
seus admiráveis pés.

Eu amo quem ama o cinema de qualidade,
a expor temas que nos aliviam tensões
e nos põem em lágrimas.

E as virtudes de quem se anonima em tudo
em função do bem estar de muitos outros,
ainda que se anulem.

Ah! eu amo a palavra, o gesto, o silêncio.
A voz interior que me cala sobremaneira
quando estou errado.

Eu amo a Vida, essa soma que nos multiplica,
dividindo sensações e diminuindo ódios,
porque, afinal, é a Vida.

E amo, principalmente, amar os que se amam,
ainda que nenhum deles saiba da existência
de alguém c0omo eu...

Os que buscam se limpar pelo sangue de Jesus

.
Foi preciso sonhar para obter a resposta. Vivia eu me indagando o porque de pessoas que, em meio a vida atribulada de altos e baixos - mais baixos do que altos -, de repente, resolvem mudar radicalmente e se tornam... evangélicas! Por que não católicas? Ou seguir o Judaísmo, o Islamismo, ou o Budismo? Sempre alguém que 'erra', na hora de mudar vira evangélica. E descobri num sonho a resposta.

Sonhei com uma amiga, cujo nome não me recordo de jeito nenhum, a me dizer que o evangelismo pentecostal tem conotações fundamentalistas e que apregoam que os pecadores para ganharem um lugar entre os dos eleitos, basta tão somente aceitar a Jesus. E pronto!

Mesmo que tenham cometido os maiores crimes. Mesmo depois de uma vida devassa, onde se tenha feito tudo de ruim no mundo, "bastaria aceitar Jesus que o sangue derramado por ele já lavou os nossos pecados." Na verdade, como diria o Código do Consumidor, isso é uma espécie de propaganda enganosa e que visa acima de tudo confundir o 'comprador'.

O simplicismo de achar que depois de matar, roubar, corromper, fazer o diabo a quatro, a gente tem pela frente o inferno como destino, realmente deve ser terrível na cabeça de quem passou por essa experiência.

A nossa guia diz que, em verdade, todos nós não estamos livres de passarmos pelo filtro da avaliação dos nossos atos e pensamentos. Somos aquilo que pensamos e agimos. E dessa soma é que se aglutinarão no futuro as cobranças da lei de causa e efeito.

Busca-se as doutrinas evangélicas por essa visão estereotipada de que facilmente seremos arrebatados, bastando dizer que se entregou a Jesus e pronto. A verdadeira doutrina do Amor exige Justiça e a paga pela mesma moeda.
 
"O amor cobre uma multidão de pecados", alertou São Pedro, no Novo Testamento, mas todos nós seremos convidados a retraçarmos o nosso caminho no mapa de nossas próprias configurações. É preciso voltar a sorver o mel ou o travoso gosto de nossas experiências anteriores.

Para isso é que a mensasgem dos grandes profetas busca conscientizar a todos da necessidade de cumprir um roteiro de Luz na Terra e aprimorar, cada vez mais, o espírito. É ele onde se foca toda a bagagem de nossa vivência no mundo. É por ele que iremos ser avaliados na medida potencial de energia que vibrarmos quando saídos da casa.

Outrossim, o sangue do Cordeiro beneficiou a todos aqueles que viveram até o início da Era Cristã e que não tinham conhecimento da Verdade. 'A verdade vos libertará'. Mas é preciso agir na prática do Bem para que se alcance o dom da elevação.  

Será que me fiz entender do modo como ouvi no sonho?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Por que dormem tanto os velhos e as crianças?


Por que os recém-nascidos e os mais velhos passam tanto tempo dormindo? A pergunta me vem depois de ver familiares meus idosos que passam um bom tempo dormindo e, mesmo na vigília, carregam uma atitude de quem vive sempre interessados no sono.

Na verdade, por estarem mais próximos às origens, velhos e crianças manifestam bem mais presença no lado da dimensão do espírito do que nas faixas da matéria. O recém-nascido porque ainda não despertou na integralidade dos mecanismos da reencarnação e o idoso porque está transitando nos últimos momentos da vida terrena.

Um bom anjo diria: "Creias na plenitude da vida em todos os ângulos da existência. Em tudo se perpetua a essência divina. Do grão de areia que se anonima na montanha ao infinito que esconde míriades de pontos de luz.

Adormecida na dimensão da Luz, a Vida se agita e se renova na complexidade do nascimento. Cresce junto ao conjunto de células organizando o corpo de cada ser, até que se complete a data limite de sua materialidade.

Cada ciclo da renovação é lição ambientada de Amor e de fecunda crença na sábia virtude do Bem e na eterna presença de Deus em nós"

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Velhas cartas... O passado, passou...


Estimada M,

Abraço-te repleto de saudades. E se volto ao teu convívio, nada mais há que possa de novo alterar-te o que já escrevera antes.

Saiba tu, que estou como devo estar. E deveriam, todas as criaturas. Marcado de paixão; algemado à saudade tua. Mas nem por isso, devo arrastar-te outra vez até a árvore onde deitamos nossos corações por entre a flecha;

tampouco gostaria de te convidar a devolver as rosas que roubei de um jardim. Elas tuas são... Não podemos mudar a face do mundo.

Somos o que somos. Nossos pensamentos, ninguém há de alterá-los. A roda dos séculos envidará esforços e nutrirá de sede e fome nossos desejos. Mas devemos permanecer, como somos. Nós mesmos...

... os felicitadores de nossa felicidade;
... os juízes de nossos julgamentos;
... os atores de nossos dramas e comédias.

Em verdade, em verdade, ninguém ousará pisar os canteiros do tempo para tentar remendar as partes do jarro. Ele se quebrou. Com isso, ansiamos por novas vestes;

clamamos por outras vozes;

mas sem que nunca, em momento nenhum, necessitemos de alterar o nosso eu... aquele mais íntimo chamado anima, que comanda a usina de nossos corações e mentes,

e onde gravadas estão as promessas nossas de eterno amor...

Se não for nesta, quem sabe... na próxima aventura chamada Vida.

seu estimado, Eu


Página encontrada no lixo da casa
do que já foi e que continua sendo

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sonhos: o da galinha que voa


O que significa a frase ouvida esta madrugada num sonho: "Sabe aquela galinha que voa? Pois não diga nada a ninguém que a viu voar..."

Velhos companheiros dos tempos de escola


Há quem considere que os amigos que encontramos na Terra são espíritos com quem compartilhamos amizades em outras paragens. Os dos tempos da escola, principalmente. Ao crescermos, eles somem. Em sua maioria, desaparecem de nossas vidas. E nunca fazemos esforço para localizá-los. Fora da vigília, isso é possível.

Hoje pela madrugada, estive num encontro desses onde muitos amigos do passado se apresentam no sonho e falam como se nunca tivessemos nos separados.

Estava numa universidade, um curso de Direito - que eu não sei explicar de onde -, ao lado de amigos que, desperto, os encontrei nas salas do velho Liceu do Ceará. Todos falavam de suas vidas hoje. A maioria formada em advocacia.

Lembro-me de Patrício, um ex-aluno do Liceu no final dos anos 60 que era muito brincalhão e com quem fazíamos manifestações contra o aumento das passagens de ônibus, nos velhos coletivos do senhor Pedreira. Ele está em algum ponto do sudeste, me dizia. Outro é o Wálter Alexandre Brasil que, me enviou um cartão dizendo que "o observado atrás do observador".

É que eu sempre pergunto aos amigos de Iguatu sobre o paradeiro dele. E uma pessoa ficou de informá-lo quando ele estivesse por aqui. No sonho, a pessoa (não era ele, era uma irmã) dizia-me que ele está na Bahia.

Velhos companheiros, com quem a gente convive na Terra e que, mesmo distanciados fisica e geograficamente, a vida não impede de encontrá-los na dimensão da Luz.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O trem das estrelas


Sonho desta noite: numa estação de trens, aguardava a chegada da condução que vinha das estrelas e nela eu devia embarcar para a Terra. Algo como se eu estivesse numa plataforma da dimensão espiritual e resolvesse voltar à matéria.

Nisso, o trem se aproxima da estação, mas ele estanca antes de chegar até a gare. Eu corro para verificar o que aconteceu e vejo o condutor (ou o maquinista) apressado dizer que não tem tempo, está apressado, é preciso chegar... Lembrou-me o coelho de Alice.

Enquanto ele adentra ao prédio da estação, noto que o trem continua em movimento e ao notar isso o maquinista corre atrás dele dizendo que, perdera a condução...

Sinceramente, eu não sei analisar o sonho.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O mundo islâmico visto do lado anímico


Esta noite, a minha essência navegou por caminhos pouco lembrados por mim quando na vigília. O mundo islâmico.

Estava em um local aberto e me dirigia com outras pessoas para uma área onde se concentrava uma enorme multidão. Ao atingir as proximidades desse local onde pessoas pareciam meditar, eu notei que as pessoas se curvavam no chão e colocavam a testa de encontro à terra.

Rapidamente eu me ajoelhei, curvei-me também e na minha mente um só pensamento visitava-me: estava em direção a Meca.

Mais incrível ainda: ao meu lado, um carneiro achegou-se e também dobrou as duas patas dianteiras e colocou sua testa (não me lembro se tinha chifres) na areia.

domingo, 8 de novembro de 2009

Viagem numa cápsula em busca de uma semente de luz


Ontem à noite, vaguei pelos páramos celestiais, numa cápsula esverdeada que me levou a um determinado ponto do cosmos onde eu já deva ter ido. Encontrei pessoas serenas, tranquilizadas pela bonomia do tempo e pelas experiências de outra vida, e li em cada rosto um conforto e uma esperança incrustados.

Logo próximo ao parque, por onde crianças volitavam em torno de animais que eu nunca imaginei existir, encontrei meu último pai terreno. Estava tranquilo e de seu sorriso pude perceber que, aliviado de todas as recentes dores.

Sem nenhum esforço para articular palavras, conversamos telepaticamente e, incrível!, eu entendia tudo o que os seus lábios não deixavam exteriorizar.

Entreguei-lhe um pequeno envelope branco, de onde ele retirou um cartão. Vira os dois lados e me pede que escreva alguma coisa. E com o dedo polegar direito, faço de conta que é uma caneta, de onde saem reluzentes letras como sementes de luz que traduzo agora claramente.

"Parabéns, pai. Paz e Bem, sempre." E assinava meu nome, notando que o P de parabéns era idêntico a quando faço na vigília, rebuscado e bonito.

Acordei, certo de que meu pai recebera a minha singela homenagem pela passagem de seu aniversário que foi em setembro.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Notícias do mundo de lá


O outro lado é consequência deste? Ou vice-versa? Falo em relação as atividades que encetamos na dimensão da Luz.

Ocupado em apresentar um jornal na emissora onde estava, estabeleço contato com amiga Marlene Teixeira. Peço que ela em eenvie um boletim sobre notícias do mundo de lá.

Na verdade, descubro que estou no trabalho de todo dia quando saio da vigília. Depois que retornei ao corpo, descubro que o realismo das cenas que vivi.

Marlene entra com o boletim. E o que ela ler é. simplesmente, uma crônica - como ela gostava de fazer nos tempos de rádio em Iguatu. Faz uma homenagem a uma senhora de sobrenome Montenegro, que eu não consigo me lembrar o primeiro nome de jeito nenhum.

Fala da importância dela na formação de pessoas na região centro-sul e que ela continua a atuar na dimensão da Luz.

No 'sonho' fico intranquilo porque o tempo está se esgotando e não vai ser possível ouvir todo o relato. O som da mesa do estúdio vai se elevando e a voz de Marlene some.

domingo, 9 de agosto de 2009

Um pouco de mim para quem guardo no peito


Passei o dia pensando no dia que os pais ganham para lembrança maior dos filhos. E me deu uma saudade danada do velho e bom Mário, que há menos de dois meses se mudou de anima e bagagem para a dimensão do espírito.

Não que eu goste desses eventos inventados à troco de gastos, para aquecer as vendas dos lojistas e atear ainda mais fogo na febre consumista que nos ataca. Sou mais de lembrar pai e mãe, no dia-a-dia que a gente vive e sofre, buscando o entendimento do grupo familiar.

Mas me lembrei de você, seu Mário - no passeio com o Greg, na quadra de esportes quando me sentei olhando o não sei o quê, descobrindo um pouco de vazio em mim - vazio que é de você.

Sei que fora da vigília, certamente, a gente deve ter se encontrado por aí, abençoado um ao outro, chamando-nos de pai cada um de nós e lembrando que saudade foi feita pra se sentir e do lado esquerdo do peito, voce ocupa um lugar sagrado que todos os dias comungo uma conversa com você.

Paz e Bem, velho...

domingo, 5 de julho de 2009

Música: Não Tenho Medo da Morte - Gilberto Gil




"
Não tenho medo da morte
mas sim medo de morrer
qual seria a diferença
você há de perguntar
é que a morte já é depois
que eu deixar de respirar
morrer ainda é aqui
na vida, no sol, no ar
ainda pode haver dor
ou vontade de mijar

a morte já é depois
já não haverá ninguém
como eu aqui agora
pensando sobre o além
já não haverá o além
o além já será então
não terei pé nem cabeça
nem figado, nem pulmão
como poderei ter medo
se não terei coração?

não tenho medo da morte
mas medo de morrer, sim
a morte e depois de mim
mas quem vai morrer sou eu
o derradeiro ato meu
e eu terei de estar presente
assim como um presidente
dando posse ao sucessor
terei que morrer vivendo
sabendo que já me vou

então nesse instante sim
sofrerei quem sabe um choque
um piripaque, ou um baque
um calafrio ou um toque
coisas naturais da vida
como comer, caminhar
morrer de morte matada
morrer de morte morrida
quem sabe eu sinta saudade
como em qualquer despedida.

Música: Não Tenho Medo da Morte - Gilberto Gil


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um abraço que foi uma verdadeira fusão de seres.


Dormi agora a tarde e (devo ter) me desprendi(do). Lembro-me de ter andado por uma avenida que desconheço. Ia em direção a 'um local de trabalho'. E quando menos esperava, estava numa sala como se fosse um grande estúdio da tv e encontrava-me com meu pai. Mais do que um abraço foi uma fusão de seres.

Os dois entrechocados, vibravamos de saudades muitas. E dele, penso ter ouvido falar de "saudades da Francisco Sá", uma das muitas moradas que tivemos em Fortaleza e que, para ele, era um referencial importante pois ali próximo estava o seu trabalho junto à Casa Machado.

Ele me dizia das saudades que tinha de todos e "da Regina". E eu chorava copiosamente abraçado a ele, sem que pudesse ve-lo, mas o ouvia claramente a me dizer algo como "se cuidem", referindo-se aos que estão do 'lado de lá'. Talvez, referindo-se à este lado.

Acordo com os olhos molhados. Vou ao banheiro onde me vejo no espelho, assim. E conto a Maria e a dona Gleide, esta senhora que trabalha conosco e que tanto o ajudou nos últimos dias na Terra.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Um trem nas alturas


Há um trem correndo por aí, nessas alturas - ou sei lá como definir o que há na dimensão da Luz. Esta noite, eu circulei por ele. Ao percorrer os vagões encontrei muitos passageiros cujas faces não davam chance de identificá-los.

Uma pessoa nos guiava nesse passeio astral e, a certa altura da conversa que traçavamos no sonho, ela chegava a cumprimentar pessoas em italiano. Algo como "tudo bem? Vamos já já chegar..."

Não sei qual era o destino do trem das alturas; mas havia como quê uma certa expectativa de que ele ia nos levar a um ponto determinado de nosso próprio conhecimento, mas que não consegui descobrir de maneira nenhuma.

Paramos em frente a uma praça, cuja estação dava para o interior de uma igreja secular. Imagens que eu supunho do período barroco e vultos circunavegando nas alturas, como se volitizassem em torno desse ambiente misterioso.

Quando tento ingressar por uma porta, no que imagino seja a sacristia, acordo com o som do despertador tirando-me a chance de saber o que se esconde por trás daquela magnífica porta...

domingo, 21 de junho de 2009

Do amor e dessas coisas singulares


O amor tem formas. Só o coração entende.
Nutre-se de luz -
'lumina essência,
Bondade fecundada que nos embriaga de prazer.

De seu cálice dourado,o nutriente do amor
derrama o néctar
supremo da Vida
- suave perfume que se esparge entre amantes.

O amor é um sonho - como adoçam os poetas.
Alegra-se na dor
- adormescência
e reflete sobejamente na alegria de sê-lo...

De cada gesto do qual o amor se inspire,
hálito divino
que entre nós
rescende, como nunca soube-se traduzi-lo...

O amor é benção - e, nele, nos fortalecemos.
Augúrio de paz e
Ciência - paciência!
Motivo único para o existir da humana idade.

Desse amor que transmuta tempo e espaço,
que vai do corpo a alma
- espiritualidade!
a divina presença se corporifica e se nos revela...
Saudades

tão longe, tão perto...

Estive sem postar no 'Bangalô'. Durante esse tempo acompanhava a doença do meu pai. 'Seu Mário' (Bezerra) se foi. Nos deixa em meio a uma enorme gratidão pela Vida (física) que Deus lhe deu por 84 anos para nos guiar nesse caminho que ora fazemos pelo Planeta Terra.

Obrigado amigo! Pela força, pelos ensinos, pelos conselhos - até pelos erros, que nos ensinaram também a forma de correção do rumo -, pela alegria que sempre demonstrou ao longo dessa jornada. Uma jornada dificil onde um câncer acabou lhe vencendo. Ou melhor, santa doença que o fez purgar algumas das mazelas morais que elas sempre acabam difundindo. Mesmo no pântano, o lírio brota e o raio de sol consegue penetrar sem se manchar.

Estamos aqui ainda atordoados, muito embora já aguardassenis essa nudança. Ninguém fica pra semente, ouvi dizer muito. Agora foi a vez de plantarmos (o corpo de) meu pai para que o Jardineiro-mor de todo o Universo (re)colha como presente que lhe ofertamos.

Um dia iremos nos encontrar. Não no juízo final de que interpretam os fundamentalistas. Mas a doutrina esclarecedora dos Espíritos Superiores - o Espiritismo, codificado por Allan Kardec - nos sustenta a racionalidade de que "a vida continua", em planos e dimensões que a nossa consciência aceita e acredita. Pois foi de lá que viemos. Para lá voltaremos.

Abençoe-nos pai Mário! E que os amigos de lá, te recebam com festas - como quando viestes à Terra e para os teus que hoje choramos tua saudade.
Novo dia amanhece,
nova vida, nova flor
Jardineiro dessa messe
cuide dela com amor...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Por um momento novo da vida de todos nós na Terra


Genrosa presença, essa na Terra. Revela-nos a bondade divina em auxiliar o nosso crescimento espiritual. E é ela, a escola provadora de nossas aptidões, onde exercitamos os lados de nossa individualidade e edificamos as virtudes da alma.

Enquanto por aqui estivermos, oportunidades muitas são celebradas em favor de cada um. Mas é o coletivo que melhor define o aprimoramento de cada indivíduo. O nosso alvo é o outro. A nossa conquista não é o mundo, mas o nosso próprio eu. Vitoriar-se na Terra, arrastando atrás de si quaisquer registros de conquista, não alimenta nenhum avanço na lista de grandes conquistas.

Só o amor é capaz de edificar o mais empedernido dos seres e elevá-lo aos píncaros da glória. E todos os homens estão marcados por um selo de desenvolvimento, ainda que demore em alguns essa tarefa. As vidas sucessivas, os mundos habitados, as mentes desprendidas, o eu dinamitado de todo orgulho e egoísmo, fazem com que as serenas bem-aventuranças do Cristo, sinonimem a vitória de todos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Quem é Maria Vangelis?


Na madrugada desta segunda feira, dia 8 de junho, estive em locais da outra dimensão que jamais saberei avaliá-los de forma precisa. Apenas sei que era um lugar onde pessoas (des)conhecidas - cujas identidades não as lembro, embora me fossem familiares no desprendimento - me ensinavam a conviver em paz comigo mesmo.

Uma senhora de meia idade, de aspecto sereno, me dizia como fazer para acabar com o nervosismo. E me ensinava uma pequena regra para os momentos de raiva: bastava encher a boca com um pouco dágua e ficar com o líquido até amainar a situação. Em caso de ser dificil encontrar o líquido, salivar até que se consiga sentir a boca cheia.

O nome da pessoa era Maria Vangelis. Ou seria Maria Evangelista e eu apenas ouvia esse nome meio grego. Mas afinal quem é Maria Vangelis?


Ao acessar no Google 'Maria Vangelis' acabei descobrindo referências acerca do tema escrito por Vangelis para o filme sobre a descoberta da América.



Aprendizado da própria razão de ser


E eis que nada é por acaso. Acabo de acordar de um descanso pós-almoço, durante o qual sonhei - ou estive desprendido - circulando por uma região onde as pessoas têm uma enorme crença no poder da fé.

Salto da cama e vou até o quarto onde meu pai está sendo cuidado pela enfermeira Apoliana (é esse mesmo o nome dela, muito embora eu a chame Apolônia). Tento contatar com ele que tem dificuldades de fala. A doença o pôs há dois meses em cima de uma cama. São as mãos de ajuda das enfermeiras e de minha irmã Vera que o auxiliam a sobreviver. Aguarda o tempo de ser, costumo dizer a mim mesmo.

Pergunto-lhe se tudo está bem. Ele confirma com a cabeça. Se tem alguma dor. Ele nega. Digo para ter paciência, enquanto transmito-lhe uma efusão de energia que a minha fé diz ser auxílio importante. A enfermeira me olha com certa estranheza. Pergunto a ele se tem rezado nesse meio tempo. E o conduzo na oração que ele repete silenciosamente.

Tenho uma enorme crença de que essa troca de energia é benéfica. Hoje, no estúdio da televisão, enquanto fazia o programa e a auxiliar de estúdio Juliana revelava-se cansada, abatida e eu lhe dei um passe, ela me disse logo depois ter melhorado e me agradeceu.

Felicito à Vida por ter me dado essas noções que eu sei e descubro a cada dia da existência, como forma de aprendizado da própria razão de ser.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um avião cai e nos deixa ainda mais interpelativos do que somos


Não há como conter a emoção diante da confirmação de que os destroços encontrados pela FAB são do avião da Air France, vitimado por uma tragédia na rota Rio-Paris.

A informação só reforça a certeza de que a esperança - nesse como em outros casos semelhantes - conseguiu passar a perna no velho refrão. De que é a última que morre. E morreu, quando não se pensava.

Esperança de se achar as respostas positivas nas quais parentes e amigos dos passageiros e tripulantes ainda se firmavam. O céu das hipóteses não deixou chover nesse terreno. E da espera, o desespero.

Nem o resultado das orações significadas por milhares de pessoas no mundo inteiro, foram suficiente para sustentar o sonho de que tudo isso não se configurasse emj pesadelo.

Ao mesmo tempo em que no Brasil, pilotos que trabalham na operação de busca, trocavam informação de que os destroços pertenciam ao avião sinistrado – informação captada por um radioamador de Fernando de Noronha e transmitida a uma emissora de TV paulista -, lá na França, os políticos em assembléia faziam um minuto de silêncio pelos mortos do desastre.

Nessas ocasiões, tento saltar o despenhadeiro de minhas interpelações transcendentais e encontrar o eco das respostas que, provavelmente, nunca saberei. Minha pergunta agora é: a quem pertencia a essência de cada um daqueles seres para se unirem a esse destino fatal?

Tolice, dirão alguns, indagar o além quando não se há respostas. Porém, deixem que eu (in)tranquilize comigo mesmo, interpelando ao Deus de minha crença sobre essas questões que, vez por outra, surgem em nosso caminho e que nos deixam ainda mais interrrogativos do que somos.

sábado, 2 de maio de 2009

Sonho ou desprendimento, a viagem a Cuba e o caminhão desgovernado


Era sonho ou desprendimento? Esta madrugada circulei por entre imagens não tão bem nítidas, mas impressionantes. Elas me revelavam o cenário de Cuba.

Ruas semi-desertas. Fachadas carcomidas pela ação do tempo. Janelas entreabertas de algumas casas. E, aqui acolá, pessoas desvencilhando-se das gotículas de chuva que caiam sobre as calçadas.

Eu sabia que estava na terra de Fidel e que fora lá convidado pela professora Adísia Sá - que recebera convite do próprio dirigente do país.

Numa espécie de palanque numa praça ao final de uma rua tortuosa, um grupo de pessoas aguardava a hora da chegada do 'líder'. A professora pega o microfone e diz uma frase marcante sobre a ilha - mas a lembrança não me permite guardá-la quando na vigília.

Nisso, o palanque sai do lugar. Percebo tratar-se de um caminhão que, em disparada, avança pelas ruas e sinto que as pessoas podem cair. Vejo Adísia pendurada na carroceria e dizendo que vai saltar. Ela pula e eu fico receioso de que o veículo, naquela carreira, vá de encontro a algum imóvel.

O carro choca-se com algo. Eu penso no sonho que, acordado, sentirei as dores desse acidente. Vou acordando. E, dali a pouco, percebo que minha coluna está dolorida.

Que signiica o caminhão desgovernado? E a professora atirada fora dele depois de pronunciar uma frase importantre?

sábado, 25 de abril de 2009

Sinal de vida muito além das pedras tumulares




A maioria das pessoas pensa que deixar o mundo material é integrar-se (ou desintegrar-se) no nada. Povoa ainda na cabeça de muitos, a idéia de que morrer significa largar tudo e se perder até da memória dos mais queridos.

Esta noite, sonhei que estava cumprindo mais um exame. Era sonho ou desprendimento. Eu ainda não sei atinar bem quando é uma ou outra coisa. Sei que estava fazendo uma prova.

É incrível como a cada fim de mes, eu adentro salas de aula; convivo com turmas que desconheço, mas que são íntimas enquanto sonho e, como me preocupo a cada final, em dar uma (ou mais) resposta nas provas.

Eu sei que neste sábado eu ouvia (não via) alguém alguém fazendo uma pergunta e pedia que eu a transmitisse a uma pessoa que eu conheço. Eu não sei se vou ter coragem de chegar e dizer que nas nuvens, onde tenho um bangalô, alguém manda notícias.

Se ela me perguntar quais, eu nem saberia dizer. Sei que pedia para dizer, como se fosse esse o sinal de continuidade. O sinal de vida.

Interessante, nesses sonhos e desprendimentos, provo a mim mesmo que o mundo é muito mais do que veem os meus olhos. É muito mais além do que ouvem meus ouvidos. É muito mais infinito, do que penso - e, jamais, aquela estória de que ao morrer, terminamos. E sobramos na paisagem, via pedra sepulcral, por onde voam andorinhas ao final de cada dia...

sábado, 11 de abril de 2009

Pedido de quem está do outro lado, mas permanece aqui


As ruas da outra dimensão são constituídas de uma essência tão etérea que a visão humana não consegue alcançar a não ser quando dispensamos a vigília e caímos no sono que nos promove desassociarmos do corpo.

São nessas ocasiões em que desprendidos, atingimos a vibração necessária para adentrar no que se configura como o mundo dos espíritos e então convivemos com a realidade que ali se estabelece.

Hoje foi o dia em que encontramos uma antiga interna da Colônia de Hansenianos de Maracanaú. Guilhermina é o nome dela. Desencarnou no ano passado. Sempre que visitamos o hospital íamos conversar na residência dela e, no seu jeito curioso de tratar todo mundo, ela fazia que brigava comigo por ter me ausentado da última visita.

Pois hoje a encontrei num carro. Dirigindo. E aí é que vem a explicação da mensagem que o espírito fala e o cérebro guarda a imagem para conseguir traduzi-la quando desperto.

Eu me surpreendi com ela dirigindo um táxi e ela me mostra os pés sãos, reconstituídos - em vida na matéria, ela demonstrava não gostar de mostrar os seus pés deformados pela doença - como a dizer que já estava 'dirigindo os seus passos", "conduzindo-se por ela mesma".

Mas o que mais me tocou nessa efusão de amizade e gratidão foi o recado que ela me pediu para retransmitir ao Cantal (Wilson Cantal é o coordenador do Grupo Espírita Bemvindo à Caridade).

"Avise a ele que meus filhos estão metidos com drogas..." terminava com um quase apelo em favor da vigilância sobre eles. Desperto, telefonei ao Cantal e ele me confirmou que uma filha dela anda com problemas. Vamos tentar tudo para atender a um pedido de quem está do outro lado, mas permanece aqui, ligada pelos fios do coração.

sábado, 14 de março de 2009

O lado mágico das palavras que se tornam ainda mais


Na dimensão da Luz, muito embora guarde-se as devidas proporções de superioridade, a poesia tem grande alento. Aliás, a palavra tem força rara. Eu iria mais longe e diria que o pensamento é ação.

Hoje, estivemos num recanto onde todos falam de poesia. Onde todos usam esse modo de expressão a fim de serem entendidos. E estava eu numa roda de poesia quando saltei de lá com um canto que, traduzido na linguagem da matéria, não consigo atinar o que vem a ser.

Eu cantava um verso que se repetia 'ad infinitum' e o som alcançava alturas impressonantes. Os versos diziam apenas algumas palavras que, escritas depois que vim para a vigília, não têm o sentido mágico da Luz:

"Esqui
Esqui na boa
esquina boa
uísque na boa
eis que a boa
escrita boa..."


E tinha outros exemplos incríveis que eu, infelizmente, não consegui trazer de lá...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Grata presença de um anjo de luz


Um auditório superlotado. Um público atento. E lá na frente alguém a conversar sobre o "conhece-te a ti mesmo". Dizia nem ter a certeza do que ia expressar. Mas as palavras chegavam à sua mente de forma clara, precisa.

E ele sentiu a sensação de outras vezes: uma onda suave de luz condicionando sua energia, vitaminando sua alma, conduzindo-se por dentro de seu corpo e o deixando sereno, calmo, tranqüilo.

Ele sempre soube que existem anjos a nos guiar. Essa é uma convicção antiga, de longas datas. Nenhuma crença religiosa precisou lhe ensinar isso.

Na platéia pessoas conhecidas e amigas: a prima Lucinha, um colega de trabalho, a cantora Aparecida Silvino... e muita gente mais. E ele falando como nunca havia feito antes.

Ao retornar para casa, ouve pessoas lhe dizerem: "por que eu não trouxe um gravador?". Um vizinho a quem cede carona lhe diz: "você estava inspirado!", como se quizesse referir ao `contato`.

Mas ele sabe da luz que circunda esses momentos de meditação e auto-conhecimento;
que já lhe tirou do sério outras vezes ao volitar em torno de seu corpo numa pequena bolha azulada e sumir, tão misteriosamente, como surgiu. São eles, os anjos guardiães de que falam os mestres da nossa ascensionalidade, no aguardo de nos oferecer ajuda.

Eles só desejam o bem da humanidade, muito embora a grande maioria das pessoas
continue dando as costas à essa presença tão amiga.

Fábulas Fabulosas: O Cáctus e a Lagarta


Um homem viajou muitos caminhos até chegar à aldeia onde habitava venerável e sábio mestre. Fora até ele tocado pela dúvida de que o Senhor de todos os Conhecimentos e Virtudes, criador dos céus e planetas, provavelmente se equivocara em lhe atender uma rogativa.

- Deus não erra, meu filho! adiantou-se o virtuoso sábio, perguntando em seguida o que acontecera.

Durante muitos dias, narrara-lhe o viajante, ele rezara ao Senhor pedindo que lhe enviasse dos páramos celestes uma flor e uma borboleta. Era um presente que gostaria de ganhar dos céus.

Um dia, um beduíno passara pela sua porta e, como prova de gratidão pela hospitalidade, lhe deixara um cactus feioso e uma horrível lagarta.

"Ele garantia ser homem do Senhor e que apenas cumpria os designos de Deus", contou-lhe o viajante.

O sábio sorriu e chegou a essa conclusão: "Paciência é o que deseja Deus exercitar em seu servo, premiando-lhe dessa forma. Volte para casa e verá que do bruto cáctus há de ter surgido a mais linda flor que a Terra já viu. E a horrível lagarta já se transmutou na mais linda borboleta já vista".

Ao retornar a casa, o viajante confirmou tudo isso e concluiu que para tudo o que se deseja ter e ser, Deus só nos pede um pouco de paciência.

Recontada por mim
do jeito que escutei
de um sábio anônimo

Visões: os sinais continuam vindos do alto


Há sinais entre os homens da presença de deuses na Terra. Desde as mais remotas eras, eles se dizem presentes no dia-a-dia de cada um de nós.

Seja para orientar, esclarecer, apontar caminhos, disciplinar e, principalmente, para evangelizar o homem a que se re-humanize em prol de um mundo cada vez melhor.

Ouça os sons do silêncio! Oriente-se pelas vozes do céu. Seja um mensageiro da luz. E acorde maravilhas na dimensão da paz em que você vive.

Se o mundo está revolto à sua volta, é que a sua parcela de contribuição ainda se faz mínima. Mesmo na tempestade, seja a claridade do relâmpago que previne a chegada do trovão.

Deixe que os acordes da manhã renovem a alvorada da vida e estabeleça um sinal de paz durante os próximos minutos que você terá que conviver com seus pares.

É possível ser feliz, ainda que em meio à caótica solidão da Terra. Acredite!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Do lado de lá, mas sem sair do lado de cá

Diário dos Sonhos
Saio do corpo na madrugada do sábado e volito por lugares que, conheço mas, não sei identificá-los quando estou desperto. Num desses lugares, em frente a um balcão de atendimento - como se fosse de um albergue - encontro Vander Silvio, já transportado para a outra dimensão. Está falando qualquer coisa relacionada ao som que é transmitido no lugar.

- Por que é que, onde estou, só botam esse som terrível!... - diz criticando o que, provavelmente, era um som de banda de forró sem ser forró.

Ao me ver ao seu lado, exibe um olhar de surpresa mas como quem já assiste algo habitual do outro lado, estende-me o braço direito em minha direção. Eu tento lhe dar um abraço, mas é quando ele aponta ser impossível. E mostra-me um aparelho colocado no seu lado direito à altura da cintura - como se fosse uma colostomia, mas que não é. Pergunto-lhe o que era aquilo e ele apenas me diz:

- Necessidades para o campo vibracional...

Um som de carro lá embaixo do prédio onde moro me devolve ao corpo de sopetão. Eu maldigo as buzinas que interferem até nos contatos extrasensoriais. Mas, tudo bem, o dia já amanhecera no lado de cá. E era preciso retomar a materialidade das coisas.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Do lado de lá, a vida continua e trabalho é que não falta


Na esfera espiritual há trabalhos. Ninguém vive a ilusória visão de anjos entronizados em nuvens, entoando loas e manipulando harpas que o 'marketing' da medieval era tentou impor. E hoje andei gravitando em torno de uma redação. Uma redação fora do ambiente material.

Alguém nesse ambiente solicitava-me que fizesse as fotolegendas de uma reportagem sobre mim mesmo, destacando algo de minha persona e abordando um projeto novo que deva estar em vias de processo.

Interessante é que ao chegar do trabalho hoje à tarde, diversos recados de um jornalista solicitava-me falar sobre mim num 'portfólio' que ele está elaborando para lançar no semestre que vem.

No e-mail que ele me enviou, um pedido para preencher um questionário com legendas sobre meu trabalho. Igualzinho ao do trabalho na redação do lado de lá.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Numa Roma onde carros de corrida se alinham


Hoje foi dia de desprendimento no sono. E viajar por cidades que eu nunca fui. Roma, por exemplo. Ali estive em companhia de Agamenon Libório Cavalcante, um antigo colega de ginásio nos tempos do Rui Barbosa de Iguatu.

Desde os 14 anos não tenho notícias dele. Fui colega de sala de aula e estudavámos juntos em sua residência. Agamenon era muito inteligente. Hoje, pelo conheço da vida, posso dizer que ele estava além do estágio daquela época.

No desprendimento de hoje, encontrava-me com ele em Roma, no aguardo da corrida de Fórmula 1. Eu andava pela pista, em meio a fila de carros alinhados, depois de passar por um órgão encarregado de listar pessoas que iam morrer.

Antes da corrida, deparo-me lá na frente com um acidente. Um carro em treinamento havia saído da pista e se chocado contra um objeto. Não me lembro agora quem era o piloto, mas na ocasião isso ficava bem definido.

Quando retornava para me posicionar no local de ver a corrida, perdia o contato com Agamenon e tentava localizá-lo pelo meu celular - é a primeira vez em meus sonhos que esse objeto é citado - e não encontrava seu nome no meu arquivo.

Um pouco desolado, sento-me num degrau e dou de cara com Oliveira, ex-produtor da TV Jangadeiro que estava ali em Roma em companhia de algumas pessoas (possivelmente da família dele). Uma delas me abraçava e corrigia-me no figurino: eu estava com uma camisa cheia de furinhos e ela me dizia que isso exigia uma camiseta por baixo.

No momento seguinte, encontro-me com uma pessoa importante da política brasileira que aguardava em frente ao que eu presumia ser um restaurante, a festa do "pollo". Pollo em espanhol é frango. Acordei.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A creche de onde partem as adoções terrenas


Fora da vigília, é possível se eleger caminhos que são divisados apenas pelos olhos da alma. Por eles, vítimas do silêncio da morte se identificam vivas. E andarilham léguas em busca de si mesmas.

Esta madrugada, consegui circunavegar por entre essa faixa silenciosa aos nossos sentidos, mas que tem uma acentuada agitação de sons. Nela, deparei-me com amigos que estão temporariamente na matéria e que pautavam encontros sobre as tarefas da semana em relação aos programas de ajuda.

Uma jornalista e amiga com quem já trabalhei na rádio Povo, estava na sala de encontros do grupo formado por membros de uma denominação religiosa, dando testemunho acerca de como a doutrina que ela abraçou lhe dera uma dimensão de maturidade.

Ao deixar o bangalô, segui por uma estrada apinhada de crianças que iam em direção ao "Balneário dos Anjos", denominação curiosa de uma das muitas creches de onde partem iniciativas de adoção de almas pelas famílias da Terra.

Isso significa que alguém dali, está muito próximo a seguir a afirmação do Cristo sobre o 'nascer de novo'.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O lar dos que perderam a visão na Terra (2)


Acordei nesta segunda feira com o nome de dona Josélia na cabeça. Tinha que ligar para ela, a fim de contar o sonho que tive no lar dos que perderam a visão na Terra. Tentei o número antigo do falecido. O celular ainda o guarda. Disquei, mas a voz da telefonista me dizia que ele fora desativado.

Fui ao trabalho na rádio e contei aos companheiros a experiência. Depois do programa, admiti, ligarei para o instituto onde ela atua e contarei o 'sonho'. Só na tevê, depois de conversar com o jornalista e médium Wanderley Pereira é que criei coragem. Liguei... surpresa!

"Nonato você não morre mais este ano!" me atendeu a voz do outro lado. "Estava pensando em você. Amanheci pensando em lhe procurar. Para lhe entregar uma foto do (*) com você".

Conto-lhe o sonho e ela diz que de Itu, chegou-lhe uma correspondência mediúnica dele com uma frase que só ela e ele tinham conhecimento. Era a prova. Mas ao contar-lhe e falar sobre a figura que teria sido recebida por ele, a descrição bateu exatamente em Maria Prata, uma benemérita senhora que era tida como 'santa' e grande amiga do médico.

Ela deixara a Terra aí por volta de 15 anos. Mãe do conhecido Sargento Prata, que deu nome ao zoológico de Fortaleza, ela certamente estava sendo a 'zeladora' por ele no outro lado da vida.

O lar dos que perderam a visão na Terra (parte I)


A noite foi longa. Por quatro vezes desprendi-me do corpo e alcancei níveis diferenciados da outra dimensão. Escalei as alturas e cheguei a lugares que eu pouco conheço: a mansão onde dos que restauraram a visão.

Nesse local, o médico WP transita com certa facilidade. Reune-se aos jovens recém chegados ali, de etapas de evolução na carne. Ele me diz que fora recebido por uma senhora de pequena estatura, de cabelos negros e um olhar sorridente. WP me diz que chegara através dela. Conta-me algo relaciona a 15 anos e a cita como irmã.

Por mais de uma vez, perco os laços desse desprendimento e acordo. Algo me leva a dormir outra vez e retornar ao mesmo local. Como se o médico quizesse que eu guardasse na memória a lembrança desse sonho. E contasse a alguém importante toda essa experiência.

sábado, 3 de janeiro de 2009

A rua por onde navego quando à noite me imaterializo

Um luar claro na rua por onde circulo quase sempre nos meus sonhos. Não sei onde ela está, mas a conheço tão logo largo meu corpo e volatizo pelo lado de toda essa imaterialidade.

Hoje foi o dia em que cruzei a rua calçada, toda ela, de paralepípedos bem construídos. Na calçada pelo lado direito deslizo. Próximo à esquina, um carro estacionado. Ao passar por ele, noto a presença do professor Gilmar de Carvalho. Ele conversa com outra pessoa que não me recordo a identidade.

Quando chego à esquina, uma pilha de andaimes impede a minha circulação. Nem por isso me intranquilizo. Aciono a mente e ultrapasso as tábuas de forma interessante.

É quando ouço o comentário de Gilmar: esse menino acaba se ferindo nesses voos noturnos dele. Enquanto vou acordando, sinto que rio por saber que enfrentei mais um desafio. E acordo sorrindo.